Acupuntura em bebês e crianças: saiba quando a técnica pode ser recomendada!

Por 0 Comentários


Você já ouviu falar sobre acupuntura, certo? Pois eu sempre tive vontade de conhecer um pouco mais sobre essa técnica milenar chinesa, que vem ganhando mais e mais adeptos no Brasil e no mundo. Minha única experiência com a acupuntura aconteceu há cinco anos, quando eu recebi o diagnóstico de menopausa precoce e a notícia de que, muito provavelmente, não teria filhos biológicos. Coincidência (ou não), depois de algumas sessões (que decidi fazer para ver se alcançava algum tipo de equilíbrio hormonal), descobri que estava grávida de Catarina! Se houve alguma relação entre as coisas, eu nunca vou saber, mas fica aqui a dica para mulheres que estão tendo dificuldade para engravidar! Ah, e para quem tem dúvidas: as agulhas não doem (de verdade!), no máximo causam um pequeno desconforto.

Imagem: 123RF

Imagem: 123RF

Em bebês e crianças, sabia que a acupuntura também pode ser usada? Em algumas unidades de UTI neonatal, por exemplo, já foram feitas sessões com recém-nascidos, para auxiliar na prevenção de infecções e quadros de hipoglicemia. Além disso, alguns pediatras a recomendam no tratamento de doenças respiratórias, como a asma, a rinite, a bronquite, em problemas gastro-intestinais, como cólicas e diarreias, e até para melhorar a imunidade geral dos pequenos, ou no caso de enurese noturna: o famoso xixi na cama!

Como o assunto é fascinante e pode ajudar muitas mães, resolvi trazer nesse post uma entrevista com a Dra. Marcia Yamamura, que é pediatra, especialista em acupuntura, responsável pelo ambulatório de acupuntura da Unifesp e membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura. Ela nos contou mais detalhes sobre como o uso de agulhas, em pontos específicos do corpo, pode ser benéfico aos nossos filhos. Vem dar uma espiadinha, vale a pena!

 

Para quem é indicado?

A Dra. Marcia salienta que todas as pessoas podem ser beneficiadas pela acupuntura, independentemente da idade. O que ela explica é que esses benefícios podem ser variáveis dependendo da necessidade do paciente. Isso porque a acupuntura trabalha em três níveis de adoecimento. O primeiro é o energético, que é “acionado” quando o paciente reclama de dor, mas, pelos exames, tudo está normal com ele. Em casos assim, o uso da técnica chinesa tem eficácia de 100%.

Já no segundo nível, o funcional, a acupuntura pode atingir entre 60% a 70% de sucesso. Os pacientes que se encontram nesse nível são aqueles cujos exames apresentam alterações, mas a estrutura do organismo permanece normal. Agora, no nível degenerativo, que é o terceiro (que é quando a pessoa apresenta exames alterados e degeneração na estrutura), a acupuntura entra como coadjuvante, ou complementar no tratamento.

Essa variação de eficácia está muito relacionada à origem da técnica. A medicina chinesa, ao contrário da nossa, trabalha muito mais no aspecto preventivo. “Na cultura ocidental, esperamos adoecer para ir ao médico. Já na oriental, procura-se sempre manter a saúde, por meio de várias abordagens (alimentação, exercícios, meditação, ervas, acupuntura)”, afirma a especialista. “Assim, devemos manter a saúde da criança e não deixá-la adoecer. Essa é a parte preventiva da acupuntura”, completa.

 

Como a acupuntura funciona?

Essa técnica consiste no uso de agulhas em pontos específicos do corpo, a fim de estimular a liberação de substâncias químicas na região. A proposta é recuperar os fluxos energéticos do organismo.

 

Existem contraindicações?

Para saber se a acupuntura pode ser utilizada no filhote (seja como método preventivo ou de tratamento), é necessário indicação do pediatra, pois existem situações em que a terapia não é a melhor alternativa. “Como em quadros de infecções, quando o antibiótico é necessário. Daí a acupuntura não é indicada”, destaca Marcia. Já a quantidade de sessões necessárias varia de acordo com o caso e a finalidade do paciente.

 

E se a criança sente medo de agulhas?

Em casos assim, o médico deve conversar com o paciente e explicar a ele como tudo será feito. Trata-se de um processo de confiança, e Marcia destaca que não deve, de forma alguma, ser algo realizado à força. “Em geral, na primeira consulta, colocamos um número menor de pontos e conversamos com a criança para programar a próxima sessão. Combinamos juntos o número de agulhas e o que será feito.”

Vale lembrar que, para menores de 10 anos, são usadas agulhas menores. “Adequadas à anatomia deles. A sessão para esses pacientes tem duração de 15 minutos, e menos de 10 no caso de bebês”, explica a pediatra. E quando a criança tiver mais de 10 anos, daí o procedimento passa a ser como nos adultos, em relação às agulhas e escolha de pontos. Nesses casos, as sessões costumam durar entre 30 e 35 minutos.

 

E você, já recorreu alguma vez à técnica para usar com o filhote? Se o seu filho passou pela experiência, não deixe de me contar nos comentários como foi!




Arquivado em: Saúde Tags:

Deixe seu comentário

Receba nossas dicas por e-mail