Respeito: a chave para tocar o coração de uma mãe

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Mãe é um bicho estranho, vocês sabem. Está o tempo todo pensando no filho, em como criá-lo da melhor forma possível. Se ele não dorme, lê tudo a respeito sobre o assunto, conversa com outras mães para entender em que está errando, ou simplesmente deseja ouvir que ela não é a única a passar por isso – e que esse desafio também passa, e um dia toda a família dormirá melhor. Se o filho não mama, se martiriza por não ter muito leite, por não saber se a pega está correta, por ter dado o complemento que o próprio pediatra recomendou. Se tem refluxo, levanta o berço, fica meia hora com o bebê no ombro para arrotar depois da mamada, achando que ainda não fez o suficiente (porque lá vem outro jato de leite).

Ou seja, mãe está sempre tentando acertar (pelo menos as Mães, com M maiúsculo, que realmente aceitam seu papel de responsável por um serzinho tão especial que acaba de chegar ao mundo). E mãe também sofre, porque apesar de tudo o faz, sabe que não é perfeita (e que nem dá para ser, porque assim como ela não é a mãe perfeita, também não é a mulher, a filha, a irmã, a amiga perfeita. Simplesmente porque é humana).

Imagem: 123RF

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O problema acontece quando uma mãe, que se sente exatamente assim, fala com uma outra mãe. Que também tem suas crenças, suas imperfeições, bem como aquele pontinho em que se orgulha de fazer o certo. Mas não é que elas pensam diferente? Uma deixou a carreira de dez anos para ficar em casa com o filho, a outra voltou feliz da vida para o trabalho ao fim da licença maternidade (sem qualquer resquício de culpa, porque gosta do que faz e quer ser um exemplo de mulher independente para o filho). Uma teve parto normal (aliás, natural e em casa), enquanto a outra acabou fazendo uma cesárea no hospital. Uma diz que os filhos devem ajudar com as tarefas de casa desde cedo, porque é assim que ela foi criada e acredita que é o certo; a outra não liga para isso, pois acha que uma hora vão reconhecer que precisam ajudar e começar a fazer isso naturalmente.

E quem está certa? Provavelmente você acabou se identificando com alguma delas, mas no fundo sabe que ninguém é dona da verdade. Nessa hora você pensa que suas decisões em relação ao seu filho foram tomadas levando em consideração muitos fatores, e que é muito fácil para quem vê de fora enxergar apenas um deles, e julgar se você está certa ou errada. Mas se ela soubesse a história completa… Talvez não pensasse exatamente assim.

Triste é saber que quase ninguém leva em consideração isso, quando levanta o dedo para colocar no nariz de outra mãe. Eu mesma, nessa semana, tive que ouvir que, por querer ensinar um pouquinho de civilidade à minha filha, estava tentando domesticá-la, como a um animal. Já imaginou o que eu senti nessa hora? Claro que já, porque provavelmente você já escutou alguma barbaridade sobre como exerce a maternidade. Todas nós ouvimos.

Eu, você, nenhuma mãe é obrigada a concordar com a forma da outra maternar. Mas continua valendo a máxima que aprendemos com nossas mães: não diga a uma outra pessoa aquilo que não gostaria de escutar. Aliás, eu acrescentaria mais um ponto: preocupe-se também com o COMO você fala (porque seu ponto de vista pode ser válido, pode somar. Mas se for dito sem respeito, de que ele vale?).

Certa vez, quando eu era criança, minha mãe me disse: “diga algo a alguém que realmente toque seu coração, nunca que o machuque. Porque não é apenas como você age e fala o que te define, é também a forma como você é capaz de fazer isso”.

Que sejamos sensíveis para tocar os corações das mães que cruzarem nossos caminhos. Sempre, sempre com muito respeito.




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