Será que seu filho sofre de estresse tóxico?

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Estresse. Você já reparou como essa palavra está frequente no nosso dia a dia? É o excesso de trabalho, o trânsito maluco da grandes cidades, as contas a pagar… Sem falar, claro, nas dificuldades de se ter uma criança pequena em casa (só quem é mãe e pai sabe o quanto isso pode ser complicado e desgastante. Não dá vontade de sair correndo de casa depois de presenciar uma crise de birra?).

Mas sabia que não são apenas esses fatores que podem desencadear um quadro de estresse? Veja só que informação importante:  os pediatras estão alertando agora para o estresse tóxico, que pode, inclusive, acometer as crianças.

Você pode estar se perguntando: “como isso acontece, se elas não trabalham, não dirigem, não têm grandes obrigações financeiras?”. O que os médicos explicam é que os pequenos que estão expostos a situações extremas (e aí se encaixa ausência dos pais, pressão na escola e violência verbal e física) podem, sim, ficar estressados.

E, assim como nos adultos, as consequências do problema para a saúde física e mental das crianças são as mais diversas. Com um perigo adicional: como elas ainda estão em fase de desenvolvimento, etapas importantes podem ser prejudicadas drasticamente.

Por isso, no post de hoje, eu reuni informações para identificar o estresse tóxico nas crianças e como você pode ajudar seu filho, se perceber que o quadro está acontecendo aí na sua casa. É importante estar por dentro do assunto, para que, se algo estiver indo fora de controle, você possa apostar em mudanças para preservar a saúde de toda família. Vem ver!

Imagem: 123RF

Estresse infantil pode se manifestar de 3 formas

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) classifica o estresse nas crianças em três grupos diferentes. O primeiro é o estresse positivo, caracterizado por situações de estresse rápidas e de baixo nível, como é o caso do nervosismo antes do primeiro dia de aula.

Depois, vem o estresse tolerável, que dura um período maior de tempo, sendo mais difícil para a criança lidar com ele. É o caso, por exemplo, de uma mudança na família.

Por último, o tipo para o qual os pediatras vêm chamando a atenção: o estresse tóxico. Nele o nível do estresse é muito alto, dura bastante tempo e o pequeno não consegue lidar com ele. Como citei anteriormente, o quadro pode ser desencadeado, por exemplo, quando a criança é vítima de violência (física e/ou verbal), não recebe carinho dos pais, quando a pressão na escola é alta (seja pelo excesso de tarefas ou pela agressividade de colegas ou professores), ou ainda quando há uma demanda muita alta de atividades para que ela dê conta.

E o que o estresse provoca?

A principal alteração acontece no sistema nervoso da criança. As sinapses diminuem, por isso a inteligência do pequeno e o comportamento são diretamente prejudicados. Sem contar que o risco do desenvolvimento de ansiedade, e até mesmode  depressão, aumenta bastante.

A curto prazo, desconfie de um nível excessivo de estresse se seu filho tem relatado problemas para dormir, se está mais irritado do que de costume, se apresenta mudanças repentinas no humor, ou dores de barriga e/ou nas pernas (porque o estresse influi na musculatura). Se o pequeno tem ficado doente aparentemente sem motivo é mais um motivo para se preocupar, pois o estresse afeta diretamente a imunidade. A vontade constante de se isolar, ou ainda uma carência excessiva são outros motivos.

Com tudo isso, a longo prazo, pode ser que a criança venha a sofrer com doenças autoimunes, psiquiátricas e crônicas. Problemas de pressão e diabetes são só alguns exemplos de males com os quais o filhote pode vir a conviver futuramente se o quadro de estresse não for tratado.

Mas e como tratar? E prevenir?

O principal aliado contra o estresse é a manutenção de hábitos de vida saudáveis. Não há outra fórmula: esteja atenta à alimentação do seu filho, à sua qualidade de sono e, ainda, à rotina que ele está vivendo. Será que a criança não está com atividades excessivas no dia a dia e seja o momento de deixar de fazer alguma delas? Vale lembrar também que é bastante válido criar limites para o uso de aparelhos eletrônicos (pois como mostrou esse estudo, o excesso de tecnologia pode contribuir para desencadear problemas de sono e saúde na criança).

Também é interessante, claro, procurar um pediatra, para que ele identifique melhor a causa do estresse tóxico. Dependendo do caso, a ajuda de um psicólogo pode ser importante. E mais um ponto fundamental é observar como você, como adulto, lida com situações de estresse dentro de casa. Não se esqueça de que as crianças absorvem tudo, então, muitas vezes, para corrigir um problema delas é necessário começar pelos nossos!

Por último, mas não menos importante: converse e ofereça apoio ao seu filho sempre. Quando ele encontra em você segurança e alguém para conversar, isso interfere diretamente no comportamento e na maneira como ele lida com as situações e emoções.




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