A competição na infância: qual é o limite?

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Certamente você já viu seu filho disputando algo: um brinquedo, ou mesmo a atenção dos pais. Mas você já parou para pensar em como ajudar seu filho a se posicionar, respeitando o lugar do outro? É exatamente sobre isso que a Lilian Camba, da Mãozinhas que fazem, fala no texto de hoje.

Para quem não conhece, a Mãozinhas que fazem é uma empresa de entretenimento infantil incrível – foram eles que fizeram toda a recreação e diversão do último aniversário da Cacá (que eu mostrei aqui). E o bacana é que eu sempre vejo nas atividades em que eles montam exatamente o que o post de hoje fala: a importância de desenvolver a união e cooperação. Vale a leitura!

Por Lilian Camba

Certamente você já presenciou ou ouviu alguém comentar que tal criança fez outra chorar porque tomou o brinquedo dela. Por que isso acontece?

Brincadeira é a língua que se fala na infância. É o combustível para a criança estabelecer sua relação com o mundo e construir uma estrutura de comunicação ao longo do seu crescimento, repleta de saberes e possibilidades. A convivência de crianças favorece inúmeras experiências significativas que promoverão diferentes manifestações expressivas. Este imediatismo (disputar/tomar o brinquedo de outra criança) é característica típica até os 5 anos, e justificada pela fase do brincar egocêntrico. Até esta idade, a criança não enxerga o privilégio de vencer (abstrato), mas sim o que tem valor intrínseco (brinquedo) para ela.

Os jogos com suas regras e combinados despertam nos pequenos atenção e interesse, pois a diversão fica por conta do prazer em cumprir os desafios propostos; sem se atentar ao desempenho do amigo.

Imagem: Mãozinhas Que Fazem

A partir dos 6 anos, a criança tem um “novo olhar” sobre o assunto. Nessa idade, ela começa a observar e comparar performances e conquistas. Passa a expressar o sentimento de orgulho e superioridade que a vitória traz ou de frustração e fracasso com seu mal desempenho. Embora a competição faça parte da nossa natureza, nos últimos tempos, ela está mais acentuada e precoce.

O excesso de competição pode trazer problemas sérios à saúde física e emocional da criança: sedentarismo, estresse, baixo autoestima, baixa tolerância à frustração, falta de sensibilidade ao sentimento do outro.

Pais e educadores podem contribuir para que experiências de competição sejam positivas, priorizando valores com o coletivo e a cooperação, e o prazer da brincadeira em si. Quando valorizamos o esforço da criança, ela cresce autoconfiante e segura. Lembre-se de que dar o melhor é diferente de ser o melhor.

Imagem: Mãozinhas Que Fazem

Mãozinhas que Fazem: Proposta fundamentada em ética pessoal, social e ambiental

O que criança mais gosta de fazer? Brincar.

Frente aos interesses e necessidades da criança (0 a 5 anos), por meio da ludicidade, oferecemos atividades que promovam o bem-estar e possibilitem à criança experimentar, descobrir e vivenciar experiências significativas para seu desenvolvimento emocional, cognitivo e físico. As atividades queridinhas dos pequenos são: as bolhas de sabão gigante, contação de histórias, roda de cantigas com fantoches e instrumentos musicais e brincadeiras de roda.

Imagem: Mãozinhas Que Fazem

Imagem: Mãozinhas Que Fazem

 

Para os crescidinhos (6 a 12 anos), incentivamos o exercício da prática do coletivo e cooperação. É claro que eles contam com brincadeiras de competição, mas criamos oportunidades para que, ao invés de competirem ente si, eles trabalhem em equipes, para alcançar um objetivo comum. Sendo assim, não usamos termos como “vencedor” e “perdedor” durante a recreação para não despertar na criança o sentimento de superioridade/inferioridade em relação aos colegas.

Imagem: Mãozinhas Que Fazem

O que mais gostam: jogos de tabuleiros gigantes, caça ao tesouro, jogos cooperativos, bolhas de sabão gigantes e as fitas coloridas de dança que usamos para celebrar a vida das crianças (elas levam para casa).

Imagem: Mãozinhas Que Fazem

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