Síndrome do Túnel do Carpo: conheça a doença comum entre as gestantes

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Pelo maior acúmulo de líquidos decorrente das modificações hormonais da fase, a gravidez pode desencadear alguns sintomas e doenças nas futuras mamães. Uma das mais comuns, e causada justamente por esse motivo, é a Síndrome do Túnel do Carpo, já ouviu falar?

Trata-se de uma doença do sistema nervoso que causa perda de sensibilidade nas mãos e pode, ainda, afetar a força manual. Não sei se aconteceu com vocês, mas vale saber que é bastante comum: só perde em frequência para a dor lombar, dentre as neuropatias que afetam as gestantes.

Se você está grávida e tem percebido que tem deixado escapar objetos das mãos além do normal, não deixe de ler esse post, pois este pode ser sinal da síndrome. Mas não há motivo para maiores preocupações, porque o tratamento geralmente é bem simples (e a doença tem grandes chances de desaparecer depois que o bebê nasce). Vem ver!

Imagem: 123RF

Sintomas e diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo

A principal característica da doença é a sensação de dormência no centro da palma da mão. Isso ocorre porque o nervo mediano (responsável pela sensibilidade de quase toda a mão) tem o funcionamento afetado, quando há acúmulo de líquidos nos tendões. Outros sintomas da síndrome são formigamento, perda de força nas mãos e nos dedos, e consequente dificuldade para segurar objetos; na maioria das vezes, só o dedo mindinho não é afetado.

Para a gestante verificar se realmente está com a doença, o médico pode fazer o teste de Phalen e/ou de Tinel. No primeiro caso, será necessário dobrar o punho e, se os sintomas piorarem nessa posição, é sinal da doença. Já no teste de Tinel, o médico irá tocar com força o nervo mediano. Se houver sensação de formigamento ou choque, pode ser um indicativo da síndrome também.

Uma eletroneuromiografia – que é um procedimento para avaliar o sistema nervoso e muscular por meio da aplicação de impulsos elétricos de baixa intensidade – pode ser pedida para fechar o diagnóstico.

E como tratar?

Analgésicos para aliviar a dor geralmente são os mais indicados às gestantes, que não podem fazer uso de qualquer medicamento (fique atenta!). Tanto é que um anti-inflamatório, se prescrito, só poderá ser usado por um curto período, para não prejudicar o bebê. Fisioterapia e uso de munhequeira ortopédica também podem ser indicados para amenizar os incômodos.

Outra dica bacana é evitar o excesso de sal na alimentação e ingerir bastante água, pois a hidratação é poderosa contra o desenvolvimento da síndrome, que costuma desaparecer em até 40 dias após o parto. Para casos mais graves (bem menos frequentes), pode ser recomendada até mesmo uma cirurgia.




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