Piolhos: tudo o que você precisa saber para tratar e prevenir

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Vou confessar a vocês: eu tenho verdadeiro pavor de piolhos! Quando era criança, eu peguei os benditos uma vez, e me lembro que passei duas semanas chorando, até que todas as lêndeas tivessem sido retiradas! Por isso, sempre que o calor se aproxima, eu fico de olho na cabecinha de Catarina. E se chega um comunicado da escola relatando casos por lá, a atenção é redobrada (e não é que minha cabeça começa a coçar só de pensar? Será que mais alguma mãe sente isso?).

Além da notificação do colégio, você pode desconfiar de uma possível infestação de piolhos na cabeça do filhote se ele se queixar de coceiras no couro cabeludo, dizer que sente “coisas” se mexendo no cabelo, apresentar feridinhas na cabeça (que podem ser uma reação alérgica pela picada do piolho) ou ainda dificuldade para dormir (pois os piolhos são mais ativos durante a noite!).

Quer saber mais sobre os piolhos? Então vem comigo, porque fiz um post inteirinho dedicado a eles (com várias sugestões para você livrar o filhote desses invasores, se ele pegar!).

Imagem: 123RF

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Verificando o problema

Além de notar esses relatos em seu filho, é necessário olhar a cabecinha dele com os próprios olhos. Faça uma checagem primeiro com os cabelos secos: divida o cabelo em várias mexas e procure pelas lêndeas (os ovinhos do piolho), que ficam bem grudadas nos fios, perto do couro cabeludo (elas se diferenciam da caspa e de outras casquinhas por serem muito difíceis de sair. São clarinhas e ficam grudadas mesmo!). Também observe as regiões da nuca e atrás das orelhas. Se estiverem vermelhas, mais um motivo para desconfiar do problema, pois isso pode ser resultado de coceiras.

Se a desconfiança surgir, o método mais eficaz para se certificar da presença dos parasitas é passar um pente fino nos cabelos molhados da criança, com bastante condicionador (para que o instrumento deslize com mais facilidade). Coloque nos ombros do pequeno uma toalha branca, para que você veja possíveis piolhos (que são escuros) saindo. Realize essa tarefa em um local com boa iluminação (até mesmo uma lupa pode ser necessária para analisar com maior cautela os fios, pois os piolhos e as lêndeas são muito pequeninhos). Tenha ainda o cuidado de passar o pente bem próximo do couro cabeludo, pois é ali a região onde as lêndeas se concentram, pela maior temperatura (ideal para proliferação).

 

Atenção aos fios

Quando procurar os invasores, saiba que o piolho em si é bem difícil de ser encontrado, porque, além do tamanho minúsculo, ele se movimenta muito rapidamente. O que você verá com maior facilidade são as lêndeas (ovais, brancas ou amarelas, e que ficam grudadas nos fios, bem perto do couro cabeludo). Além de um olhar atento, use as mãos na “caçada”, pois pode ser mais fácil senti-las do que enxergá-las. E ao removê-las, tente apertá-las com as unhas – diferentemente da caspa, as lêndeas são ligeiramente durinhas, e chegam a “estalar” quando pressionadas.

E aí entra mais um detalhe: se as lêndeas não estiverem tão próximas ao couro cabeludo, isso significa que o piolho já nasceu, e que possa ter sobrado somente as casquinhas do ovo (que permanecem grudadas nos cabelos).

 

Caça aos piolhos

Hoje existem no mercado várias opções de produtos para acabar com os piolhos – e há quem recorra também às dicas caseiras. Para saber qual o melhor caminho, a recomendação é conversar com o pediatra do seu filho, para verificar o que ele indica. Mas, de antemão, conheça as principais opções:

– Receitas caseiras

A mais famosa é a diluição de vinagre branco em água ou condicionador. De fato, essa mistura pode ser eficaz contra os piolhos, pois o pH ácido do vinagre deixa os insetos meio “tontos” (e lerdos), o que facilita sua visualização, para que você consiga retirá-los com o pente fino. Mas tem um porém: os piolhos, que se alimentam de sangue humano, costumam picar a cabeça cerca de quatro vezes ao dia, e essas picadinhas geram reações alérgicas (por isso a coceira) e machucados. O vinagre no couro cabeludo pode fazer arder essas regiões com ferimentos.

