Festa do pijama: que mãe sobrevive?

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Hoje tem mais uma contribuição da querida leitora Regina Queiroz aqui no blog. E dessa vez com uma opinião que vai dar o que falar: ela conta não ter muita paciência para as festas do pijama! Seu filho pediu uma, e você está pensando sobre o assunto? Então leia o post (no mínimo você não terá surpresas sobre o que pode acontecer!).

Por Regina Queiroz

Todo mundo sabe que festa do pijama é uma super tendência atual. Meninas querem fazer, meninos querem fazer, e lá se vão mil barraquinhas armadas e colchões espalhados para acomodar os amiguinhos do filho.

Imagem: 123RF

Tenho que ser justa: festa do pijama tem lá seus benefícios. Normalmente você não chama a sala inteira da escola, acaba optando apenas pelos mais amigos do seu filho (até porque não dá para ter trinta crianças dormindo na sua sala – a não ser que você alugue o salão de festas do prédio). E justamente por isso acaba sendo uma comemoração mais barata (em comparação aos buffets convencionais, então, nem se fala!).

Que maravilha seria se tudo fossem flores! Mas preciso fazer uma confissão: eu não sou uma mãe que nasceu para dar festas do pijama. No máximo uma amiguinha da escola para dormir em casa, e olhe lá. Porque depois de um dia inteiro de trabalho (e mesmo que seja num sábado, você provavelmente não parou um segundo para providenciar tudo), é quase impossível não estar moída às 3h da manha, hora em que muitas crianças ainda nem pegaram no sono.

Se os convidados da festa ainda não têm nove ou dez anos, então se prepare para uma dose extra de paciência. Porque muitos ainda não estão acostumados a dormir fora de casa, mas fazem questão de ir à festa. Só que você conhece criança, né? Ninguém decide ir embora da festa às 21h, ou 22h. Ali os pequenos estão tão empolgados, que nem pensaram no passo seguinte: ir para a cama sem mamãe e papai. E quando finalmente você consegue colocar todo muito deitadinho, depois da meia-noite, surgem os primeiros pedidos para ir para a própria casa.

Dica de quem já passou pela experiência de dar algumas festa do pijama para o filho (pois é, eu sou masoquista, parece que gosto de sofrer, porque sei que vai ser difícil e na hora H volto a concordar em fazer): ligue mesmo. Não gaste muito tempo tentando convencer a criança a querer ficar na sua casa. Acredito que dez minutos sejam o limite: se depois disso a criança choramingar ou ficar muda, telefone na hora para os pais. Porque as chances de você ter uma crise de choro para contornar durante a madrugada são enormes.

Aí chega a fase crítica da história. Depois da 1h da manhã sua paciência está no dedinho do pé. Só que a vontade de dormir da criançada ainda parece bem pequena. Eles já passaram da fase de bocejar – não sei se você já reparou, mas depois de um ponto de cansaço, os pequenos “ligam” e aí que não dormem mesmo! Se você fica ali tentando botar ordem, corre o risco de soltar uma bronca mais forte com a mensagem “agora chega, durmam!”. Se você sai sempre tem alguém que fica com medo. O fato é que você vai ficando levemente irritada, mas precisa se domar para não soltar uns berros e correr o risco de causar uma choradeira em massa.

Juro que se você não for o tipo de mãe “monja”, paciente ao extremo, chegará a hora em que você pensará: “eu não tenho um chazinho calmante para dar para essa galera?”. Mas você segue em frente, até que os últimos olhinhos resistentes fechem. Aí você pensa: ótimo, vou ter um tempinho para descansar! Só que ao invés de assistir ao seu programa preferido, corre para a cama, sabendo que daqui a algumas horas alguém pode acordar.

Estava achando que as noites em claro eram exclusividade das mães de bebês? Que nada!


 



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Comentários (1)

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  1. Beatriz disse:

    Amei esse post!

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