5 pets para conviver com o seu filho

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Se uma casa que abriga uma criança já é um lar mais feliz, imagine então aquelas que possuem um pequeno e ainda um animalzinho de estimação? Além de trazer mais alegria e leveza à rotina (inclusive dos pais), os pets ajudam no desenvolvimento da criança, trazendo, na prática, noções de respeito (a espécies diferentes e à natureza) e responsabilidade. E esses benefícios não se restringem apenas aos cães – outros animais podem ser domesticados e interagem bastante com os pequeninos. Alguns, inclusive, demandam menos espaço para criação, característica ideal para quem mora em apartamento. Quer saber quais são esses bichinhos? Então confira abaixo alguns deles e o que levar em conta antes de trazê-los para casa.

Imagem: 123RF

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Cachorro: quando se fala em animal de companhia, os cães são os primeiros da lista. E a preferência não é por acaso, afinal, os benefícios que eles propiciam aos humanos, inclusive às crianças, estão sendo intensamente comprovados por pesquisas científicas. Mas quem pretende incluir um cachorro na família deve levar em conta que eles precisam de doses diárias de exercícios (a frequência depende do porte) e de paciência para educá-lo (eles não aprendem o lugar certo para fazer as necessidades sem treino, por exemplo). Isso significa que é necessário dedicação e, de acordo com o tamanho do cão, um bom espaço em casa para acomodá-lo. Está disposta? Então a regra número um é optar por um peludo que tenha tido uma boa socialização nos primeiros anos de vida, ou seja, que esteja acostumado à presença de pessoas e outros animais. Esse cuidado é o mais importante para que o pet esteja preparado para conviver bem com uma criança. Feito isso, vale conhecer as raças que costumam se dar melhor com os pequenos (e eu conto quais são elas aqui).

 

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Gato: um gatinho também pode ser uma ótima companhia para crianças. E a maior independência desse animal é um ponto positivo para quem mora em apartamento e possui menos tempo para ficar com o pet. Pois, ao contrário de um cão, um felino não demanda muita atenção, nem precisa que o tutor o alimente. Ele pode ter ração à vontade o tempo todo, pois possui o hábito natural de comer aos poucos. Os bichanos também são mais higiênicos, limpam-se sozinhos e costumam aprender por conta própria onde fazer as necessidades. Basta mostrar-lhes o caminho da caixa de areia que dificilmente eles se aliviarão fora dela (o único cuidado é ter que trocar a areia e limpar a caixa várias vezes por semana).

Contudo, uma preocupação comum para quem cogita ter um gato são as possíveis reações alérgicas. Nesse caso, vale saber que a alergia ocorre não por conta do pelo, mas de uma proteína presente na saliva do felino (e como esses animais se lambem com frequência, o problema pode aparecer). Contudo, esse não é o principal alérgeno: o maior causador das crises são os ácaros que se alimentam de fragmentos produzidos pelos gatos (e por cães também). Por isso, uma casa que abriga um felino deve estar sempre limpa (e também é importante escovar frequentemente os pelos, para evitar que eles caiam pela casa e pelas roupas, propiciando a proliferação dos ácaros). E, claro, manter a frequência das vacinas e consultas veterinárias.

Outra responsabilidade é deixar as unhas do gatinho curtas, para não machucar as crianças. Além disso, saiba que o bichano explora os ambientes tridimensionalmente, ou seja, ele sobe em móveis altos (inclusive nas janelas, por isso é essencial colocar telas em todas). E é essencial deixá-lo fazer isso e até mesmo manter prateleiras para ele saltar, para que ele sempre tenha uma rota de fuga disponível, caso se sinta cansado ou incomodado em algum momento (isso também é válido para mantê-lo em atividade). Vale lembrar que adotar um gato adulto é mais interessante do que um filhote, que é mais frágil. Mais uma vez, procure optar por aqueles que estejam habituados à presença de pessoas. Assim como acontece com os cães, algumas raças costumam ser ainda mais tolerantes com os pequenos, como Maine Coon, Ragdoll e Abissínio.