Faça assim: coloque uma parte de vinagre em duas de água e misture. Passe no cabelo, enrole com uma toalha e abafe a região por 30 minutos. Em seguida, lave com xampu e bastante condicionador, passando um pente fino para eliminar os insetos e os ovos.

Uma outra dica que alguns juram dar certo é fazer uma infusão com folhas de arruda, coar, deixar esfriar e depois passar no cabelo, deixando por meia hora.

 
– Xampus antipiolhos

Esses xampus geralmente levam em suas fórmulas derivados artificiais da piretrina, que é uma substância extraída da flor de crisântemo. Cada produto tem as suas próprias regras de uso, por isso é importante ler a bula (também para saber a idade de indicação – geralmente é a partir dos dois anos – , e para saber por quanto tempo utilizá-lo). Depois da lavagem com o xampu específico e da retirada dos piolhos e lêndeas com um pente fino, é interessante secar o cabelo do pequeno com secador, pois a alta temperatura é mais uma arma eficaz para matar os piolhos que eventualmente permaneçam na cabeça.

 

– Medicamentos orais

São indicados também acima dos dois anos, nos casos em que o tratamento com xampu não foi suficiente para o extermínio dos piolhos. A criança precisa ter mais de 15Kg para ingeri-lo.

Vale notar que cortar ou raspar o cabelo pode funcionar para matar algumas lêndeas, mas não resolve o problema. Para um combate eficaz, as opções de xampus, receitas e mesmo remédios são diversos, sempre com indicação médica profissional para acabar com a infestação e não comprometer a saúde do filhote.

 
Pode passar?

Os piolhos são transmitidos principalmente por contato direto (vale saber que eles não pulam nem voam, apenas andam! Mas são leves, e podem ser carregados pelo vento). Portanto, se alguém em casa tiver piolho, a dica é verificar as cabecinhas de todos, pois o risco de contaminação é real. Também evite compartilhar escovas, bonés, capacetes e outros acessórios de cabelo, pois a contaminação por meio desses instrumentos pode acontecer (e como essa prática é comum entre a criançada, esse é um dos motivos que faz a transmissão ser mais comum entre eles). Troque a roupa de cama com maior frequência, e de preferência a ferva, para eliminar totalmente as lêndeas.

Mais um cuidado é avisar a unidade de ensino (mesmo que o alerta já tenha sido dado), para que os colegas comecem a se proteger em casa. A instituição deve manter sigilo sobre a identidade dos alunos acometidos, então não se preocupe. Também vale saber que épocas de início de aulas, no começo e meio do ano, são as mais comuns de infestações entre as crianças, e que piolho não é sinal de má higiene: mesmo lavando a cabeça com frequência, é possível pegar!

Para prevenir, é necessário inspecionar todas as semanas a cabeça do pequeno (caso haja risco de infestação real, como na escola), e, para as crianças de cabelos compridos, mantê-los presos (pois a superfície de contato é maior e, consequentemente, o risco de pegar também).

 




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Comentários (3)

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  1. Vania disse:

    Amei o post, muito esclarecedor e descomplicado, parabéns!
    Convido vc e suas leitoras que tem cacheadinhas(os)
    para passarem no meu canal que tem varias dicas para o caracóis.
    beijos

  2. Carolina Canedo Vicari disse:

    Olá! Sou Coordenadora Pedagógica em uma escola e já sigo seus posts há algum tempo. Parabéns pela ideia. Consigo compartilhar muitas delas com as famílias das minhas crianças devido a você ter uma página no FACE, como nós, que temos um grupo. Enfim… Escrevo só para lembrar, na questão piolhos – pediculose, que devemos enfatizar a retirada das lêndeas, porque elas resistem a alguns tratamentos, e se não retiradas o círculo vicioso não termina.
    Grata e boa sorte!
    Carol

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