Cruzeiro com bebês e crianças: as melhores dicas para a viagem perfeita

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Quem me acompanha no Instagram (aqui) sabe que recentemente fiz um cruzeiro em família, com meu marido, Catarina e meus pais. Por muito tempo eu adiei a decisão, achando que Cacá pudesse não aproveitar. Mas se soubesse que ela curtiria tanto, e que há muitas vantagens em fazer um cruzeiro com bebês e crianças, certamente teria antecipado a decisão. Antes de mais nada a mensagem desse post é: pode ser uma viagem incrível, maravilhosa, basta que você se atente a alguns detalhes.

Como Catarina já está com 7 anos (aliás, embarcamos no dia seguinte ao seu aniversário, e aproveitamos para comemorar lá), não tive que me preocupar com um ponto importantíssimo para quem faz um cruzeiro com bebês: o fato de que poucos navios aceitam pequeninos que ainda usam fraldas na piscina. Pois é, para quem não sabe, num cruzeiro as fraldas de piscina não são liberadas! E seu pequeno ainda não foi desfraldado, terá que ficar longe das piscinas, inclusive das infantis.

Nosso primeiro cruzeiro – na saída de Santos

Não que esse seja um fator que impede muitas famílias de viajar de navio com bebês – aliás, o cruzeiro que fiz estava cheio delas! Mas é importante ter isso em mente, e até optar por um navio que permita o uso de fralda na piscina (naqueles em que a água é trocada o dia todo, isso acontece). Já se seu filho tem menos de 3 anos, mas já não usa fraldas, pode usar a piscina acompanhado dos pais, sem problemas.

Depois que decidimos o cruzeiro (fomos pela MSC, mas também já viajamos de Costa Cruzeiros – recomendo ambos aqui na costa brasileira), foi só alegria. Fizemos um roteiro de 7 noites a bordo, com saída em Santos e paradas em Búzios, Salvador, Ilhéus e Ilha Grande (em Angra dos Reis). Aguarde que tem dica no post inclusive sobre as descidas do navio, e como se preparar se você está com crianças.

Boliche: as opções de lazer são ótimas!

A seguir eu compartilho o que aprendi nessa viagem, com uma menininha de companheira, e tendo conversado com várias mães de bebês, para entender o que elas acharam também:

Alimentação: esse é uma das maiores preocupações de quem viaja com crianças, não é mesmo? Pois acredito que nesse aspecto fazer um cruzeiro com bebês e crianças é ótimo: há comida 24 horas por dia no navio, e você conseguirá manter os horários do seu filho e mesmo assim comer bem. Se está com crianças pequenas, dá para almoçar e jantar cedo, sem dificuldades. Se está com bebê e precisa respeitar os horários das sonecas, consegue comer algo no meio da tarde, depois que os restaurantes a la carte fecharam. Cacá sempre comia conosco, e se esbaldou. No meu kids sempre havia uma sopinha, um sanduíche, salada à vontade (e também besteirinhas, como pizza e batatinha) e opções mais simples de carne, frango e peixe.

Dica: há comidas diet para pessoas diabéticas, e também comidas especiais para alérgicos, sem glúten ou leite a bordo. Mas se seu bebê, por exemplo, faz uso de uma fórmula específica, leve com você na bagagem de mão. Latas de leite em pó são liberadas, desde que estejam lacradas no embarque. Por outro lado, bebidas não são permitidas. Papinhas prontas industrializadas também são liberadas desde que estejam lacradas.

Frutas à vontade. Há opções saudáveis a bordo, é só saber escolher.

Cabine: minha dica é que você pegue uma cabine no meio do navio, pois esse é o local que balança menos. Ou seja, há menor chance de que seu filho fique enjoado no cruzeiro. Não importa muito em que andar você esteja, desde que seja no centro no navio. Por isso fique atenta a promoções em que não é possível escolher a cabine até a hora do embarque, se seu filho ou alguém da sua família costuma enjoar.

Dica: Nós pegamos uma cabine externa com varanda dessa última vez, e posso dizer que foi uma experiência mágica! Sentir o mar pertinho, na tranquilidade do seu quarto, ter cadeiras à sua disposição no por do sol… Que maravilha! Recomendo muito para quem está viajando com bebê que ainda não engatinha ou anda, pois você pode curtir muito mais a cabine na hora das sonecas. Já se você tem um bebê que anda, ou uma criança pequena, eu não recomendo – prefira uma cabine interna ou externa sem varanda. Mesmo havendo trava na porta, acho que você se sentirá muito mais segura dessa forma.

Parte da cabine com a cama da Cacá. Atrás a varanda.

Enjoo: a grande dica, para adultos e crianças, é uma só – não ficar de barriga vazia por muito tempo! Coma um pouquinho toda hora, e você verá que o enjoo passa. Procure também não exagerar em pratos muito diferentes, a que seu paladar não está acostumado.

Carrinho: a maioria das boas companhias de cruzeiro oferece carrinhos a bordo. Mas minha dica é que você não pense duas vezes e leve o seu. Em primeiro lugar, porque pode ser que você precise esperar um pouco no porto de embarque, no início da viagem. E com carrinho seu filho terá um lugar garantido para descansar. O carrinho sobe com você a bordo: inclusive no navio onde eu estava havia duas entradas – uma com escadas para a maioria das pessoas, outra com rampa para acesso prioritário, famílias com bebês e carrinhos e pessoas com mobilidade reduzida.

Dica: se você esquecer, não tem problema: faça o pedido do carrinho já no check-in, pois há um número limitado de acessórios disponíveis.

Cacá amou a escada de cristais! Aliás, todas as crianças amaram!

