Estou grávida, e agora? Saiba o que fazer em 9 passos!

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Você acabou de fazer o teste de farmácia e descobriu que está grávida. E agora, o que é preciso fazer para começar a cuidar de você e dessa nossa vida que está sendo gerada? Para ajudar as mamães a organizar a vida, esse post reúne um miniguia com os primeiros passos principais para um pré-natal de qualidade.

Se você está exatamente nesse ponto, de ter se descoberto grávida e estar se perguntando o que fazer nos próximos meses, espero que o conteúdo seja útil para você. E qualquer dúvida escreva nos comentários, que eu respondo, combinado? Vamos lá:

Imagem: 123RF

Exame de sangue: quando o primeiro teste de farmácia dá positivo, há quem prefira comprar um segundo e refazer para comprovar a gravidez. Contudo, a gestação só é mesmo confirmada por meio de um exame de sangue (o beta-hcg). Para pedi-lo, você deve ir ao seu ginecologista informando que desconfia da gravidez, para que ele recomende o exame. Se este der positivo, aí sim, pode ter certeza que tem um bebê a caminho! Atenção: se você já teve casos de aborto, é importante também fazer um segundo exame beta-hcg, para ver se há evolução da gestação. Em geral a quantidade do hormônio detectada no exame dobra a cada 48 horas, e seu médico pode pedir para que você o repita para analisar se o embrião está se desenvolvendo bem.

Analise seu convênio: verifique quais são os serviços que seu plano de saúde cobre (desde exames, pré-natal, parto e até mesmo cuidados com o bebê depois do nascimento). Além das condições, veja a lista de profissionais conveniados para escolher o obstetra que irá acompanhar a sua gestação. Pode ser o seu próprio ginecologista (caso ele atue no ramo da obstetrícia também), se você se sentir confortável com isso. Caso contrário, é legal procurar indicações de mamães da família e amigas.

Agora, se você não possui convênio, verifique se vale a pena ir atrás de um (pelo menos para cobrir despesas com exames, pois para o parto dificilmente você conseguirá cobertura, em função do período de carência) e informe-se sobre os serviços disponíveis na rede pública da sua cidade. Analisar condições de pagamento em maternidades particulares é outra opção.

Dê início ao pré-natal: gravidez comprovada e obstetra escolhido, é hora de marcar a primeira consulta para dar início ao pré-natal. Para isso, vá preparada: anote o primeiro dia da sua última menstruação (para, assim, ajudar o profissional a calcular a provável data do parto). Também pense antecipadamente nas perguntas para fazer a ele e, caso você já tenha um desejo de parto específico (domiciliar, por exemplo), é bacana verificar se o médico atende dessa maneira, para não precisar trocar de obstetra depois. Uma medida que seu médico certamente tomará já no primeiro atendimento a você, como gestante, é a recomendação do consumo de ácido fólico, que contribui enormemente para a boa formação do feto já no início da gravidez. Esse nutriente em geral faz parte de suplementos vitamínicos completos, que suprem a necessidade aumentada da grávida.

Primeiros exames: logo no primeiro trimestre é recomendada uma série de exames para detectar disfunções e doenças, tanto na mãe quanto no bebê (e, assim, dar início a tratamentos e cuidados antes do parto, para preservar a saúde de ambos). Mais exames de sangue, assim como testes rápidos, de urina e os primeiros ultrassons são indicados nessa fase (com cerca de 6 ou 7 semanas você já conseguirá escutar o coração do bebê).. A lista completa de exames obrigatórios para uma gravidez de baixo risco, você confere aqui.

Abandone certos hábitos: cigarro, álcool e cafeína são três inimigos da gestação. A começar pelo fumo, que aumenta as chances de aborto e parto prematuro. Sem contar que o hábito de fumar faz um mal danado à saúde, então a gravidez pode ser um grande incentivo para abandoná-lo de vez! A cafeína também acentua o risco de aborto, por isso a indicação é a ingestão de menos que duas xícaras de café por dia. Já o álcool pode acarretar em problemas de aprendizado nos pequenos futuramente. O mais recomendado é deixar as bebidas alcóolicas de lado até o bebê nascer e durante a amamentação.

Veja mais aqui sobre a Síndrome Alcoolica Fetal e as consequências do consumo de álcool na gravidez.

Cuide da alimentação: uma dieta equilibrada, assim como a ingestão de alimentos específicos, só tem a acrescentar para uma gravidez saudável. Aqueles que contêm ácido fólico, por exemplo (veja quais são aqui), são muito importantes para ajudar na formação do sistema nervoso do bebê. O ômega 3 é mais um amigão das futuras mamães e dos pequeninos, pois auxilia no desenvolvimento do cérebro e da retina do feto, diminui o risco de partos prematuros de origem espontânea e é importante para a prevenção de alergias. Você pode consumi-la em alimentos ou em doses concentradas (entenda melhor nesse post).

Pense no parto: outro ponto importante é começar a imaginar como você deseja que seja o seu parto, caso ainda não tenha pensado sobre o assunto. Para chegar a uma conclusão, informe-se bastante. Aqui no blog, por exemplo, você encontra informações sobre cesárea, parto natural, domiciliar, de lótus. Mas também é bacana se informar com outras mães e o seu obstetra, para avaliar suas condições (pode ser que o parto que você deseja não seja o mais seguro para o seu caso). Contudo, não hesite em buscar uma segunda opinião profissional, caso não se satisfaça com algo que o seu médico lhe diga (para chegar a uma decisão segura e onde a sua vontade seja respeitada). Se desejar um atendimento humanizado, pode valer a pena procurar uma equipe multiprofissional de parto (com obstetras, enfermeiros e até doulas).

Avalie o seu trabalho: quando der início ao pré-natal, estando tudo certinho com o seu pequeno, é interessante já comunicar o RH da empresa onde você trabalha sobre a gravidez. Assim, você avalia os seus direitos diante desse cenário.

Comece a pensar no enxoval: assim que você anunciar para a família e os amigos que está grávida, provavelmente vai passar a receber presentes para o pequeno. Mas não tenha pressa em já fazer o enxoval, espere os próximos meses. Logo no início, o bacana pode ser pesquisar lojas (de repente até alguma opção no exterior), para ver o que vale a pena economicamente para comprar nos próximos meses. Recomendo muitíssimo que você leia esse post aqui sobre enxoval, que conta dicas de uma especialista para que você não gaste dinheiro à toa e realmente compre o que vai usar bastante com seu filho.


 



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