Tosse na criança: pode ser indício do quê?

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Por aqui eu costumo “brincar” que o tempo esfriou e o período de tosse começou! Quem é mãe sabe: essa época do ano é complicada para os pequenos com problemas respiratórios, pois as variações intensas de temperatura, ao longo do dia, os predispõem a gripes e resfriados (que podem ser, inclusive, o início de um problema mais sério, como uma crise de asma).

É importante ressaltar que se a tosse começa a ficar prolongada (dura mais do que uma semana) ou vem acompanhada de outros sinais, como febre ou falta de ar, é necessário levar o filhote ao pediatra (antes que você tenha que correr com ele para o pronto-socorro). Para que você possa entender quando a tosse do seu filho ainda está dentro da normalidade, ou se já precisa da intervenção do médico, reuni nesse post algumas dicas importantes. Espero que elas ajudem aí na sua casa, enquanto o calorzinho bom não volta, e tudo fica mais fácil para os pequenos!

Imagem: 123RF

Os tipos de tosse e onde mora o perigo

De maneira geral, a tosse é um reflexo natural do organismo para contra-atacar substâncias estranhas (que podem ser desde partículas do ambiente absorvidas pela respiração até muco decorrente de um processo inflamatório. Sim, aquele “catarrinho” que vive dentro do seu filho é fruto de uma inflamação, vai se acumulando e gera tosse no filhote).

Dependendo do que originou a tosse, ela pode se manifestar de maneiras diferentes:

– Tosse seca (ou improdutiva): é caracterizada simplesmente pela tosse, sem vir acompanhada de barulho de secreção. É importante observar a frequência da tosse que, se for contínua, pode ser indício de alergias e infecções. No caso de ser alérgica, seu filho pode ter ficado exposto a algo que o organismo dele reconhece como intruso: pode ser pelos de cães e gatos, produtos de limpeza usados na casa – e com resquícios que ficam no ar e podem ser inalados -, e até algo que ele comeu, como frutos do mar ou castanhas (para as crianças que são alérgicas a isso, claro. São apenas exemplos). Lembrando que bebês e crianças expostos à fumaça do cigarro estão mais propensos a sofrer com o sintoma.

– Tosse produtiva: a tosse produtiva é aquela que vem acompanhada por muco. Espesso, branco, verde, amarelo ou até mesmo cinza, vários são os tipos do famoso catarro.  Analisando sua cor, o cheiro e a consistência, o médico consegue identificar o motivo da tosse.

Basicamente, a tosse produtiva indica infecção, bacteriana ou viral, ou ainda um processo crônico de inflamação (como o relacionado à asma). Quando o corpo ainda está respondendo apenas ao processo inflamatório (que começa, por exemplo, em resposta a uma alergia ou a um vírus), o catarro se mantém claro e sem cheiro. Por outro lado, quando ele escurece, fica com a cor amarelo forte ou verde é sinal de que já houve a contaminação por bactérias, e o pediatra pode recomendar o uso de antibióticos (por isso a consulta médica aqui é importantíssima), para que o quadro não evolua para uma pneumonia (ou se já tiver evoluído, para que se cure). Quando a criança tosse e elimina catarro escuro, o problema também estar em outro local, que não o pulmão – fique atenta a quadros de sinusite, que são infecções dos seios da face (o nariz e as vias aéreas superiores estão com focos bacterianos).

– Tosse com sangue: é uma das principais características da tuberculose (não esqueça da vacinação!). Esse tipo de tosse ainda merece muita atenção porque pode ser sinal de pneumonia (fique atenta quando a criança elimina uma secreção marrom ou avermelhada, pois é sinal de sangue sendo expelido também).

– Tosse com gosto ruim na boca: se a tosse vier acompanhada de um odor ruim e a criança reclamar de mau gosto na boca, desconfie de um problema gástrico. Azia, irritação e ardor na garganta podem ser problemas por trás de uma tosse assim.

Além de todos esses tipos, vale destacar que a tosse pode ser caracterizada entre aguda ou crônica. No primeiro caso, ela dura até três semanas e, no segundo, mais de oito. Essa frequência da tosse também ajuda a indicar o que está causando o problema.

Outros motivos para se preocupar

É muito importante analisar se a tosse vem acompanhada de outros sintomas, como a frequência da respiração (se está mais rápida do que de costume, ou se a criança está com dificuldade para respirar), febre e presença de barulho no peito ao respirar. Caso você perceba que o seu filho, além de tossir, está com mais algum desses problemas, procure imediatamente um pediatra, porque várias doenças (inclusive graves) são caracterizadas por esses sinais – como a coqueluche.

Já se nariz escorrendo e espirros forem os principais acompanhantes da tosse, grandes chances de ser uma alergia, ou um processo viral, como uma gripe ou resfriado.

Agora, se a tosse não vem acompanhada de mais nenhum sintoma, sabe o que pode ser? Um objeto inalado ou engolido. Se a tosse ficar frequente, desconfie e procure assistência.

Também vale observar situações em que a criança tosse mais. Por exemplo, se a tosse for mais intensa ao deitar ou depois das refeições (ou mamadas), o problema pode ser refluxo. Lembrando que, na maioria dos casos, à noite é quando a tosse fica mais intensa, porque é quando nosso “corticoide natural” já foi consumido, além da posição horizontal na cama, que favorece o acúmulo de secreções. Se a tosse persistir, tudo isso deve ser relatado ao pediatra para colaborar com o    diagnóstico do problema.




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