Reumatismo pode afetar as crianças (entenda a relação da doença com a garganta do seu filho!)

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Se eu falar em reumatismo, acredito que quase todas as mães e pais que acompanham o blog pensarão, de imediato, em uma doença que ocorre apenas na terceira idade, certo? Mas vocês sabiam que as doenças reumáticas (que já são quase 200 catalogadas pela medicina) também podem aparecer na infância? Confesso que para mim a informação foi uma surpresa, por isso achei interessante compartilhá-la aqui com vocês. Assim como eu, imagino que muita gente desconheça o problema, demorando para notar que pode haver alguma alteração com o filho.

Imagem: 123RF

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As doenças reumáticas recebem esse nome quando correspondem a um quadro que envolva dor nos músculos e articulações – e podem, de fato, aparecer desde cedo. Um dos tipos mais comuns no Brasil entre as crianças é a febre reumática (FR), que ocorre especialmente a partir dos 5 anos de idade e entre os adolescentes. E pasmem: ela surge a partir de uma dor de garganta mal curada, causada por bactérias estreptococus do grupo A.

A prevenção para a febre reumática é fundamental, porque a doença pode prejudicar, e muito, o coração. Em casos mais avançados, é necessário até mesmo uma cirurgia cardíaca. Para saber como prevenir o filhote, confira abaixo mais detalhes sobre essa e outras manifestações do reumatismo nos pequenos.

Prevenção e sintomas da febre reumática

Justamente por ser um problema decorrente de outras enfermidades mal curadas, a melhor maneira de prevenir a febre reumática é evitar a automedicação. Além disso, também é importante estar atento a sintomas como febre, dor e inchaços nas juntas, febre (prolongada ou recorrente) e até mesmo manchas na pele dos pequenos. Se observar esses sinais, consulte um pediatra, pois são essas as manifestações mais comuns do problema.

 

Tratamento

Se comprovada a febre reumática (através de uma avaliação com o médico e exames – de sangue, eletrocardiograma, ecocardiografia), é fundamental dar início rapidamente ao tratamento, que é feito com medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios, eventualmente anti-convulsivos) e dividido em duas etapas: a primeira é para tratar a infecção da garganta e também um possível comprometimento do coração e do cérebro. Já a segunda (chamada de profilaxia secundária) é feita para evitar que a criança tenha novos surtos da doença.

Vale destacar que durante todo o tratamento, o pequeno deve fazer repouso. Segundo a cartilha para pacientes com febre reumática, desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, é fundamental manter o filhote em casa, sem nem ao menos ir à escola, durante pelo menos 15 dias após o diagnóstico. Essa medida é necessária para que possa ser avaliada a intensidade das manifestações do problema. Dependendo do caso, o paciente deverá ficar suspenso por até três meses das aulas de educação física.

É muito importante respeitar esse período e fazer todo o tratamento corretamente, pois, caso contrário, a doença pode reaparecer – e a cada novo surto o coração fica mais comprometido. Com essa piora, uma cirurgia para a troca da válvula cardíaca pode acabar sendo necessária (por isso a importância da prevenção!).

 

Outras manifestações do reumatismo

A artrite idiopática juvenil é o segundo tipo mais comum de reumatismo na infância no Brasil. A doença abala especialmente as juntas, músculos, tendões e o fígado. Assim como a febre reumática, os principais sintomas são febre recorrente e manchas (ou mesmo erupções) na pele. Felizmente, na maioria dos casos, a artrite juvenil é uma doença benigna e que resulta em poucas complicações (apesar de precisar de meses ou mesmo anos de tratamento). Os quadros mais delicados são aqueles em que há o acometimento de uma quantidade grande de articulações. O tratamento varia de acordo com o tipo de artrite e o próprio paciente – e pode ir desde medicamentos até exercícios e cuidados com os olhos e dentes.

Vale ficar de olho nos principais sinais de alerta das doenças reumáticas, que incluem também (além da febre, dor e inchaços nas juntas e manchas na pele já citadas) quedas e tropeços frequentes, pedidos constantes de colo, perda de peso, atraso no crescimento e alterações posturais.

 

Para saber mais

A ONG Acredite – Amigos da criança com reumatismo, que acompanha os pacientes do ambulatório de reumatologia pediátrica da Unifesp, reúne em seu site informações bastante úteis sobre os tipos de reumatismo e como tratá-los. É uma fonte preciosa de conhecimento para quem precisa enfrentar o problema!




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