Atenção: bebês que dormem no quarto dos pais têm menos risco de morte súbita!

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Você sabia que recentemente a Associação Americana de Pediatria atualizou as recomendações que as famílias devem adotar em casa, para que os bebês durmam em segurança? E uma das principais novidades (com a qual eu concordo MUITO, e só fui perceber sua importância depois que Catarina nasceu) é que os pequenos deveriam dormir no quarto dos pais após o nascimento! Essa prática diminuiria em 50% o risco de morte súbita durante o sono, sendo assim um cuidado extremamente recomendável para os pais de recém-nascidos!

No post de hoje, nossa consultora de sono, a Michele Melão, fala sobre essa questão, e conta detalhes de como colocar os pequeninos para dormir de forma segura. Vem dar uma olhada, são informações importantes!

Por Michele Melão

Imagem: 123RF

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Recentemente a Academia Americana de Pediatria publicou uma atualização sobre as normas de segurança que devem ser seguidas para o sono do bebê. Entre essas recomendações estão a posição para o bebê dormir (de barriga para cima), uso de colchão firme, evitar colocar qualquer objeto ou protetores no berço, evitar o aquecimento excessivo do ambiente (dormir com gorrinho, por exemplo), exposição ao fumo, álcool, drogas, uso da chupeta e o compartilhamento do quarto (não da cama).

É sobre esta última recomendação que queria falar hoje para as leitoras aqui do Mil Dicas de Mãe.

“É recomendado que o bebê durma no quarto dos pais, em uma superfície separada, própria para bebês (berço), durante o primeiro ano de vida ou pelo menos nos primeiros 6 meses.”

A recomendação frisa diversas vezes que o bebê deve ficar no quarto dos pais, mas de forma alguma na cama deles. A ideia de deixa-lo lá por 6 meses é ser capaz de fazer um melhor monitoramento, aumentar o conforto do filhote e facilitar a amamentação. Na nota, fica claro que não existem dispositivos seguros para compartilhar a cama com o bebê, e que, apesar de existirem estudos sobre estes produtos, os resultados não estão disponíveis. É importante notar também que não há pesquisas consistentes que avaliam a associação entre berços acoplados a camas, por exemplo, e a morte de berço, lesões ou asfixia dos bebês. Portanto, a recomendação é que, após troca, mamadas ou protesto dos pequeninos, situações que requeiram sua remoção do berço,  eles deverão voltar para esse local de sono, e não para a cama dos pais.

Sofás e poltronas foram classificados como altamente perigosos, aumentando muito o risco da morte, sufocamento e aprisionamento do bebê entre as almofadas e assentos. Portanto, se usados (inclusive no sono diurno do bebê), seu uso deve acontecer sob vigília constante (por isso fica aqui um alerta importante para as mamães que alimentam os bebês na cadeira de amamentação ou em sofás e costumam adormecer devido ao cansaço).

Algumas situações específicas foram classificadas como casos que aumentam substancialmente o risco de morte súbita ou lesão não intencional com bebês:

– Compartilhar cama com bebês de 0 a 4 meses, especialmente os nascidos prematuramente. O bebê é extremamente vulnerável neste período, aumentando o risco de morte, se colocado em qualquer situação difícil.

– Compartilhar cama com um fumante (mesmo que a pessoa não fume dentro do quarto).

– Compartilhar cama com alguém que está com seu estado de alerta prejudicado por uso de medicamentos, sedativos ou drogas.

– Compartilhar cama com qualquer pessoa que não seja o pai ou a mãe da criança (inclusive outras crianças).

– Dormir com travesseiros, cobertores, naninhas, paninhos ou outros objetos dentro do berço (pois o bebê pode ficar enroscados encoberto, e acabar se asfixiando).

O estudo mostra ainda que, mesmo para gêmeos, a cama compartilhada deve ser evitada. E para os pais que não conseguem colocar o berço do bebê no próprio quarto, é preferível o monitoramento com uma babá eletrônica, ou mesmo usando uma cama auxiliar no quarto do filho, para atender suas necessidades, do que colocar o filhote para dormir na mesma cama.

Para ver a lista completa das orientações de segurança da Associação Americana de Pediatria, clique aqui.

michele melão selo




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