Síndrome da Transfusão Feto-Fetal: o risco aos gêmeos ainda no útero

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Você já ouviu falar sobre a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal? Confesso a vocês que, até pouco tempo atrás, eu não conhecia o problema. Até que uma leitora do blog que teve uma gestação de gêmeos sugeriu que eu abordasse o tema aqui no blog, como forma de alerta a outras mães.

Como não podemos olhar dentro da barriga, é normal sentirmos, durante a gravidez, uma certa preocupação sobre como nosso bebê está se desenvolvendo lá dentro. Será que ele está recebendo nutrientes suficientes? Será que está crescendo como deveria? Será que está tudo bem? Evidentemente, quando a gestação é de gêmeos, a preocupação aumenta. E é preciso que os futuros papais estejam atentos mesmo, pois existe uma condição que faz com que um dos bebês acabe ficando mais nutrido (e crescendo muito mais) do que o outro no útero materno – justamente a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF).

Se você está esperando gêmeos (ou trigêmeos, quadrigêmeos, etc; ou tem chances de ter uma gravidez múltipla), vale a pena ficar alerta à Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. Apesar de séria, ela pode ser resolvida sem maiores problemas, dependendo do grau.

Quer saber mais? Veja a seguir!

Imagem: 123RF

O que é a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal e como identificar

A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) pode acometer gêmeos que estão em bolsas diferentes, porém, dividindo a mesma placenta. Por meio dela, os pequenos são nutridos, e também conectados à mãe e a eles mesmos através de vasos. O que acontece quando a síndrome se desenvolve é um desequilíbrio na comunicação entre esses vasos, que acaba comprometendo o fluxo sanguíneo entre os bebês. Com isso, um acaba recebendo mais sangue do que o outro.

O resultado é que um se desenvolve e cresce mais. Essa característica é perceptível por meio de um exame de ultrassom, em que o médico também irá observar a quantidade de líquido amniótico em cada bolsa (na do bebê maior há mais líquido, o chamado receptor; já na do outro, o doador,  há menos).

Se todas essas alterações forem observadas, o diagnóstico é comprovado. Nesse momento, também é indicado o estágio de desenvolvimento da síndrome, que vai de um a quatro, dependendo da gravidade.

Vale destacar que ultrassons de rotina podem levar à detecção da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. Por isso, é muito importante fazer o exame com a frequência indicada pelo seu médico (que na gravidez gemelar deve ser maior do que a de uma gravidez de baixo risco), cumprindo um bom pré-natal.

Como tratar a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal?

Caso a STFF seja detectada ainda no primeiro estágio, dependendo do caso, não é necessário recorrer a tratamento, pois a condição pode desaparecer sozinha. Já a partir do segundo estágio o tratamento é indicado: é feita uma pequena cirurgia (cauterização).

No procedimento, o médico identifica os vasos que estão desequilibrados, levando mais sangue a um bebê do que ao outro, e os queima com laser. Com isso, a troca sanguínea entre os gêmeos é interrompida.

Mais um tratamento que pode ser indicado é a retirada de líquido da bolsa amniótica (amniocentese seriada) do bebê receptor (o grande), com uma agulha. A medida busca reduzir o risco de parto prematuro, e é indicada à medida que a bolsa se enche.

O risco de morte dos bebês é real?

Se não houver tratamento, as chances de os bebês morrerem são quase totais. Por outro lado, com o diagnóstico correto e as terapias realizadas ainda no útero, o risco de mortalidade é muito menor. Por isso, cuide do seu pré-natal e esteja atenta à qualquer anormalidade com os filhotes.


 



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