Porque (toda) gestante precisa estar atenta à sífilis congênita!

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Provavelmente você já ouviu falar sobre sífilis, não é mesmo? O que talvez você não saiba é que ela tem voltado a crescer no Brasil, tendo preocupado a área médica. E se considerarmos a forma congênita da doença, que é aquela transmitida de mãe para filho, não tem sido diferente, infelizmente! O grande problema, nesse caso, é que a sífilis pode resultar em malformações do feto, ou mesmo na morte do bebê – e por isso a conversa é muito séria, e de interesse público!

Para que você saiba mais sobre a sífilis e, principalmente, sobre como se proteger, reuni a seguir informações fundamentais a respeito da questão. Vale a pena dar uma olhadinha e compartilhar com outras mães (que pretendem engravidar novamente) e gestantes!

Imagem: 123RF

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Sintomas e diagnóstico da sífilis congênita

O principal sintoma da sífilis é a ocorrência de feridas pelo corpo, que podem vir acompanhadas ainda de caroços. Mas é importante notar que, às vezes, na mulher, a ferida pode aparecer na parte interna da vagina (porque geralmente a ocorrência é no local de entrada da bactéria. E como se trata de uma doença sexualmente transmissível, vagina, ânus e boca são as regiões de maior ocorrência). Por isso, o diagnóstico pode demorar para ser feito, agravando o estado de saúde.

Mais um problema relacionado ao diagnóstico é que os estágios da doença são diversos e podem ser assintomáticos (ou seja, você pode não sentir nada; a própria ferida nem coça). Portanto, o ideal é que toda mulher, durante o pré-natal, faça o teste rápido para sífilis, que é oferecido gratuitamente em postos de saúde. O resultado sai em menos de 30 minutos e com certeza seu obstetra irá indicar! Caso dê positivo, será pedida uma coleta de sangue para a realização do teste de confirmação, que é o VDRL. Ele identifica anticorpos que o corpo produz contra a bactéria Treponema pallidum, que é a causadora da sífilis.

 

Quais os riscos para o meu bebê?

Se a mãe tiver sífilis e a doença não for tratada, há o risco real de que o bebê nasça com o problema. Ele poderá apresentar malformações, há grande possibilidade de parto prematuro (com as consequências do nascimento antes do tempo, como problemas respiratórios sérios), e pode ocorrer morte dentro do útero. Depois de nascida, a criança também corre o risco de nascer com erupções e lesões no corpo, e pode desenvolver anemia e pneumonia.

Vale destacar que, com o tratamento da mãe, o pequeno pode nascer inclusive de parto normal e a mãe pode amamentar normalmente (por isso é fundamental que se faça um pré-natal com bom acompanhamento, para que a medicação seja dada à gestante em tempo hábil de evitar todos os problemas já citados!). O parto vaginal só é contraindicado se a mulher ainda demonstrar feridas na vagina.

 

Tratamento da sífilis

Assim que a sífilis for diagnosticada, é necessário dar início ao tratamento que, se iniciado precocemente, resulta em maiores chances de cura e menores efeitos colaterais. Mesmo grávida, a mulher pode ser tratada com injeções de penicilina. O tratamento da mãe, por si só, já diminui as chances de transmissão para o bebê.

Febre, dores de cabeça e no corpo e contrações podem ser consequências do tratamento. Por isso que todo o procedimento deve ser feito com acompanhamento do médico.

Vale destacar que, para confirmar a eliminação da doença, devem ser feitos novos exames de sangue. A frequência de ultrassons também pode aumentar para verificar a saúde do bebê, que, ao nascimento, fará exames e poderá receber medicamentos, internado no hospital.

 

Como me proteger?

A principal maneira de se proteger contra a sífilis, assim como de todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, é por meio do uso da camisinha (masculina ou feminina). Também é fundamental o acompanhamento médico durante o pré-natal, para que todos os exames sejam feitos e o estado de saúde verificado.




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