Aproveite o tempo, enquanto você pode

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Existem alguns pequenos estímulos que tocam profundamente nossos corações. Eu acabei de receber um deles, assistindo a um vídeo muito bonito, promovido por uma organização inglesa. Nele, mulheres já de mais idade contavam o que fariam se pudessem ter sua juventude de volta. E logo no início dos depoimentos, um deles me chamou a atenção: “eu gostaria de pensar que poderia ser um mundo de prazer. Mas ao invés disso, imagino que seria um mundo de pressão. Pressão para ser a mãe perfeita, a esposa perfeita, a amiga perfeita. Para ser bem-sucedida, uma líder“. Parando para pensar nessas palavras, não é exatamente o que nossa geração vive hoje? Parece que não podemos ser “apenas” donas de casa, ou “apenas” boas profissionais”. Temos que ser as melhores, temos que fazer tudo direito: afinal, dispomos de uma quantidade de informações infindável. Elas estão ali, à nossa disposição, para tentarmos fazer de nossas vidas uma profusão de sucessos.

Imagem: reprodução YouTube

Imagem: reprodução YouTube

Mas o ponto do vídeo em que eu comecei a chorar, foi quando elas começaram a dizer que, se tivessem mais tempo para viver, teriam se dedicado às coisas que, naquele ponto de suas vidas, tinham descoberto serem as mais importantes. Teriam aproveitado mais os beijos de boa noite, ao invés de se preocuparem em acordar cedo na manhã seguinte. Teriam segurado mais seus filhos no colo, antes que eles se tornassem grandes demais para isso.

Foi aí que eu parei para avaliar todos os momentos importantíssimos, que temos o prazer de desfrutar todos os dias, nessa exata fase pelas quais estamos passando, sem dar a devida importância. Vivemos preocupadas com a falta de tempo, nos apressando e apressando nossos filhos, para que eles reproduzam exatamente esse modelo do que chamamos “vitória”, ou do que consideramos uma pessoa bem-sucedida. Passamos horas conectadas, consumindo informações que, muitas vezes, são descartadas horas depois (simplesmente porque têm pouca utilidade para nossas vidas). E nos desconectamos daquilo que é mais precioso: o agora, o hoje, a infância de nossos filhos, a saúde para vê-los crescer.

Já me disseram algumas vezes que eu pareço uma jovem velha. Talvez porque eu encare a vida com uma seriedade que as pessoas não consideram normal para minha idade. Mas se isso significar que consigo olhar para essas pequenas coisas e ver o quanto elas são importantes, se conseguir viver cada dia agradecendo por tê-lo aproveitado como ele merece, então meu coração está feliz.

Por um mundo com mais jovens mães velhas. Que chegarão lá na frente e dirão para si mesmas: eu tenho a felicidade de ter aproveitado cada dia da minha vida. Agora vou pedir licença, porque vou deitar bem juntinho à minha filha e sentir o cheirinho do seu cabelo, enquanto ela dorme.

* Esse é o vídeo a que assisti e que me emocionou. Está em inglês, mas é possível colocar legendas e acionar a tradução automática para o português. Clique aqui se não estiver vendo o vídeo.




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