A verdade sobre 5 grandes mitos da gravidez

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Durante a gravidez, o corpo acaba passando por uma série de transformações (que vão muito além do aumento da barriga!). Podem ser mudanças comuns, ou mesmo outras que você certamente vai amar (e que nem sabia que aconteceriam) – a verdade é que essa é uma fase única na vida de uma mulher.

Como essas mudanças são intensas e chamam a atenção, ao longo do tempo receberam várias interpretações das pessoas. E com isso surgiram diversos mitos da gravidez, e é quase certo de que você os escutará ao longo da sua gestação, sem saber se eles têm alguma procedência.

Por exemplo: alguma vez você ouviu falar que o formato da barriga da gestante define o sexo do bebê? Ou mesmo que a azia na gestação é sinal de que a criança nascerá cabeluda? Pois então confira esse post, em que reuni os 5 maiores mitos da gestação e explico o porquê essas crenças não necessariamente são verdadeiras.

Imagem: 123RF

Ah, e depois de ler, não deixe de me contar nos comentários se você já ouviu mais algum mito da gestação que não listei aqui, ok? Vamos compartilhar com outras mães!

5 grandes mitos da gravidez:

Barriga pontuda é sinal de menina e, arredondada, de menino

Alguém já te disse que quando a barriga da grávida é pontuda ela está esperando uma menina, e quando é arredondada é sinal de que um menino está a caminho? Pois a realidade não é por aí. É evidente que às vezes uma gestante com a barriga pontuda pode ser mãe de menina, porém o que define o formato da barriga é a anatomia e a genética da mulher.

Azia na gravidez é sinal de bebê cabeludo

É comum a gestante sentir azia. Contudo, isso nada tem a ver com a propensão de a criança nascer com mais cabelo. Na verdade, a azia é decorrente do aumento da progesterona durante a gravidez, que deixa o organismo mais propenso a essa sensação, pelo relaxamento de alguns órgãos (inclusive da válvula de fechamento entre esôfago e estômago, que facilita o refluxo). Outro motivo para a sensação de “queimação” é o aumento do útero, que acaba pressionando o estômago. Já o que definirá a quantidade de cabelo do filhote é a genética do próprio bebê.

O bebê nasce com marcas se os desejos da gestante não forem atendidos

Primeiro, é importante saber que aquela antiga história de que a mulher grávida pode ter desejos específicos (e até exóticos) não é mentira. Por conta dos hormônios, a gestante fica mais sensível, e sua percepção de gostos e cheiros pode mudar. Por isso é possível que você sinta vontade de comer algo para que nem ligava antes da gravidez. Porém, a crença de que se a mulher não comer algo que deseja, o bebê corre o risco de nascer com marcas que remetam àquela vontade, é uma superstição. Mas não deixe seus desejos passarem em branco, pois estudos apontam que informações sobre as necessidades nutricionais do bebê também chegam ao cérebro da gestante. E nós merecemos esses mimos, não é mesmo?

Se a grávida cruza as pernas, o cordão umbilical pode enforcar o bebê

Pode ficar despreocupada: os movimentos da mãe nada têm a ver com o risco de enforcamento do bebê dentro do útero (mais um dos mitos da gravidez!). Inclusive, durante a gestação, é comum o feto se enrolar no cordão umbilical, mas isso não demonstra perigo a ele – até porque o bebê não respira pelo pescoço quando está na barriga! Se você quiser saber mais sobre esse assunto, veja nesse post, no qual eu explico tudo sobre o enrolamento do cordão umbilical.

Cerveja preta melhora a produção de leite

Além dessa informação não ser verdadeira, o consumo de álcool não é recomendado nem durante a gestação, nem quando a mãe estiver amamentando. Pelo contrário: o álcool é responsável pela Síndrome Alcóolica Fetal, que pode resultar em má formação do bebê dentro do útero (veja aqui). Para estimular a produção, o ideal é ter uma alimentação equilibrada e beber bastante água (e seguir outros cuidados que eu conto aqui).


 



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