 

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Coelho: é difícil encontrar alguém que não se derreta pela fofura de um coelhinho. Contudo, esses animais são ansiosos e medrosos e, por isso, o indicado é que tenham porte maior para conviver com crianças pequenas. Essa característica faz com que eles sejam mais calmos e mais fáceis de pegar no colo, o que facilita a relação com a garotada. Eles adoram uma boa companhia e brincadeiras, especialmente com objetos que possam roer, como rolos de papel. Também são fãs de carinho na cabeça e nas costas (só não os vire de barriga pra cima, posição em que não se sentem confortáveis, pois podem até se machucar, tentando se soltar).

Entre os cuidados necessários, eles precisam de uma gaiola para dormir e fazer as necessidades, que deve ser limpa semanalmente. A de metal é a melhor opção, pois é mais fácil de limpar e evita a procriação de ácaros (para prevenir alergias). Opte por modelos com bandeja abaixo do piso, para evitar o contato do orelhudo com os próprios dejetos. Já em relação à alimentação, esses animais comem rações específicas e também verduras (só evite alface, que causa diarreia, e cenoura com frequência, pois é rica em açúcar e provoca aumento de peso).

 

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Porquinho-da-índia: muito sociáveis e carinhosos, esses roedores são mais uma opção para conviver com as crianças. Eles adoram carinho e exigem doses diárias de afagos, que costumam recompensar com muito afeto. Porém, eles podem se mostrar medrosos no início, o que exige cuidado nos primeiros momentos de interação com os pequenos (mas a supervisão de um adulto é essencial sempre!).

Assim como os coelhos, esse pet também precisa de uma gaiola para dormir e se sentir seguro, e esse local deve ser forrado com raspagem de madeira. E uma vantagem dos porquinhos-da-índia de pelo curto é que eles nem precisam de banho! Prepare-se, no entanto, pois eles podem ter piolhos (mas não passam para os humanos!). Caso isso aconteça, é necessário tratamento com medicamentos. Outros cuidados importantes são manter as unhas do porquinho curtas, para evitar acidentes, e oferecer a ele uma dieta de ração própria e verduras.

 

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Hamster: esses pequenos roedores podem ser uma boa opção de primeiro bichinho de estimação para as crianças, pois não necessitam de tantos cuidados e gastos como os citados acima. Contudo, eles interagem um pouco menos (sendo mais indicados para pequenos mais observadores), pois se divertem bem sozinhos – especialmente porque exigem uma gaiola caprichada, com roda para correr (pois precisam se exercitar todos os dias), e ainda tubos e barris para circular e se esconder. O cantinho deles também precisa de itens para que eles possam roer com frequência (como pedaços de madeira), pois seus dentinhos crescem muito rápido e precisam ser desgastados com roeduras. Porém, apesar de ser mais prático mantê-lo, um hamster também exige certos cuidados, como manter a limpeza da gaiola e garantir sua alimentação, composta por sementes, frutas e verduras.

 

Também vale ressaltar que, independentemente do pet escolhido, é fundamental ensinar à criança algumas regras para conviver bem com ele: não puxar orelhas, bigodes (e outras partes sensíveis do corpo dos bichinhos) e saber respeitar os momentos de alimentação, cochilos e aqueles em que o animal deseja ficar sozinho. Outros cuidados importantes você confere nesse post.

Uma outra dica importante é ser paciente na criação do animal, pois as crianças observam tudo, inclusive as reações dos pais diante de atitudes inesperadas dos peludos. Brigar com o pet ou maltratá-lo não irá resolver o problema, muito pelo contrário: acabará influenciando negativamente os pequenos a se relacionarem com os bichinhos. Por isso, só inclua um membro de quatro patas na família quando todos estiverem realmente preparados para cuidar do novo amigo!




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