Síndrome de West: o problema que os movimentos do seu bebê podem esconder

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Aqui no blog eu já compartilhei com vocês informações sobre epilepsia. E, no post (leia aqui), eu ressaltei o quanto é importante observar o pequeno em casa para, se estranhar alguma reação, encaminhá-lo ao pediatra. Assim também acontece com o assunto que eu venho tratar no blog hoje, a Síndrome de West. Você já ouviu falar?

A condição tem esse nome porque o médico que a descreveu chamava-se W. J. West. E sabe como ele a descobriu? Observando seu próprio filho. O que ele notou na criança são os sintomas mais comuns da Síndrome de West: espasmos musculares que se repetem com frequência.

Se não tratada, o perigo é que a condição pode se desenvolver para uma crise epiléptica grave com o passar dos anos, além de atrapalhar o desenvolvimento geral da criança. Por isso, achei relevante trazer o tema ao blog. Vale a pena manter-se informada para, em caso de alguma desconfiança, não hesitar em procurar orientação médica e ajudar o filhote da melhor maneira possível. Vem saber mais:

Imagem: 123RF

Por que um bebê pode ter Síndrome de West?

As causas para a manifestação da Síndrome de West podem ser desde complicações no parto até condições genéticas. Doenças como toxoplasmose e meningite também podem desencadear o surgimento do problema, que ainda pode ter origem desconhecida.

Como citei no início do post, a melhor maneira de desconfiar da condição é observando o filhote. Os espasmos podem ser detectados quando a criança estica os braços, dobra o tronco, flexiona as pernas e fica assim, parada no ar – e só depois de alguns segundos é que ela volta ao normal. Há casos ainda em que os pequenos gritam também. Note se houver repetição desses movimentos – se a incidência for de aproximadamente 10 vezes seguidas, desconfie.

No consultório, depois da observação clínica, o pediatra deve solicitar um eletroencefalograma para comprovar a condição. Se o diagnóstico for positivo, aí é hora de dar início rapidamente ao tratamento. Vale destacar que a Síndrome de West é mais comum entre o segundo e o 12° mês de vida, mas pode aparecer em crianças de até dois anos.

E como tratar?

O tratamento da Síndrome de West se dá com medicamento e acontece a longo prazo. Anticonvulsivantes estão entre as principais indicações, mas podem ser recomendadas também outras terapias auxiliares (como fisioterapia e hidroterapia), para aliviar os espasmos e continuar estimulando o desenvolvimento.

Dá para prevenir?

A melhor maneira de prevenir a Síndrome de West é fazer um bom pré-natal e, depois que o filhote nascer, estar atenta aos movimentos dele ainda recém-nascido. Os espasmos característicos da condição acabam variando de criança para criança e, nem sempre, eles acontecem de uma maneira mais expressiva, podendo ser confundidos com incômodo por conta de cólicas.

Uma dica bacana é, se notar um comportamento que achar estranho no pequeno, filmá-lo e mostrar ao pediatra na próxima consulta. Isso facilita o diagnóstico precoce – com certeza, começar o tratamento o mais cedo possível ajuda na recuperação da criança e a previne de sofrer atrasos no desenvolvimento ou ter o quadro evoluído para uma epilepsia ou condições mais graves.




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