Por que o pai não “ajuda” a mãe com os filhos

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Olá, Papais e Mamães! Me chamo Carlos e sou pai da pequena princesa Beatriz, de 1 ano e 6 meses. Fiquei muito feliz e honrado com o espaço que a Nívea, do blog Mil dicas de Mãe, me cedeu para mostrar o “lado masculino da maternidade”, se é que posso dizer assim.

Ao ler o texto “Porque é a mãe que sempre segura o rojão, me questionei por que ainda há tanta dissertação sobre esse tema, que considero injusto. Atualmente poucos pais, como eu, compartilham todas as tarefas da criação dos filhos, seja trocando fraldas, dando banho ou a papinha, seja porque a mãe ainda não voltou do trabalho ou está desfrutando de um banho merecido depois de um dia cheio. Também levanto à noite para dar remédio em dias de febre ou apenas para conferir se está tudo em ordem. Cerca de 90% das vezes sou em quem a leva ao pediatra, por ter horários flexíveis no trabalho.

Image: Arquivo Pessoal do autor. A reprodução não está autorizada.

A Bia nasceu prematura e não mamava nos primeiros dias. Eu acordava a cada 3 horas com a mãe dela, torcendo para que ela finalmente aprendesse a mamar (o que aconteceu somente depois de 20 longos dias e foi uma vitória NOSSA). Minha esposa teve síndrome do túnel do carpo, o que a impossibilitava de realizar alguns movimentos, então o primeiro banho da Bia foi comigo (e muitos, muitos outros até hoje). Cheguei a ser questionado pela minha mãe incrédula, se daria banho nela sempre – algo impensável décadas atrás. “Sim, vou dar banho nela porque é meu dever”, respondi.

Mas por que pais participativos ainda são uma exceção à regra? Infelizmente, o Brasil ainda é um país muito machista, em diversos aspectos. Estamos num novo século e precisamos quebrar paradigmas. Pais podem, sim, executar qualquer tarefa que a mãe (menos amamentar, eu sei). Minha participação na criação da Beatriz não exclui ou inativa o que minha esposa faz. Nos revezamos nas tarefas, para que não fique pesado para ninguém. Até porque, nesta fase, a pequena já decide quem ela quer em determinada situação.

Quando nasce uma criança, nascem também uma mãe e um pai. Existe melhor oportunidade para exercer seu papel que por séculos os homens se isentaram por puro comodismo? “Ah, mas minha mulher não me deixa fazer isso ou aquilo, critica tudo o que eu faço”. Aí eu te respondo, meu amigo: apenas faça. A saia rosa não combina com o laço verde, mas a criança está vestida e limpa. Com o tempo, sua esposa vai agradecer poder ter umas horinhas só dela para relaxar, indo ao salão de beleza ou mesmo tomando um café com as amigas.

Homens, por favor, deixem o machismo de lado e participem ativamente do dia-a-dia dos seus filhos. Garanto que é uma maneira incrível e absolutamente gratificante de criar laços, dar amor e segurança aos pequenos e não afeta nossa masculinidade. Além disso, você estará dando o melhor de si para a extensão do seu ser, que é seu filho (a). É cansativo, desgastante, mas ouvir a criança te chamar para tirar do berço ou pedir colo enchem o coração do maior e mais puro amor e compensa cada segundo. Comigo, missão dada é missão cumprida. Vem você também, papai, fazer parte desta tropa!






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Comentários (5)

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  1. Bárbara Nascimento disse:

    Que legal ver esse texto! Aqui em casa as tarefas também são divididas. É bom saber que tem mais gente compartilhando da mesma opinião que a gente!! Grande abraço!

  2. Ionara disse:

    Parabéns Carlos! Sua atitude perante a paternidade é o que todas as mães gostariam de ter em casa! Infelizmente ainda são poucos, mas é destas sementes que daqui a pouco teremos uma bela plantação!

  3. Bruno Filetti disse:

    Muito legal! Parabéns! Quanto mais pais participativos tivermos, menos machismo haverá também! Aqui em casa dividimos tudo também. O título do texto faz muito sentido. Quem ajuda é porque está fazendo um favor. Cuidar de um filho não é favor, é obrigação de qualquer um, seja pai ou mãe.

  4. Ana Cristina disse:

    Adorei ler esse post! Parabéns! Acho que é bem isso mesmo. Nós mães precisamos de ajuda sim, obrigada. Que esse post possa mostrar às famílias que é possível dividir tarefas e ter mais tempo para todos e mais vínculos afetivos com os pais também!

  5. Paula Fernanda disse:

    Bom saber q os homens passaram a ajudar suas mulheres. Aqui em casa meu marido troca, dá banho, brinca e faz a comida do nosso filho.
    Por mais pais assim!!!!

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