Por que será que o meu bebê ronca?

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Seu bebê ronca e você fica se perguntando se isso é normal? Pois por aqui eu tive a mesma dúvida com Catarina! Até hoje ela ronca de vez em quando, mas já percebi que, em seu caso, o ronco está associado a resfriados e alergia respiratória. Aliás, vale deixar uma dica: quando ela começa com seus “ronquinhos”, vou lavando seu nariz várias vezes por dia, porque sei que se não fizer isso, ela acaba ficando congestionada. Aí vem a tosse, uma possível sinusite, e até uma otite (porque o catarro vai entupindo tudo, até chegar ao ouvido!).

Se você notar que o filhote ronca enquanto dorme, fique calma: saiba que não se trata de uma situação incomum. Contudo, é importante investigar o que acontece, pois o ronco pode indicar várias coisas, inclusive algumas doenças. Outro ponto importante é verificar a frequência do ronco, pois, se estiver sendo corriqueiro, é porque algo não vai bem (e o sono do filhote fica prejudicado, o que, consequentemente, faz com que ele fique mais agitado no dia seguinte, ou apresente outros problemas de comportamento). Por isso, veja a seguir algumas causas e como pode ser o tratamento indicado para que o pequeno se livre do problema:

Imagem: 123RF

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Os recém-nascidos podem roncar?

Sim. Se seu filho for recém-nascido e você notá-lo roncando, o problema pode ser uma obstrução nasal, que geralmente é resolvida por meio de uma limpeza com soro fisiológico. Mas o ideal é procurar o médico do seu filho, até para aprender a fazer o procedimento corretamente e saber a frequência adequada.

O ato de roncar nessa idade também pode ser indício de uma alteração congênita na laringe (a isso se dá o nome de laringo malácia; a condição é associada a um problema genético, ou induzida ainda durante a gravidez). O que acontece, nesse caso, é que os tecidos do órgão ficam moles, e assim a abertura da entrada de ar fica comprometida. Se o filhote apresentar, além dos roncos corriqueiros, dificuldade em ganhar peso, vale a desconfiança de um quadro de laringo malácia. Isso porque a condição atrapalha tanto o sono quanto a amamentação (o bebê precisa fazer força para respirar – e durante a mamada ele não consegue inspirar e sugar ao mesmo tempo).

Para o diagnóstico, consulte o pediatra (vale saber que o problema não é incomum e geralmente é resolvido ao longo do tempo, pelo próprio amadurecimento da criança, que faz com que os tecidos da laringe “endureçam”. Mas para diminuir os efeitos da condição, como os roncos, podem ser prescritos alguns medicamentos, por isso a consulta é importante).

 

E os bebês mais velhos, por que roncam?

Se o bebê for um pouquinho mais velho, o problema pode ser o aumento das adenoides (aquela “carne esponjosa”, que fica dentro do nariz). Assim como acontece com as amígdalas (que também são uma causa possível dos roncos), as adenoides podem ficar aumentadas, em função do contato com micro-organismos ou substâncias alergênicas. Dessa forma, elas causam o estreitamento das vias aéreas e comprometem a entrada e saída do ar, provocando o barulho.

A mesma coisa acontece se o pequeno estiver resfriado ou gripado: a dificuldade em respirar poderá fazê-lo roncar, e o problema cessará quando a criança estiver curada.

 

O pediatra deve ser procurado, sempre

Além dos problemas de saúde que podem estar por trás dos roncos (como os já mencionados), é importante ter em mente que o pequeno pode estar sofrendo de apneia obstrutiva do sono, que é quando a criança para de respirar durante alguns segundos enquanto dorme. Ou seja, em alguns momentos durante o sono, o ar não consegue passar normalmente pelos pulmões. A causa das apneias podem ser um quadro de amigdalite ou adenoidite, ou ainda obesidade, histórico familiar e outras condições (como distrofia muscular, anormalidades e síndromes genéticas, que aumentam a probabilidade do desenvolvimento de apneia).

O tratamento varia de acordo com a causa. Pode ser indicado que a criança perca peso, mude a posição de dormir (geralmente é indicado que ela durma de lado, para melhorar a respiração, com o apoio de um travesseiro nas costas), ou o médico pode prescrever medicamentos. Em casos mais extremos, cirurgias podem ser recomendadas (especialmente se o problema for nas amígdalas ou nas adenoides), depois de uma série de exames e acompanhamento.

Para finalizar, acho importante reforçar: se o filhote ronca com frequência, não deixe de levá-lo ao pediatra, pois é o profissional quem poderá verificar o problema e indicar o caminho mais adequado. Observe ainda se a criança está comendo bem e ganhando peso, pois tudo isso deve ser relatado para auxiliar no diagnóstico, ok?




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