Hepatite A: mais uma doença que está voltando (proteja seu filho e sua família!)

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Apesar de já existirem vacina contra elas, algumas doenças ainda registram um grande número de infectados, como é o caso da catapora, da caxumba e da coqueluche (estas duas últimas, inclusive, com índices que vêm crescendo nos últimos tempos). E hoje aqui no blog eu venho dar um novo alerta aos pais: a hepatite A é mais uma enfermidade que tem crescido novamente!

Só entre janeiro e outubro de 2017, foram cerca de 600 casos de hepatite A registrados em São Paulo, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Isso representa um aumento de (pasmem!) 960% no número de confirmações da doença, que nesse mesmo período, em 2016, ficou em apenas 57 ocorrências.

Transmitida por vírus, a hepatite A é contagiosa e merece especial atenção. E mais uma informação importante: 80% das contaminações correspondem a homens entre 18 e 39 anos. Por isso, preste atenção nas informações a seguir e proteja a família!

Imagem: 123RF

Contágio e sintomas

A hepatite A é viral (causada pelo vírus VHA) com transmissão oral-fecal, de modo que a condição acaba sendo transmitida principalmente por meio de água e alimentos contaminados. Por esses motivos, inclusive, a doença é comum em crianças, pois os pequenos nem sempre lavam bem as mãos e os alimentos antes de ingerir. Especialmente em locais onde não há condições adequadas de saneamento básico, o risco de contágio é maior, pela lavagem de alimentos com água contaminada (com as fezes de uma pessoa que já está com o vírus, por exemplo).

Vale destacar ainda que outra forma comum de contágio é a partir de relações sexuais sem proteção. Isso explica o número crescente de homens jovens, em idade sexualmente ativa, que se mostram infectados no surto atual.

Quando alguém é infectado, é desencadeada uma inflamação no fígado e, cerca de um mês depois do contágio, aparecem sintomas como febre, dores nas articulações, bastante cansaço, falta de apetite e alterações no funcionamento do intestino.

Com o tempo, sinais mais evidentes podem se manifestar, como icterícia (pele amarelada), urina escura e fezes acinzentadas (ou esbranquiçadas).

Diagnóstico e tratamento

Para comprovar um quadro de hepatite A, além da análise clínica, o médico costuma solicitar o exame laboratorial para detectar a presença do vírus.

O tratamento da hepatite A é destinado apenas aos sintomas da doença, já que não há medicamentos que ataquem diretamente o vírus. Na fase aguda da doença também pode ser recomendada cautela na ingestão de alimentos gordurosos, já que a infecção ataca o fígado (e é esse órgão quem produz a bile, responsável pela digestão da gordura em nosso corpo).

O que acontece na maioria das vezes é que o próprio organismo consegue combater o vírus sozinho, o que costuma levar entre um e dois anos para ocorrer. Uma vez superada a hepatite A, o corpo acaba ganhando imunidade permanente. No entanto, em casos mais raros, a hepatite A, ao invés de ser combatida, acaba evoluindo para uma condição grave: a hepatite fulminante. É aí que mora o perigo, pois a doença pode ser fatal.

Como prevenir

A principal forma de prevenção da hepatite A é por meio de vacina, indicada na faixa dos 15 meses. Mas, como a doença é infecciosa e transmitida por água e comida contaminadas, vale lembrar regras de higiene importantíssimas: lavar bem as mãos e os alimentos (e ensinar as crianças desde cedo a fazer isso) e não compartilhar objetos de uso pessoal (recomendando também que os pequenos não usem os de outras pessoas).

Na hora das compras no supermercado, ou de comer fora, verifique a procedência do que for ingerir e oferecer à família. Como o contágio pode acontecer por meio de alimentos lavados com água contaminada (saladas, por exemplo), opte pelo consumo em locais com condições adequadas de higiene.


 



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