6 Perguntas sobre bilinguismo que você sempre quis fazer!

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Como já comentei algumas vezes aqui no blog, acredito muito na apresentação de uma segunda língua às crianças, desde cedo. Minha irmã, que é formada em pedagogia pela USP e tem uma empresa de ensino de línguas voltada para o mundo empresarial, sempre me deu o maior apoio para que eu estimulasse o aprendizado do inglês de Catarina. Confio muito na opinião dela, tanto é que esse tem sido um ponto de atenção na educação da pequena.

Por aqui optamos por não colocar Catarina em uma escola bilíngue – ela faz aulas de inglês separadamente (mesmo tendo o idioma no currículo escolar). E manteremos assim até o fim do ensino infantil, pois o retorno tem sido incrível – o número de palavras que a pequena domina na segunda língua é cada vez maior, canta diversas músicas e o principal: percebo que o inglês é sentido por ela de uma forma natural, gostosa, sem ser um bicho de sete cabeças.

Imagem: 123RF

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Noto que muitas leitoras se identificam com esse pensamento – tanto é que, sempre que publico sobre bilinguismo, acabo recebendo muitas perguntas e dúvidas: “é verdade que falar inglês desde a infância evita o sotaque? Que é mais difícil esquecer a segunda língua se ela é estimulada nessa fase? Que criança exposta ao bilinguismo demora mais para falar?”. Para esclarecer essas e outras dúvidas, eu conto hoje com as informações da Sylvia de Moraes Barros, especialista em educação bilíngue e diretora da rede The Kids Club no Brasil*. E se você ainda tiver alguma pergunta que não foi respondida nesse texto, deixe nos comentários, que terei o maior prazer em ir atrás da resposta!

 

Alfabetização bilíngue gera confusão com a língua materna?

Isso é um mito. O cérebro da criança é capaz de processar o aprendizado de duas línguas sem que um prejudique o outro. O que pode acontecer é uma mistura de palavra nos dois idiomas em uma mesma frase, durante um certo período. Isso não significa que a segunda língua (normalmente o inglês) esteja atrapalhando o entendimento do português – muito pelo contrário! É como se o cérebro procurasse o caminho mais fácil para dizer alguma coisa – e, com isso, pode surgir uma palavrinha estrangeira. Mas, com o tempo, a própria criança aprende a usar cada idioma separadamente.

 

Crianças que são estimuladas em mais de um idioma demoram mais para falar?

Também é um mito, pois não há uma regra que valha para todas as crianças. Alguns filhos de pais bilíngues podem demorar um pouco mais para falar, mas, quando começam, falam os dois idiomas com muita fluência (enquanto outros pequeninos levam o tempo médio das outras crianças para pronunciar as primeiras palavras). Se o aprendizado da segunda língua não ocorre em casa, e sim em uma escola de idiomas, esse atraso na língua materna, usada durante todo o tempo em casa, não é normalmente observado (o que se observa é justamente o contrário – um aumento do interesse pela fala).

 

É mais difícil esquecer a segunda língua se ela é aprendida desde a infância?

Se o aprendizado é feito de maneira natural e apropriada, o conhecimento pode ficar adormecido, mas não é esquecido. Um ganho muito grande na exposição de uma criança a uma segunda língua é a possibilidade desse conhecimento ser encarado de forma natural, sem barreiras, sem medo. Ela pode aprender a gostar de outros idiomas, o que nem sempre acontece se essa exposição se dá muito mais tarde.

 

O bilinguismo pode causar traumas na criança?

Não, as crianças não apresentam barreiras naturais ao aprendizado de um segundo idioma – normalmente ele ocorre de forma tranquila e fácil. Mas é importante proporcionar uma experiência prazerosa, lúdica, divertida, para que a criança aprenda sem perceber – é assim que ela se apaixonará por essa nova língua.

 

Aprender inglês na infância evita o sotaque?

Isso é verdade. Porque na infância o aparelho fonador (boca e língua) de uma criança está sendo formado – ela consegue distinguir melhor os sons e reproduzi-los, movimentando seus músculos de uma forma diferente do que faz com a língua materna. Com o passar do tempo, uma pessoa perde a capacidade de perceber alguns fonemas e emiti-los, aparecendo o sotaque.

 

Falar em inglês ou em português com a criança, na sala de aula?

Em inglês, o tempo todo. Cada palavra falada em português representa uma oportunidade perdida de aprendizado, porque a criança só aprende uma nova língua se puder ouvi-la. E para a criança pequena, que está em fase de aquisição da primeira língua, é normal ouvir uma palavra e não entender seu significado – o processo é natural, e, aos poucos, ela aprende a identifica-la. E com o inglês acontecerá a mesma coisa.

 

* Para quem não conhece, a rede The Kids Club é líder mundial em franquias de ensino de inglês para crianças a partir de 2 anos de idade. O método foi desenvolvido na Inglaterra, é focado em atividades lúdicas (como jogos, músicas e dramatizações em inglês), para que o aprendizado aconteça de forma natural e espontânea.

No Brasil desde 1994, hoje são mais de 100 unidades The Kids Club em diversos estados e no Distrito Federal, além do estabelecimento de parcerias com escolas do país, que levam a metodologia para suas salas de aula.

Para saber mais sobre a metodologia e a promoção que dá 12 meses de assinatura no App PlayKids (para seu filho treinar inglês em todos os lugares!) para quem fizer a matrícula antecipada, clique aqui.

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Comentários (2)

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  1. Cristiane disse:

    Oi Boa tarde!
    No nosso caso o nosso filho de 1 ano e 6 meses está sempre exposto a 3 idiomas, o português (materno)embora eu fale muito com ele em japones também, o japonês (paterno) e o inglês nas músicas, vídeos e alguns vocabulário usados em casa..Isso pode atrapalhar? Ao falar com ele em diversos idiomas percebemos que ele entende, mas ainda não fala nada. Isso é normal? Pode prejudicar lo?
    Obrigada, Cristiane

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Cristiane,
      Tenho um caso na família, com duas irmãs expostas a três idiomas, e aconteceu o mesmo que com seu filho: demoraram um pouco a falar. Hoje elas têm 10 e 8 anos, são excelentes alunas e trilíngues!
      Acredito que só aumente a habilidade do pequeno com linguagem 🙂
      Beijos!

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