Gostaria de compartilhar com vocês os resultados de um estudo americano recentemente divulgado que analisa a relação entre o ronco do bebê e problemas de comportamento. Os pesquisadores avaliaram 249 crianças e suas mães e descobriram que aquelas que roncavam aos 2 e 3 anos de idade eram 3,5 vezes mais propensos a desenvolver problemas comportamentais, comparados às crianças que não roncavam ou que roncaram durante apenas um ano desse intervalo de idade. Agressividade e hiperatividade foram os distúrbios mais facilmente encontrados.

ronco do bebê

Imagem: Google

Isso poderia ser explicado porque o ronco é um sinal de que a criança não está respirando bem durante o sono (em decorrência de um resfriado, alergia ou aumento das adenóides). E você, que é mãe, já sabe: criança que não dorme bem fica muito mais manhosa, agitada e irritada, não é?

Nesse estudo foi demonstrado que estados de ronco passageiros, em decorrência de estados gripais isolados, por exemplo, não são preocupantes, e sim a ronqueira prolongada. E que bebês amamentados ao peito estariam menos sujeitos ao problema, pois o estímulo da amamentação contribuiria para modelar sua estrutura facial de forma a melhorar a respiração. Além disso, esses bebês receberiam através do leite materno os anticorpos provenientes da mãe, e por isso ficariam menos sujeitos a infecções recorrentes (que contribuem para deixar o nariz do bebê entupido por longos períodos).

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Então se seu bebê já ronca há bastante tempo, fique atenta! Procure o pediatra e relate o caso. Ao que parece, quando removida a causa da dificuldade de respiração, a criança volta a dormir melhor e os sinais dos distúrbios de comportamento também desaparecem.

Fonte: Pediatrics

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