6 doenças de praia para passar longe

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Quando eu era pequena, lembro que minha mãe (que é médica) ficava preocupada com certas doenças de praia. Logo que voltávamos da areia era banho completo, corpo bem sequinho, para tentar prevenir algumas delas. Maiôs molhados por muito tempo no corpo também eram evitados, e, de certa forma (só que com um pouco menos de preocupação), eu tento manter os mesmos cuidados com Catarina.

Se você está pensando em curtir alguns dias na praia com a família, vale a pena ler esse post, que funciona como um “resumão” das principais doenças que o filhote pode pegar nessa situação. Sabendo um pouco mais sobre elas é possível ficar atenta e minimizar o risco de futuros problemas. Dá uma espiadinha, é importante se informar!

Imagem: 123RF

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Micose

Calor mais umidade: a mistura típica a que ficamos expostos na praia! Pois saiba que ela é um prato cheio para o desenvolvimento de fungos, e que, entre os mais comuns, está o que se desenvolve na pele, originando a micose. Essa doença costuma aparecer alguns dias depois do contágio e sua principal característica são alterações na pele (que geralmente coçam, descamam e ficam avermelhadas). O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos. Para prevenir, seque bem a pele da criança a cada saída da água.

 

Candidíase

Transmitida também por fungos, a candidíase, especialmente na região íntima, é mais recorrente em ambientes de praia e piscinas. Seu aparecimento pode resultar em incômodo e coceira nessa região. Para evitar, é importante não deixar o filhote muito tempo vestido com a mesma peça de maiô úmido, e secá-lo bem cada vez que sair do mar ou da piscina. Caso contraia a doença, pomadas e medicamentos serão receitados pelo médico.

 

Toxoplasmose

Quando for escolher um espaço na areia da praia para acomodar a família, verifique se não há bichos por perto e muito menos dejetos deles. As fezes e urina de gatos contaminados (que são os hospedeiros definitivos dos toxoplasmas) infectam a areia e, se alguém tiver contato com ela, pode contrair toxoplasmose. Para manter o filhote protegido, fiscalize também as brincadeiras dele na praia e não o deixe colocar areia na boca, para evitar um possível contágio. A doença é caracterizada por mal-estar e gânglios inchados, e o tratamento é feito com antibióticos. O alerta também vale para as gestantes, pois a contração da toxoplasmose durante a gravidez pode oferecer riscos sérios ao feto (saiba mais nesse post).

 

Bicho geográfico

Mais uma doença causada por dejetos de animais contaminados é o bicho geográfico. A criança pode ser contaminada simplesmente sentando na areia (que tenha dejetos infectados por perto) – por isso minha mãe sempre me fez sentar em cima de uma toalha ou canga, em praias muito movimentadas ou pouco limpas. Dentro da pele, esses vermes se locomovem e o trajeto que eles fazem se assemelha a um mapa (por isso o nome da doença), que coça bastante. Pomadas e vermífugos tratam o problema.

 

Conjuntivite

Mar poluído e queimadura solar podem desencadear conjuntivite nos olhos. Os principais sintomas são olhos vermelhos e lacrimejantes e presença de secreção amarelada na região. O tratamento varia de acordo com o caso. Um cuidado importante é não compartilhar a toalha de pessoas infectadas (pois se o paciente passá-la nos olhos e outra pessoa fizer o mesmo, ela será infectada também) e lavar sempre bem as mãos.

 

Intoxicação

Intoxicação alimentar é mais uma doença comum em viagens à praia. Para evitar, leve em uma bolsa térmica, de casa, os alimentos que o pequeno for consumir na praia. Se for comprar algo, procure verificar as condições de higiene do vendedor e evite produtos que estejam expostos ao sol por muito tempo. Uma dica de mãe importante: em locais desconhecidos, evite o consumo de suco natural (porque você não sabe a procedência da água usada na preparação!). Diarreia, vômito, febre e desidratação estão entre os sintomas da intoxicação. Manter a hidratação é a principal forma de tratar o problema (de preferência de forma oral, que pode ser feita com soro caseiro, e, em casos mais graves, endovenosa, no hospital).

 

Em caso de desconfiança de qualquer uma dessas doenças, não deixe de consultar o pediatra, ok?




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