E quando o amiguinho do seu filho é o terror?

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Hoje eu estava lendo uma matéria muito legal no UOL, que falava sobre como lidar com a falta de limites dos filhos dos outros. Quando se está em um local público, com os pais do outro ali, acredito que a melhor forma de lidar com a situação seja conversando com o responsável (espera-se que ele seja capaz de fazer alguma coisa, né). Mas e quando esse amigo está brincando na sua casa, sob sua responsabilidade? Certa vez vivi uma situação em que uma criança estava conosco, e só faltou colocar fogo em tudo (modo de dizer, mas o menino era um terrorzinho mesmo!). Sendo bastante sincera, não é fácil: você quer que a brincadeira flua, que seja um dia agradável, mas sua vontade é soltar uns bons pares de berro. Então você pensa: se eu fizer isso, o que a mãe da criatura vai pensar?

Imagem: 123RF

Não sei se vocês já viveram isso por aí, mas achei legal compartilhar minha opinião, que, aliás, é muito parecida com a da matéria. Ao mesmo em que eu tento dar uma “maneirada” na bronca, procuro mostrar para a criança quem manda ali (no caso, eu, rsrs). Afinal, se ela está na minha casa, vai seguir algumas regras do local. Dá para falar como você falaria com seu filho? Olha, não dá. Tenho plena convicção de que com Catarina eu teria sido muito mais severa do que com a criança que estava colocando minha casa de pernas para o ar. Mas também não dá para ficar quieta e esperar a bomba estourar – porque se estoura, aí é que o problema fica maior.

Aqui em casa funciona assim: pode fazer bagunça? Claro que pode! Afinal, criança com saúde, quando brinca, faz bagunça mesmo. Pode espalhar todos os brinquedos pela casa? Também pode (a não ser na cozinha, que para mim não é lugar de criança desacompanhada, pelo perigo de um acidente. E em mais meia dúzia de lugares, como o banheiro e o meu quarto). Mas não pode machucar o amigo, nem jogar as coisas da casa no chão (respeito é bom e eu gosto). Se há um grupo de crianças, também não pode excluir um e deixa-lo brincando sozinho (eu acabo interferindo e propondo algo que contemple todos), muito menos fazer pouco caso dele.

E quando dá briga? Acredito que primeiro seja melhor só observar, e deixar que eles se entendam sozinhos (já percebi que às vezes você tenta apaziguar do seu jeito e só piora! E por vezes o desentendimento passa logo, e a paz dura mais vinte minutos). Mas se as coisas estão saindo do controle (ou seja, se tem alguém saindo muito triste ou se tem briga física, mesmo que seja um tapinha), eu viro um leão e solto um rugido, sim!

Parece que falando assim é tudo fácil. Só que mesmo quando você tenta falar com jeitinho, e depois com um tom sério e mais forte, tem criança que te enfrenta. Aí eu não penso duas vezes: “ou você fica numa boa, ou vou chamar seus pais agora para te levar para casa”. E chamo mesmo.

Por fim, acredito que o melhor seja contar o ocorrido para os pais da criança, mesmo que seja um situação saia justa (às vezes você adora os pais, mas a criança passa do limite). Em primeiro lugar porque é exatamente isso o que eu gostaria que fizessem comigo se acontecesse com a minha filha (se não sei como ela se comportou, como vou corrigir?). Em segundo, porque você corre o risco de não falar nada e depois ficar sabendo que a versão que a criança contou para os pais foi bem diferente da sua (nela você virou, inclusive, a “tia” carrasca). E em terceiro porque eu acredito que a memória dos pequenos é fantástica: e se ele percebeu que você tomou as rédeas da situação, dificilmente tentará reinar na sua casa, da próxima vez em que for convidado. Se é que ele será.






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