Lista dos exames obrigatórios durante a gestação (toda gestante precisa conhecer!)

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Há quem se prepare para uma gravidez e, desde antes da gestação, dê início a uma série de exames para verificar, por exemplo, uma predisposição genética para o desenvolvimento de algumas doenças no feto. Outras mulheres, por outro lado, recebem a notícia de uma gravidez que não estava planejada, sem que tenham feito exames de diagnóstico previamente. O importante, independentemente do caso, é procurar um ginecologista/obstetra assim que o exame de farmácia acusa o resultado positivo, pois uma série de recomendações são necessárias, assim como uma lista de exames obrigatórios durante a gestação, para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

A seguir, conforme recomendações do Ministério da Saúde, listei os exames obrigatórios que as mulheres devem fazer ao longo desses nove meses (para aquelas que apresentam uma gravidez considerada de baixo risco). Mas vale destacar que, de acordo com a cidade onde a família mora, podem ser indicados ainda outros exames (para identificar patologias comuns na região). Por isso, o acompanhamento médico é fundamental, para que nenhum cuidado seja esquecido, ok? Confira a lista:

Imagem: 123RF

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Durante o 1° trimestre

Exames de sangue: serão pedidos o hemograma (para detectar a quantidade de glóbulos brancos e vermelhos, além de plaquetas; o exame é um bom indicativo da saúde geral de uma pessoa, pois infecções e outros problemas geralmente são detectados através dele) e o fator Rh e tipagem sanguínea (esse é para verificar se há risco do sangue da mãe ser incompatível com o do bebê. Caso isso aconteça, é necessário tomar algumas medidas no parto e pós-parto para evitar complicações para ambos). Vale destacar que para verificar o tipo sanguíneo do bebê é necessário analisar a tipagem do casal e, caso a mãe seja Rh- e o pai Rh+, será necessário ainda que a mulher faça um exame chamado Coombs indireto, para avaliar a presença de anticorpos anti-Rh no sangue. Isso é necessário porque, segundo essa combinação, o bebê tem chance de ser Rh+ (ou seja, incompatível à mãe), e nesse caso há o risco de anticorpos da mãe destruírem as hemácias do feto durante a gestação. Tanto é que o Coombs, quando indicado, deve ser repetido mensalmente para acompanhar o progresso do bebê dentro da barriga (nesse post eu explico mais sobre a importância da tipagem sanguínea).

Mais um exame de sangue que é indicado é o de glicemia em jejum, para medir o nível de açúcar no sangue, o que pode servir de diagnóstico para quadros de hiper ou hipoglicemia, ou ainda de diabetes. Já para as mulheres que forem diabéticas, o exame serve para controlar os níveis de glicose e ajustar o tratamento, caso seja necessário.

Testes rápidos: os testes rápidos recebem esse nome porque todo o processo (execução, leitura e interpretação dos resultados) leva no máximo 30 minutos. Mais um aspecto comum desse tipo de exame é que eles podem ser feitos com amostra de sangue ou de fluido oral (a saliva). Durante o pré-natal, é obrigatório fazer dois desses testes: um para identificar sífilis (chamado VDRL) e outro para o HIV. Neste último caso, também pode ser indicado o chamado teste Elisa, que é um mais completo para detectar o vírus do HIV (e que também é feito a partir de amostras de sangue). Caso seja detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessário fazer mais um teste confirmatório para a verificação definitiva do vírus.

De doenças: além dos testes rápidos para identificar as enfermidades acima, também é indicado que a futura mamãe faça exames para verificar a possibilidade de toxoplasmose e hepatite B. Essa recomendação é necessária porque, caso a mulher já tenha tido contato com alguma dessas doenças, é preciso tomar alguns cuidados para que o bebê não seja infectado, ou mesmo que não ocorra um aborto espontâneo, pois o risco passa a ser maior.

Também são indicados durante o primeiro trimestre de gravidez a urocultura, assim como exame de urina. Nesses dois casos, é recolhida uma amostra de xixi da mulher e, por meio dela, são verificadas a existência de infecção urinária e de anormalidades no aparelho urinário, respectivamente. Vale destacar que a infecção urinária (que é mais comum durante a gravidez pela dilatação dos órgãos) aumenta a chance de morte fetal ou parto prematuro, porque pode atingir os rins e evoluir para um quadro generalizado. Portanto, o exame é muito importante para, em caso positivo, o tratamento seja logo iniciado e dos riscos descartados.

Nesse período, mais um exame obrigatório é o ultrassom, para checar se o filhote está se desenvolvendo bem (sobre ultrassom morfológico, nós publicamos um guia completo aqui). Esse teste pode ser feito de maneira transvaginal ou pelo abdômen, dependendo da idade gestacional. Em alguns casos, ainda podem ser recomendados pelo obstetra que a mãe faça exames de fezes, de secreção vaginal e Papanicolau.

A partir de dez semanas, também pode ser feito o exame para detecção de Síndrome de Down, que é realizado por meio de amostra de sangue. A partir dela, é feita a contagem de material genético do bebê, o que permite a detecção de síndromes cromossômicas (como Down) e outras alterações de fundo genético. Em caso positivo, é indicado fazer outros exames para comprovar a suspeita.

 

Durante o 2° trimestre

Mais uma vez, para identificar um possível quadro de diabetes, é obrigatório que a mãe faça o teste de tolerância para glicose, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, preferencialmente. O teste é feito por meio de exame de sangue, e dividido em duas etapas: para tirar a primeira amostra, é necessário ficar em jejum durante oito horas, depois, a mãe deve ingerir água com açúcar e, após uma hora, é retirado sangue novamente (e duas horas mais tarde o processo é repetido). Isso serve para detectar se a insulina está sendo devidamente absorvida pelo organismo.

Durante essas semanas também é indicado, mais uma vez, o Coombs indireto, caso a mãe seja Rh negativo.

 

Durante o 3° trimestre

No último trimestre da gestação devem ser repetidos os seguintes exames: hemograma, glicemia em jejum, Coombs indireto (se a mãe for Rh negativo), anti-HIV, VDRL, urocultura, além dos de detecção de hepatite B e toxoplasmose. Também é indicada bacterioscopia de secreção vaginal, que é um exame para verificar a flora vaginal.

 

Em todos os trimestres, a ultrossonografia pode ser prescrita, mais uma de uma vez, inclusive. Em casos de gestação de risco ou alto risco, além desses, são recomendados outros exames. E vale bater na tecla: o acompanhamento com o obstetra é fundamental, para detectar possíveis problemas na gestação e encaminhar a mãe a todos os testes que sejam considerados necessários.




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