Parece, mas não é: desvende 4 sinais corporais do seu bebê

Por 0 Comentários


Nos primeiros anos de vida, os bebês costumam ter alguns hábitos “estranhos“, ou então demonstrar sinais corporais que juramos significar uma coisa, mas que podem não ser nada do que estamos pensando. Aqui em casa, o exemplo clássico era Catarina se esconder das pessoas que chegavam (todo mundo ficava chateado, porque parecia que ela não queria ver quem estava vindo visita-la – até mesmo os avós! Imaginam a minha cara tentando justificar o fato?).

Conversando com muitas mães, percebi que situações como essa são muito comuns, além de outras, como o pequeno tentar se afastar do contato físico (parte nosso coração de mãe, não é?). Por isso, separei para o post de hoje algumas atitudes comuns da criançada (e que, pesquisando, percebi que não são bem o que parecem!). Vem ver e me conta nos comentários se você já passou por um desses episódios:

Imagem: 123RF

Imagem: 123RF

O pequeno não olha para você quando você chega em casa

Imagine a seguinte cena: você chega em casa, cumprimenta o filhote, mas ele não quer saber de contato visual. Aposto que a primeira coisa que viria à sua cabeça é “o que será que eu fiz de errado? Será que meu filho não me ama mais?”. Eu mesma já passei por isso, e fiquei me sentindo a pior das mães! Pois trate de tirar o peso das costas, porque essa atitude do pequeno, se ocorrer entre os dois anos, pode ser sinal de que ele fez alguma coisa errada (e não quer que você descubra!). O fato de ele não olhar para você pode ser indício de culpa e vergonha (de falar o que ele fez).

Por isso, ao descobrir a “arte”, diga a seu filho que ele não deve mais fazer aquilo, e, caso não consiga encontrar o que ele aprontou (e o filhote continuar com o comportamento estranho), a dica é admitir que você sabe que algo está errado – mas que está tudo bem. Notar que a criança está arrependida é sinal de que ela tem consciência de que não poderia ter feito o que fez, por isso reforçar os ensinamentos certos, sem brigas, pode ser o caminho mais bem sucedido para que ela aprenda de uma vez.

 

O bebê se afasta de você

Pode ser te empurrando com as mãos ou correndo: se o pequeno se afasta de você, provavelmente a impressão que fica é a de que ele quer ficar longe, não é? Mas, na verdade, a atitude pode ser uma demonstração de que ele consegue fazer alguma coisa sozinho (e não quer ajuda). Por exemplo, se vocês estiverem diante de alguma coisa nova para ele, essa aparente “insatisfação” pode surgir (na medida do possível, deixe o pequeno “desvendando” a novidade sozinho – só mantenha a supervisão e interfira caso necessário).

 

A criança se cobre com a roupa na hora de cumprimentar alguém

Embora o gesto possa parecer, aos olhos dos outros, falta de educação, o fato de se esconder atrás da roupa (levantando a camiseta ou o vestido para cobrir o rosto) pode querer dizer que ela não quer que aquela pessoa a veja (e não que o pequeno não queira ver a pessoa, como todo mundo pensa). Pode se tratar de uma brincadeira, ou então que o filhote esteja agindo com cautela. Observe se a criança dá risada depois de se esconder (o que indica que ela está brincando), ou, se continuar séria, dê um tempo para que ela se acostume com a visita (mesmo que seja alguém conhecido), e tente reforçar situações juntos para que o pequeno veja que não tem “perigo” algum naquela presença.

 

O pequeno cruza os braços diante de um brinquedo novo

Cruzar os braços diante de uma novidade parece falta de interesse. Contudo, pode significar justamente o contrário: que seu filho está interessado, mas está apreensivo, pois ainda não sabe o que fazer com aquilo que nunca viu. Para ajudar o pequeno, tente encorajá-lo aos poucos a experimentar o brinquedo novo, ou espere até que ele se sinta mais à vontade com a peça (não precisa forçar; aliás, insistir demais pode gerar o efeito contrário).

Vale saber que os braços cruzados podem indicar várias coisas (muito além da falta de interesse), e se trata de um sinal bastante utilizado pelos pequeninos quando ainda não demonstram o que estão sentindo por meio da fala.




Arquivado em: ComportamentoDesenvolvimento Tags:

Deixe seu comentário

Receba nossas dicas por e-mail