Com quem ela se parece: com a mãe ou com o pai?

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Se você é mãe, certamente já se deparou com a constatação das pessoas sobre seu filho ser mais parecido com você ou com o pai. Aliás, não foram poucas as vezes, não é mesmo? Porque é natural que todo mundo acabe procurando alguma semelhança entre vocês e o filhote – é do ser humano buscar algum tipo de conexão, de associação entre as coisas. Pode ser, inclusive, que esse papo tenha acontecido antes mesmo do parto! Já vi muita gente dizendo que um bebê era a cara do pai ou da mãe, só de bater o olho em um ultrassom (acontece, você sabe!).

Imagem: Arquivo Pessoal. A reprodução não está autorizada.

Imagem: Arquivo Pessoal. A reprodução não está autorizada.

Claro que por aqui não é diferente: em geral, as pessoas vivem dizendo que Catarina é a minha cara. No começo, confesso que ficava contente com isso: afinal, quem não gosta de se enxergar em um filho? Acaba sendo um sentimento meio primitivo, de preservação da espécie, animal até, e você se vangloria (internamente) pela cria demonstrar a todos que seus genes estão ali. Eu sei: pensando racionalmente é uma grande bobeira, mas lá no fundinho é exatamente o que você sente.

De tanto as pessoas falarem, depois de um certo tempo essas constatações acabaram caindo na rotina, e era como se eu não ligasse mais para elas. Mas não é que, nessa semana, acabaram insistindo tanto que a pequena não se parecia em nada comigo, que aquilo me incomodou? “É a cara do pai, claro!”. “Uma cópia, eu diria”. E com meus botões eu só conseguia pensar: “será que essa moça não enxerga bem?”.

Foi aí que eu parei para pensar nesses cinco anos em que meu marido ouve exatamente a mesma coisa, levando tudo na brincadeira. Quando alguém diz que Catarina é igualzinha a mim, ele responde com um sorriso nos lábios: “ainda bem, a natureza é sábia!”.

Talvez ele tenha que conviver com esse fato por muitos anos, ainda. Talvez por toda a nossa vida. O engraçado é que eu terei que conviver com o contrário: se Catarina é parecida comigo por fora, se parece muito, mas muito mais com o pai por dentro! Aí será a minha vez de pensar: “e não é que a natureza é mesmo sábia?”.




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Comentários (1)

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  1. Eu tenho um filho que é a cara do pai. Então, imagino como teu marido se sente, Nívea.
    Aliás, escrevi um texto exatamente sobre isso:
    http://somelhora.com.br/index.php/2015/09/22/me-vejo-no-meu-filho-ou-ele-e-a-cara-do-pai/

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