Berço: também é disponibilizado pelas boas companhias de cruzeiro para crianças de até 2 anos.

Dica: já faça o pedido na reserva, para não correr o risco de ficar sem. Se você vai com criança pequena, não fique preocupada. Na minha cabine, por exemplo, a cama da Cacá era de casal, havia muito espaço para ela se acomodar sem cair.

Turno do jantar: geralmente os cruzeiros maiores fazem dois turnos no jantar: um por volta de 19h, outro por volta de 21h. Sua família terá um restaurante e uma mesa marcados, onde jantará todos os dias da viagem. Mas precisa jantar sempre lá? Não, você tem outros restaurantes e bares operando, no esquema buffet. Mas o jantar mais requintado, com vários pratos, é no restaurante marcado (e vale a pena ir algumas noites, para ter a experiência completa do cruzeiro).

Dica: não acho que existe uma regra e um horário que sempre funciona melhor para quem faz um cruzeiro com bebê ou criança. Veja qual é a dinâmica da sua família, e então faça a opção. Escolha o turno na reserva, pois corre-se o risco de ter um horário escolhido diferente do que você queria se não se manifestar, e deixar a escolha para o navio. Às vezes é possível trocar, outras vezes não. Nós optamos pelo primeiro turno, pois achei que a Cacá comeria melhor sem estar muito cansada. Foi ótimo! E nos dias em que ela ainda estava disposta, ainda íamos para o show noturno (que é super light, pensado para que crianças possam assistir mesmo!).

Piscinas: antes de se jogar em qualquer piscina com o filhote, dê uma volta completa no navio. Você verá que algumas ficam mais cheias (a central sempre é a mais lotada), outras mais vazias, e que podem até ter temperaturas de água diferentes! Normalmente também há uma piscina infantil com atrativos para essa faixa etária, que os pequenos adoram.

Dica: durante as paradas do navio muitos hóspedes descem, deixando as piscinas muito mais vazias (uma delícia!). Se você não faz questão de conhecer a cidade, fique a bordo e aproveite o cruzeiro de forma muito mais tranquila!

Nossa piscina preferida: a mais tranquila!

Recreação: varia de navio para navio, mas no que estávamos (MSC Prezioza) o Mini Club recebia crianças a partir de 3 anos. Achei diferente da recreação de um resort, em que as crianças têm mil opções para fazer. Mas foi positivo, porque Cacá queria ficar um pouco e depois ficar conosco, e a ideia era justamente fazer uma viagem em família com os avós.

Atividade de culinária especial para as crianças no cruzeiro

Dica: reparei que havia três tipos de pulseiras para as crianças: com saída liberada (podiam circular sozinhos pelo navio), com saída acompanhada apenas dos responsáveis (que foi a que escolhi para a Cacá) e um terceira que era combinada a essas duas, e que indicava que a criança tinha alguma alergia ou restrição alimentar. As crianças que ficavam no Mini Club podiam fazer as refeições com os “tios” e assistir aos shows nas primeiras fileiras, que eram reservadas para os pequenos.

Espaço dos bebês: acompanhado dos pais

Mini Club: a partir de 3 anos pode ficar desacompanhado

Paradas do navio: quando o navio atraca nas paradas programadas, acontece o desembarque de um número muito grande de passageiros. Em geral a primeira hora é muito concorrida, há senha para a descida do navio e você precisa esperar um pouco. Se estiver com bebês ou crianças pequenas, prefira esperar um pouco: cerca de duas horas depois quase todos já desceram, e você segue calmamente. A volta ao navio é quase sempre tranquila, só programe-se para não ser dos últimos a voltar, para não se estressar desnecessariamente com o horário.

Praia em Ilha Grande (Angra): sossego para descer com bebês e crianças

Dica: o próprio navio oferecer excursões nas paradas em terra. Elas são mais caras do que se você negociar diretamente com o pessoal da região, sem dúvida. Nós não usamos o serviço, até porque, com uma menina de 7 anos, tudo fica mais fácil. Mas se eu estivesse com bebê de colo, talvez fosse uma opção interessante e segura. Tome cuidado apenas com passeios muito longos, em que a criança pode ficar cansada. Vale fazer uma boa seleção do que merece ser visto e visitado (nesse sentido o Trip Advisor ajuda bastante!).

Parada em Búzios: a cidade é linda, mas a volta é rápida com crianças. Vale pelo sorvete.

Mamadeira: essa é a dica de uma mãe que viajava com um bebê no navio, e que eu achei incrível! Como não há microondas nos quartos para usar o esterilizador de mamadeira, ela levou pastilhas que fazem a esterilização. Elas são como comprimidos efervescentes, que você joga em uma bacia comum com água. Em seguida mergulha a mamadeira, que fica esterilizada! Se tiver oportunidade, providencie isso antes de viajar!

Enfim, acredito que cruzeiros são uma excelente forma de viajar com bebês e crianças. Seu quarto está ali ao lado, as sonecas são facilitadas, dá para levar a casa na mala (diferente de uma viagem de avião, no navio não há excesso de bagagem), e conhecer locais lindos nas paradas, tendo infraestrutura à sua disposição o dia todo. Ah, e muitas vezes você consegue promoções em que as crianças não pagam, o que é um incentivo extra! A maior dificuldade certamente é o fato de ficar um pouco isolada do mundo (há médicos no navio, mas se você esquecer algo importante que não seja medicamento, precisará esperar o navio parar em algum porto).

Espero que as dicas tenham sido úteis para você, que está pensando em viajar de navio com a família! Depois volta e me conta como foi sua experiência de cruzeiro com um bebê ou com a criançada, combinado?

Veja também: 7 dicas para a grávida com viagem de navio marcada!


 



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