5 formas de reduzir o consumo de açúcar do seu filho

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Aqui em casa, uma das maiores preocupações que tenho com a alimentação de Catarina é a de reduzir o consumo de açúcar. E isso desde que ela era um bebezinho: diferentemente do que aconteceu comigo na infância (porque era a cultura da época), eu não adoçava sucos ou o “leitinho” da pequena, quando ela tomava complemento.

Depois, com o passar do tempo, notei que esse controle ficava cada vez mais difícil. Isso porque é natural que o filho passe a experimentar novos alimentos, e acabe comendo doces, balas, chocolates. Se não tomarmos cuidado, a dieta dos pequenos se transforma em um verdadeiro caos em pouco tempo – aí vem o risco de obesidade infantil, de diabetes no futuro, entre outras doenças. E como tudo isso pode ser prevenido com pequenas ações no dia-a-dia, resolvi fazer esse post, com dicas práticas para você, que também é mãe e se preocupa com isso. Vem ver!

Imagem: 123RF

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1 – Eduque o paladar do seu filho desde pequenininho. Eu acho que esse é um dos grandes segredos de mãe para fugir de um consumo exagerado de açúcar. Porque é aquela velha história: as pessoas em geral, e obviamente os filhos estão incluídos nessa, tendem a gostar daquilo a que estão acostumados. Mas, do ponto de vista prático, como fazer isso? Ações simples que fazem toda a diferença: amamente o quanto puder (porque o leite materno tem gosto naturalmente mais neutro), não adoce os sucos de fruta naturais (deixe que o pequeno se acostume apenas ao sabor adocicado da fruta), incentive que seu filho coma frutas em pedacinhos e postergue a introdução de doces açucarados o máximo que puder. Por aqui essas dicas deram muito certo!

2 – Não tenha na despensa aquilo que você não acredita ser saudável. Aqui em casa eu realmente eliminei alguns itens da compra de supermercado, depois que Catarina nasceu. E refrigerante foi um deles – pensando que não existe benefício nutricional algum em seu consumo, decidi que a pequena demoraria o máximo para provar (sem ter a pretensão de achar que ela nunca tomaria – afinal, nas festas infantis a oferta é frequente). O que eu descobri na prática é que é muito mais difícil restringir o consumo de algo, por um filho, quando você tem em casa: mesmo que você explique que aquilo é “só para os adultos”, o pequeno vê, tem vontade e acaba provando mais cedo do que você gostaria. Por isso minha dica pessoal é só ter à disposição na geladeira aquilo que você de fato quer que toda a família consuma (o que é ótimo, porque acaba sendo uma reeducação alimentar para os pais também).

3 – Faça trocas inteligentes. Sabe aquele produto que você naturalmente compra, e que seu filho consome com frequência? Pode ser um suco pronto, um cereal, um achocolatado… Faça uma comparação entre marcas e escolha aquela com menor teor de açúcar. Um bom exemplo é o Sustain, o complemento nutricional da Danone, que tem muito menos açúcar do que as outras opções que colocamos no leite dos filhotes quando já estão um pouco maiores (soube que cada porção tem só 28% de açúcares, enquanto outras opções podem ter até 85%). Ele vem nos sabores chocolate (que já experimentamos por aqui e Catarina adorou), morango, baunilha e a vitamina de frutas zero adição de açúcares (que eu quero experimentar em breve, já que não tem sacarose).

4 – Opte por alguns adoçantes naturais. Uma vez que os adoçantes artificiais não são recomendados para crianças (a não ser em casos excepcionais), você pode lançar mão de substâncias naturais com capacidade de adoçar, como o xarope de agave (para quem não sabe, o agave é uma planta. Certa vez experimentamos uma receita de iogurte com ele, e fica muito gostoso, com um leve docinho na língua), o açúcar de coco e o mel. Todos eles são muito mais saudáveis que o açúcar refinado, pois têm vitaminas e minerais e não alteram tanto os níveis de glicose no sangue (o que, a longo prazo, ajudaria o pequeno a não desenvolver diabetes). Só não vale abusar da quantidade (principalmente do mel, que tem quase o mesmo teor de carboidratos do açúcar comum) – aqui também vale a regra da moderação.

5 – Combine que doce tem a hora certa. Um hábito que eu herdei da minha mãe é estipular momentos certos para o consumo de doces. Suspiro no meio da manhã? Nem pensar! Mas por que não na sobremesa do fim de semana? Com uma regra bem determinada, o filhote fica sabendo de antemão quando poderá comer aquela guloseima de que tanto gosta, mas que não faz parte da rotina diária. Assim, não passa vontade (e não pega o lanche do amiguinho da escola, porque nunca tem oportunidade de comer em casa! Isso acontece, quem é mãe sabe!), mas acaba tendo um consumo regrado, sem excessos.

Por fim, acho bacana lembrar que de nada adianta fazer uma super campanha para que o filhote se alimente melhor, coma mais frutas e menos doces, se você não dá o exemplo. Já parou para pensar em quanto um filho é esperto? Pode ser que no comecinho de vida ele não repare, mas em pouco tempo começará a observar se mamãe e papai fazem o que pedem para ele fazer. Por isso, vale MUITO a pena se propor a se alimentar melhor, e ser o espelho do que você quer ver refletido no filhote!

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