Cirurgia de correção das orelhas em crianças: como funciona?

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Férias é período de descansar, viajar e, também, de aproveitar os dias livres para resolver pendências que acabam ficando de lado durante os outros dias (ocupados pelo trabalho e escola dos pequenos), não é mesmo? E entre essas pendências fazem parte os procedimentos estéticos e de saúde – afinal, esse período é perfeito para o repouso que eles demandam. É uma época propícia também para a cirurgia de correção das orelhas (a otoplastia), que ainda hoje é motivo para grande preocupação de muitas mães, que notam alterações nas orelhinhas dos filhotes.

A técnica se refere aos casos de “orelha de abano” (que acontecem quando as orelhas são desenvolvidas muito afastadas da cabeça). O procedimento para corrigi-las não é complicado, mas exige pelo menos uma semana de recuperação. Para saber mais e, quem sabe, aproveitar essas férias para fazer a cirurgia (ou já se planejar para as próximas), reuni mais informações sobre o assunto a seguir. Vem ver!

Imagem: 123RF

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Qualquer criança pode fazer otoplastia?

Primeiro, é importante saber que geralmente os médicos só realizam esse tipo de cirurgia em crianças maiores de sete anos. Isso porque, a partir dessa idade, os pequenos estão com as orelhas mais desenvolvidas (com a estrutura formada e em um tamanho próximo ao que terá na fase adulta).

Se o filhote tiver mais de sete anos, é necessário consultar o pediatra e um cirurgião plástico, que irão pedir alguns exames (como hemograma completo, exame de glicemia e coagulograma, em que é feito um pequeno furo na orelha para medir a intensidade de coagulação do sangue e o tempo de sangramento). A partir dos resultados desses exames é que o médico determina se a cirurgia pode ser feita (caso o hemograma detecte, por exemplo, que a imunidade do pequeno não está boa, o procedimento não é indicado e deve ser postergado, pois pode piorar seu estado de saúde).

Outro detalhe muito importante é lembrar que a decisão de operar não cabe somente aos pais, mas também à própria criança. Por conta das orelhas um pouco diferentes do padrão normal, não será difícil (infelizmente) que o pequeno sofra retaliações de colegas (e ele pode demonstrar sinais de desconforto em casa por conta disso). Nesse momento, os pais podem apresentar a possibilidade de correção, e explicar como funciona o procedimento.

Também é fundamental ressaltar à criança que, assim como os outros membros do corpo, a orelha de cada um é de um jeito (da mesma forma que algumas pessoas têm nariz grande, outras, pequeno, o mesmo ocorre com as orelhas). Que o caso não se trata de uma anormalidade e que não traz nenhum risco à saúde dela, mas que, se ela for se sentir mais confortável, é possível fazer a otoplastia.

 

E o procedimento é tranquilo?

É, sim. A cirurgia costuma levar entre uma e duas horas e, para realizá-la, pode ser indicada uma anestesia local (com sedação), ou geral ao paciente. Para muitas crianças é indicada a geral (pois elas podem ficar inquietas durante o procedimento) e, nesse caso, é necessário um dia de internação no hospital. Já se for feita com anestesia local, esse tempo pode variar entre quatro a oito horas. Muitas vezes, durante a própria cirurgia é dado antibiótico ao paciente, para evitar infecções.

 

E o pós-operatório, como funciona?

A recuperação da otoplastia costuma levar cerca de dez dias e, durante esse período, é recomendado o uso de curativo durante os dois primeiros dias e, depois, de uma faixa elástica (para proteger as orelhas de traumas e mantê-las na nova posição). Também pode ser recomendado que o pequeno tome analgésicos e anti-inflamatórios, para amenizar as dores e evitar infecções (embora sejam casos raros de acontecer).

Por conta do uso da faixa, podem ocorrer sangramentos, hematomas e machucados na região das orelhas; e para evitar complicações, os medicamentos são indicados. Mais um cuidado importante durante o pós-operatório é em relação à hora de dormir, porque se o paciente fizer movimentos bruscos, pode arrebentar algum ponto (caso isso aconteça, ligue para o médico imediatamente). O ideal durante esse período é dormir de barriga para cima (até porque a pessoa sente dor ao encostar as orelhas em qualquer coisa, e vai ser difícil dormir em outra posição).

Mais uma recomendação é o uso de pomadas para amenizar o volume da cicatriz (que costuma ser discreta, pois acompanha os sulcos das orelhas). E atividades físicas são recomendadas somente após cerca de dez dias.

 

Faixa sem cirurgia não funciona

É importante saber que o uso de faixas (sem fazer a otoplastia) não resolve os casos de “orelhas de abano”, a não ser que sejam utilizadas ainda no primeiro mês de vida do bebê (quando as orelhas ainda não estão firmes; mas também não é garantia de que a tentativa terá sucesso). Depois desse período, a única forma de correção é pela cirurgia.




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