4 problemas da mãe e do bebê nos quais a aromaterapia pode ajudar (e você nem imaginava!)

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Você já ouviu falar sobre aromaterapia? Normalmente as pessoas associam essa ciência, que usa aromas produzidos a partir de óleos essenciais para tratar desconfortos e transtornos emocionais e físicos, a massagens e técnicas para relaxar e melhorar a qualidade do sono. De fato, o tratamento é bastante eficaz nesse sentido (e a colunista Michele Melão explica isso direitinho nesse post, que conta como utilizá-la para fazer os bebês dormirem melhor). Porém, vale destacar que o sucesso pode se estender a outros problemas comuns em mães e bebês, como assaduras, e até dificuldades na amamentação!

Imagem: 123RF

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Uma grande vantagem da utilização da aromaterapia nessas situações é que o tratamento é o mais natural possível, pois todo o material envolvido é extraído de plantas, flores e frutas. Ou seja, ela é ideal para os bebês, donos de uma pele ainda imatura e muito sensível, e também para as novas mamães, que ficam frágeis diante de tantas mudanças (no corpo, na mente e na rotina) e da responsabilidade de cuidar do filhote que está chegando.

Confira, então, abaixo as dicas da naturóloga e consultora Maria Alice Godoy, criadora do Gravidez sim, remédio não! (um programa para a aromaterapia ser usada na gravidez, no parto, no pós-parto e nos primeiros cuidados com o recém-nascido), que conversou conosco sobre como a técnica alternativa pode ser mais uma de nossas aliadas durante o neonatal.

  1. Assaduras

Trocar as pomadas convencionais por óleos de lavanda e camomila romana para tratar assaduras e infecções de pele pode ser uma ótima escolha. “Isso porque, ao optar pelo uso da aromaterapia, estamos oferecendo um tratamento menos agressivo e totalmente natural aos bebês, que apresentam a pele mais sensível do que a de um adulto e que, na maioria dos casos, nunca tiveram contato com qualquer tipo de droga”, afirma a especialista Maria Alice. Os óleos citados acima são eficazes contra inflamações e ainda no processo de cicatrização e regeneração da pele.

 

  1. Dificuldade na amamentação

Os efeitos calmantes de determinados óleos podem ajudar a mãe que está com dificuldade para dar o peito ao filhote, uma vez que oferecer uma boa mamada exige tranquilidade. “A mulher precisa estar calma e se sentindo relaxada, para que a ejeção do leite aconteça com maior facilidade. Para isso, nós utilizamos o óleo essencial de lavanda, laranja e/ou gerânio, que podem ser colocados em difusores de ambientes”, ensina Maria Alice. E como vimos acima, a lavanda possui também ação anti-inflamatória, o que auxilia no tratamento da mastite.

Ainda de acordo com a profissional, outro componente que pode ajudar é a erva doce, que estimula a produção de leite. “O óleo essencial de erva doce pode ser aplicado por meio de massagens”, explica.

 

  1. Baby Blues

Essa mescla de emoções (nem sempre boas) que atinge muitas mães após o nascimento do filho também pode ser trabalhada por meio de massagens e banhos de imersão, preparados com óleos de ações calmantes, como jasmin, lavanda e gerânio. “Durante o Baby Blues, a aromaterapia traz conforto, acalma e relaxa as mulheres, podendo fazer toda a diferença em suas vidas”, afirma a naturóloga.

 

  1. Depressão pós-parto

Sem dúvida que aqui a mãe deve contar também com o atendimento de uma equipe multidisciplinar (como psicólogos e psiquiatras), mas a aromaterapia pode, sim, fazer parte do tratamento. “Nesses casos, os óleos essenciais fazem uma complementação e aceleram o processo de recuperação”, explica Maria Alice. Massagens e imersões com bergamota e gerânio, por exemplo, podem ser ótimos aliados, mas vale consultar o aromaterapeuta em conjunto com os outros profissionais, para determinar as fórmulas mais adequadas ao caso.

 

E como usar?

De acordo com a naturóloga Maria Alice, a primeira regra é que o óleo essencial puro jamais deve ser aplicado na pele. Para ser usado e fazer efeito, ele deve ser diluído em creme neutro ou óleo vegetal. Feito isso, as combinações poderão ser utilizadas por meio de 3 formas: em difusores de ambientes, banhos de imersão ou massagens, dependendo do caso. E as fórmulas são as seguintes: para as massagens (em bebês), deverá ser feita a diluição de 1% de óleo essencial (que corresponde a aproximadamente 25 gotinhas). Dessa maneira, para uma colher de sopa de creme neutro (que tem cerca de 15 gramas) será colocada uma gota de óleo essencial. Já para banhos de imersão e difusores, a regra é usar apenas duas gotas de óleo essencial, sem diluição. Isso significa que você usará pouca quantidade dos óleos por vez e, como alguns custam caro, é interessante consultar um aromaterapeuta para avaliar o caso, oferecer a fórmula de que você precisa e ensinar direitinho como aplicá-la no filhote.




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