A história do nosso (futuro) peixinho

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Ontem foi um dia engraçado. Daqueles que a gente sabe que não esquecerá, porque o desfecho foi inesperado – e demora um certo tempo para cair a ficha. A verdade é que os filhos crescem, e você não se dá conta do quanto se tornaram espertos (pelo menos até ver essa esperteza toda sendo colocada em prática).

Cheguei para pegar Catarina na escola, torcendo para que ela estivesse com todos os dentes íntegros na boca (calma, é uma brincadeira! Já explico!). Na semana passada, levei um baita susto, quando ela caiu do patinete. E anteontem recebi um telefonema da escola, avisando que a pequena havia despencado do escorregador! E de queixo na areia! Felizmente o saldo final foram apenas algumas raladas (pelo jeito, seu anjo da guarda tem feito um ótimo trabalho!), e alguns dias de casquinha marrom do rosto. O que me levou a pensar que, se os dentinhos, o nariz e a testa continuassem no lugar, já estaria bom demais!

Imagem: 123RF

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Quando a filhota saiu pelo portão, notou uma aglomeração ao lado do carro de uma das coleguinhas. A mãe da menina estava com um gato, filhotinho, para adoção, e a molecada delirava ao redor do animalzinho. Claro que a pequena se encantou com o bicho, todo peludinho, que cabia na palma de sua mão. Ficou ali por alguns minutos, até que a convenci a entrar no nosso carro, para irmos para casa.

Acho que vocês podem imaginar qual foi a frase que se seguiu a essa cena:

– Mãe, posso ter um bichinho de estimação?

– Bem, filha, já conversamos sobre isso. Nossa família viaja muito, e não conseguiríamos levar o animalzinho conosco. E ficaria difícil para encontrarmos alguém para ficar com ele.

– Ah, mãe, mas eu queria tanto!

– Mas que tipo de bicho você queria, Catarina? Um peixe? (Aquela jogada desesperada de mãe, de quem sabe exatamente o que o filho deseja, no caso, o gato, mas quer mudar o rumo da prosa!)

– Pode ser, mãe! Pode ser um peixe, sim! (Ufa! Até que um peixe poderia ser possível!)

– Está bem, Catarina, vamos falar com seu pai. Se ele concordar, a mamãe concorda.

Chegando em casa, a pequena resolveu montar uma mesa de chá para esperar o pai – o que me fez acreditar que havia esquecido da nossa conversa. Colocou as frutas preferidas do pai na mesa, um bolo de cenoura, biscoitos, uma flor para decorar. E ainda providenciou um desenho lindo e um aviãozinho de papel, para deixá-lo mais contente! Uma graça!

Enfim, o pai chegou. E assim que terminou de se deliciar com os quitutes, recebeu um direto de esquerda (pronunciado com a fala mais doce desse mundo):

– Papai, eu queria tanto, tanto, tanto um peixe! Será que podemos comprar um?

Pois é, a pequena havia armado todo o cenário para conseguir uma resposta afirmativa. E com tanto carinho, como dizer não?

Sim, ela conseguiu a promessa de que sairemos para comprar seu peixinho nas férias. E eu tive uma grande aula sobre como conquistar os seus objetivos!




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