Gravidez ectópica: entenda a “gravidez fora do útero”

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Você já ouviu falar em gravidez ectópica? Esse é, infelizmente, um dos casos de insucesso na gestação, como também acontece na gravidez molar, sobre a qual eu já falei aqui no blog. Antes que você pense que isso pode estar acontecendo apenas com você, é importante saber: casos assim não são tão incomuns, e podem ter ocorrido até com alguém que você conhece.

A gravidez ectópica (ou tubária) é a gestação que se desenvolve do lado de fora do útero. Evidentemente, não há como uma criança ser gerada dessa forma (ou melhor, a chance de mãe e bebê sobreviverem é de 1 em 3 milhões), e o embrião precisa ser removido o quanto antes do corpo da mulher, para não gerar problemas maiores.

É fundamental conhecer os sinais da gravidez ectópica para ficar atenta. Quer ver quais são? Eu te conto a seguir e dou outras dicas importantes, vem ver!

Imagem: 123RF

O que acontece na gravidez ectópica?

Geralmente, em uma gravidez ectópica, a implantação do óvulo fertilizado ocorre em uma das tubas uterinas – por isso também o nome de gravidez tubária. Por conta de lesões na tuba, o óvulo não consegue passar para o útero e, por isso, a gestação começa nesse local.

Entre os primeiros sintomas que costumam se manifestar estão dores de alta intensidade e sangramento, que aparecem após duas semanas do atraso da menstruação.

Uma informação interessante é o fato de que o sangramento que caracteriza a gravidez ectópica é incomum, diferente do da menstruação. O sangue (que pode aparecer também nas fezes) costuma ser mais escuro e aguado, e pode vir com mais ou menos intensidade, dependendo do caso.

Já a dor se manifesta em um dos lados da barriga, de maneira forte e persistente. Sensação de tontura (e até desmaio), além de transpiração intensa podem ser outros sintomas da gravidez ectópica.

Portanto, se você desconfia que está grávida mas, ao mesmo tempo, vem sendo incomodada por algum desses sintomas com frequência, procure o seu ginecologista o quanto antes!

Diagnóstico e tratamento da gravidez ectópica

A gravidez ectópica pode ser observada por meio de um ultrassom. O exame de sangue é mais uma forma de se desconfiar do problema, por meio da análise do nível de beta-hCG. Quando esses níveis estão abaixo do normal, pode ser indício do quadro (uma vez que o desenvolvimento do embrião é prejudicado).

Em alguns casos o médico pode pedir ainda um exame laparoscópico (que é feito com uma pequena câmera, que é inserida no abdômen). No procedimento, é possível analisar as tubas uterinas e, se o óvulo tiver sido implantado ali, será detectado.

Geralmente, o decorrer de uma gravidez ectópica resulta em aborto espontâneo. Mas, em alguns casos, pode ser recomendado o tratamento com um medicamento chamado metotrexato, cuja finalidade é interromper a gestação. Já em outras situações (quando a descoberta é feita mais tarde, e o embrião está maior, por exemplo), a indicação pode ser de cirurgia.

Outras informações sobre a gravidez ectópica

Para algumas mulheres a gravidez ectópica pode ser mais comum – estão mais sujeitas aquelas que já tiveram alguma doença inflamatória pélvica,, pois o problema gera lesões na tuba uterina. Quem já passou por cirurgia abdominal, já teve gravidez ectópica alguma outra vez, ou endometriose também está mais sujeita a desenvolver o quadro.

Vale destacar ainda que ter tido uma gravidez ectópica não elimina as chances de engravidar normalmente mais tarde. O ideal é que o diagnóstico do quadro chegue cedo pois, assim, as chances de a tuba ser lesionada (e prejudicar uma nova gestação) são bem menores.

Converse com o seu médico sobre a possibilidade de uma nova gravidez (claro, depois de um período de recuperação) e mantenha um pré-natal cauteloso, pois a chance de ter uma nova gravidez ectópica é real.


 



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