Dia da Prematuridade: por que precisamos falar sobre bebês prematuros (mesmo que você não tenha um)?

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Você já parou para pensar que cada vez com mais frequência, conhecemos alguma mãe de bebê prematuro? Aqui no Mil Dicas de Mãe tenho a oportunidade de falar com um número muito grande delas, o que é uma experiência muito enriquecedora – eu descobri o quanto esses bebês e seus pais lutam, o quanto essa experiência é intensa, e, muitas vezes, difícil para as famílias que passam por ela.

Ter um bebê prematuro não é simplesmente levar mais tempo para sair do hospital com o filhote. É viver um turbilhão emocional, sem saber se seu filho sobreviverá (esse é o grande medo nos primeiros dias) ou se ficará com sequelas. É não saber quanto tempo será necessário para que ele tenha forças para mamar no peito. É, depois de muitos dias e lágrimas, comemorar a chegada em casa, mas sabendo que serão necessários ainda mais cuidados do que aqueles naturais, de todo recém-nascido.

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O que muita gente não sabe é que um bebê prematuro, justamente por ter nascido antes, pode apresentar imaturidade de alguns sistemas importantes do corpo. Os pulmões, por exemplo, podem ficar mais suscetíveis a algumas doenças respiratórias – por isso é tão importante imunizar um prematuro contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é um dos principais causadores de doenças respiratórias (como a bronquiolite) no primeiro ano de vida. Da mesma forma, outras vacinas importantes para esse pequenino são a da gripe e a pneumocócica, contra a bactéria pneumococo. Se em crianças nascidas a termo essas doenças já podem levar a internações, imagine nos bebês com maior risco de agravamento, como os prematuros?

Para aqueles que passam pela experiência de ter um filho ou parente prematuro nos dias de hoje, o bom é que existe muito mais informação de qualidade disponível, inclusive na internet. Para quem ainda não conhece, vale a pena visitar o prematuridade.com, que é referência no assunto. Eu conversei com a Denise Suguitani, que é fundadora do site (desde 2014 ele se tornou uma ONG, reconhecida em todo o país), e que decidiu se dedicar a essa causa depois de trabalhar por cinco anos como nutricionista de uma UTI Neonatal, no Rio Grande do Sul. Ela me contou que o Brasil é o décimo país do mundo no ranking da prematuridade – e esse número é de fato preocupante! Segundo ela, existem muitas causas para isso: a falta de um bom acompanhamento pré-natal para uma parcela significativa da população, gravidez na adolescência, gestação após os 35 anos (uma vez que muitas mulheres acabam fazendo uso de técnicas de fertilização nessa fase para engravidar, e acabam tendo gêmeos), tabagismo, obesidade, entre outras.

E por que comemorar o dia Mundial da Prematuridade (que é hoje, 17 de novembro!), se seu filho nasceu depois de 37 semanas de gestação? Segundo a Denise, essa é uma grande oportunidade para falarmos sobre o assunto! Atualmente essa é a principal causa de mortalidade infantil no mundo, e não podemos fechar os olhos para ela!

Se você quiser ler o depoimento de várias mães que tiveram bebês prematuros, saber como lidaram com esse desafio, recomendo que vejam a seção “Histórias Reais” do site prematuridade.com, clicando aqui. São emocionantes e merecem ser compartilhadas com muitas outras mães!

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Comentários (1)

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  1. Lisandra Almeida disse:

    Tive a minha filha as 35 semanas, graças a deus nasceu com bom peso, 2.186gr e 41cm. Esteve internada na neonatoligia por 1 semana e foi muito difícil regressar a casa e não a trazer comigo. Ao fim de 2 dias saiu da incubadora e começou a mamar no peito. A tão esperada vinda para casa aconteceu, e um turbilhão de emoções se deu, alem de todos os cuidados com um recém-nascido trazer um prematuro para casa requer cuidados extra e os primeiros 2 meses foram complicados. Mas hoje tem 7 meses e não tem atraso nenhum de desenvolvimento e é uma bebé saudável e linda

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