9 alimentos que causam engasgo nas crianças (e trocas inteligentes para substituí-los no cardápio)

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A partir do sexto mês do bebê, os alimentos sólidos devem passar a fazer parte do cardápio. Mas é claro que para alguns itens a recomendação é que fiquem de fora da alimentação dos pequenos por mais tempo – seja pelo excesso de açúcares, substâncias artificiais, ou por um fator adicional: o risco de engasgo. Por ainda não saberem mastigar direito e terem os reflexos menos desenvolvidos que os nossos (como a tosse, por exemplo), os pequeninos são mais suscetíveis a engasgar, e o principal risco que eles correm ao passar por essa situação é a asfixia (ou seja, o alimento preso pode obstruir as vias respiratórias). Por isso, é importante conhecer quais alimentos oferecem mais esse risco às crianças (e o que fazer para não eliminá-los, ou substituí-los no cardápio). Vale compartilhar com outras mães, para alertar sobre o assunto!

Imagem: 123RF

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Oleaginosas

Fazem parte da categoria das oleaginosas o amendoim, castanhas, nozes, amêndoas e assim por diante. Como esses alimentos são duros e precisam ser bem triturados antes de engolir, o risco de engasgo é alto (afinal, os pequenos ainda estão aprendendo a mastigar). Outra ressalva em relação às oleaginosas é que algumas delas estão entre os alimentos que mais provocam alergia nas crianças (o consumo de soja, por exemplo, não é nem recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria antes dos dois anos, por esse motivo). Já se você quiser incluir de alguma forma esse tipo de alimento na dieta do pequeno, os leites vegetais podem ser opções bacanas (e ainda fonte de benefícios e uma boa alternativa para os pequeninos com alergia ao leite de vaca, como comentei aqui).

 

Frutas e verduras duras e com casca

Às vezes até nós acabamos engasgando com cascas de frutas (como a da maçã, por exemplo), não é mesmo? Então tenha atenção redobrada com o que for oferecer à criança. Quando for servir frutas, verduras e legumes, tenha o cuidado de descascá-los e cortá-los bem, em pedaços miúdos (ou então oferecê-los triturados – que criança não adora maçã “raspadinha”?).

 

Alimentos pequenos e arredondados

Mesmo a uva e o tomate-cereja, por exemplo, que possuem consistência mais mole, podem acabar provocando engasgo. Isso por conta do formato deles, arredondado, que não ajuda: ao contrário, faz com que esses alimentos sejam mais fáceis de serem engolidos acidentalmente (antes de estarem devidamente triturados na boca). Por isso, quando for servi-los, vale a mesma dica das outras frutas e verduras: corte-os bem (em quatro partes).

 

Carnes

Pela carne ser mais um alimento fácil de provocar engasgo, quando der início à dieta sólida do filhote, pode ser mais interessante oferecê-la desfiada em um primeiro momento. Só depois, então, parta para pedaços pequenos. Vale saber ainda que a salsicha, por exemplo, não deve ser ofertada nem em rodelas (o melhor é fazer um corte longitudinal na peça e, em seguida, cortá-la em pedacinhos; mas é importante destacar que esse alimento possui muitos conservantes e é pobre em nutrientes, ou seja, não é uma opção saudável para servir à criança).

Uma dica bacana para incluir carne no cardápio, sem risco, é fazer com o ingrediente caldo caseiro (que pode ser misturado à papinha, por exemplo). E mais um detalhe muito importante é verificar que as partes oferecidas à criança não contenham nenhum tipo de osso ou espinho, no caso dos peixes.

 

Balas e chicletes

Pelo excesso de açúcar e pela deficiência nutricional, balas e chicletes devem ficar de fora do cardápio das crianças. Mas é importante saber que o risco de engasgo é mais um agravante (e muito sério) para manter esses doces longe dos pequenos. O risco de engoli-los acidentalmente é muito fácil, e o formato (muitas vezes arredondado) dessas guloseimas ainda contribui para o perigo. Por isso, se for para oferecer um doce, fique com as frutas (mas, como já expliquei, bem picadinhas, ok?).

 

Salgadinhos e pipoca

Considerando que em geral esses alimentos são oferecidos quando a criança está ocupada com outras atividades (como assistindo TV ou durante um passeio, por exemplo) o risco de engasgo é alto, visto que o pequeno fica distraído, e pode acabar engolindo sem mastigar direito. O ideal é oferecer pipoca e salgadinho somente para os maiores de dois anos, e com supervisão (para as pipocas, certifique-se de que estejam bem estouradas e, no caso dos salgadinhos, fique de olho nas quantidades de sódio e gorduras; opte por versões mais saudáveis, geralmente assadas).

 

Dicas

Também é muito importante que a criança pare para comer, e faça isso preferencialmente sentada, com as costas eretas, e com supervisão. Incentive-a a mastigar bastante, fazendo da alimentação um momento sem pressa (manter esses cuidados pode ser difícil, por exemplo, durante uma festa de aniversário, mas é fundamental que o pequeno coma só depois de brincar, e não durante, para diminuir o risco de engasgo).

 

Prevenção

Para não ser pega de surpresa, além de tentar evitar um quadro de engasgo cuidando da alimentação, converse com o pediatra durante uma consulta para que ele demonstre como é possível fazer os primeiros socorros em casa, em uma situação como essa (veja nessa matéria como é a manobra de desengasgo). Não deixe de conversar também sobre a introdução alimentar da criança, pois o profissional deve acompanhar todo esse processo.

 

O meu filho engasgou, e agora?

Se o pequeno engasgar, ele irá apresentar sinais como tosse excessiva, chiado no peito e rouquidão. Ou então pode nem conseguir tossir ou falar e apresentar sinais arroxeados pelo corpo (como nos lábios e nas unhas) – nesse caso, pode ser indicação de engasto total, ou seja, de que as vias respiratórias estejam totalmente obstruídas. Nas duas situações, busque ajuda ou tente fazer a manobra de primeiros-socorros, se conhecer a técnica (e na segunda, vá imediatamente a um pronto-socorro).




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