Placenta prévia: quando o quadro pode ser um risco à mãe e ao bebê

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Uma das principais causas de encaminhamento a cesáreas, a placenta prévia pode acometer muitas mulheres durante a gravidez. Para se ter uma ideia, estima-se que no Brasil 150 mil gestantes, todos os anos, passem pelo problema.

Quando a mulher tem placenta prévia, o órgão acaba ficando na parte inferior do útero (por isso a condição é chamada também de placenta baixa). O principal sintoma são sangramentos, que inclusive podem ser intensos e graves, por isso a necessidade, em alguns casos, do nascimento por meio de cesariana.

Mas a boa notícia é que se a placenta prévia, ou placenta baixa, se manifestar no início da gravidez, isso pode não ser uma complicação na hora de dar à luz. Inclusive, dependendo do tipo de placenta prévia (são quatro diferentes), a mulher pode ter um parto normal sem problemas. Vem saber mais!

Imagem: 123RF

Os tipos de placenta prévia e como descobrir o problema

De maneira geral, como citei no início do post, a placenta prévia acontece quando o órgão fica localizado na parte inferior do útero. Mas, sendo mais específica, ele pode ficar localizado de diferentes maneiras: só um pedacinho encostado na abertura do colo do útero; cobrindo parcialmente essa região; ou então completamente; ou, ainda, quando a placenta não fica por cima do útero, mas tem inserção baixa.

Neste último caso, o parto normal pode acontecer. Já nos outros quadros, a recomendação muitas vezes acaba sendo a cesariana, porque a oxigenação do bebê pode ser afetada durante o trabalho de parto (justamente por conta da disposição da placenta sobre o útero).

O principal indicador de placenta prévia é o sangramento vaginal, sem dor, especialmente no último trimestre de gestação. A recomendação, nesse caso, é procurar urgentemente o médico obstetra. Embora a condição em geral seja descoberta a partir daí, não é difícil que a mulher não sinta nenhum sintoma. Por isso, fazer um bom pré-natal, com todas as ultrassonografias recomendadas, é muito importante, uma vez que são por meio delas que a placenta prévia é detectada. Fique atenta a todos os exames necessários durante a gestação (confira nesse post a lista completa).

Vale destacar que, se a placenta prévia for identificada no início da gravidez, é possível que o órgão mude de lugar ao longo da gestação. Isso porque, conforme o bebê vai crescendo, naturalmente a placenta se afasta do colo do útero. Assim, nada de ficar preocupada com o parto antes do diagnóstico ser fechado! Ao invés disso, invista em um bom acompanhamento!

Algumas mulheres estão mais pré-dispostas a ter placenta prévia?

Gestantes mais velhas (a partir dos 35 anos), que já foram submetidas a uma cesárea, ou que passaram por outra cirurgia uterina ou ainda que tiveram placenta prévia em outra gravidez têm mais possibilidade de ter placenta prévia. Fumantes e gestantes de gêmeos também – mas isso não é uma regra.

Como tratar? E prevenir?

Se houver sangramento, será preciso contê-lo. Inclusive, pode ser que a gestante fique internada até o nascimento do bebê no hospital. E mesmo que não haja sintomas (mas com a confirmação do diagnóstico), a recomendação é de repouso absoluto. Também pode ocorrer parto prematuro.




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