Os 5 maiores erros que cometemos ao medicar nossos filhos

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Todo mundo sabe que medicar o filho da forma correta é essencial para que ele se cure rapidamente. Mas que atire a primeira pedra a mãe que nunca errou nesse momento: porque acabou dando um remédio ao filho sem perguntar para o pediatra (afinal, foi o mesmo que ele receitou da última vez, e você achou que estava fazendo a coisa certa. Mas o filhote não melhorou e você precisou sair correndo para o médico!), ou porque chegou ao ponto, depois de noites sem dormir, de não saber se deu o medicamento cinco minutos atrás para o pequeno!

Comigo essas situações já aconteceram, e por isso resolvi fazer esse post, com alguns alertas importantes sobre a medicação de nossos filhos. São situações rotineiras que enfrentamos quando os pequenos ficam doentes, e para as quais precisamos estar preparadas, para não errar e acabar piorando o quadro do filhote. Compartilhe, para que mais mães fiquem atentas!

Imagem: 123RF

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Medicar por conta própria

A automedicação é um problema de saúde pública no mundo todo e deve ser evitada por vários motivos, especialmente pelo risco de intoxicação. Tomar (ou oferecer para os filhos) remédios por conta própria pode resultar em problemas, como mascarar os sintomas (por exemplo, às vezes uma dor de barriga é um sinal de algum problema mais grave e tomar um medicamento para tratá-la pode fazer com que ela desapareça, mas não vai curar a doença, que pode continuar e avançar para um quadro mais grave). Outro risco é o de misturar remédios, o que pode exceder a dosagem ideal (se eles tiverem o mesmo princípio ativo) ou então minimizar os efeitos de algo que o pediatra tenha prescrito.

 

Não dar a medicação até o fim do período prescrito pelo médico

Se o médico prescreveu um remédio por uma semana, mas em três dias a criança melhorou, nada de parar de oferecer o medicamento por conta disso! Muitas vezes os sintomas mais aparentes desaparecem primeiro, mas isso não significa que o pequeno já esteja curado (por isso a necessidade de ser medicado por mais dias). Isso é ainda mais preocupante quando falamos de antibióticos, pois a interrupção da medicação antes do tempo pode provocar o surgimento de bactérias resistentes (com o passar do tempo, seu filho pode passar, inclusive, a não responder mais ao remédio).

Caso queira encerrar a dosagem antes do tempo, pergunte ao pediatra e só faça isso se ele permitir.

 

Não dar a dose exata

O ditado que diz que a dose é o que diferencia um remédio de um veneno é antigo, mas continua extremamente válido e por isso é essencial dar muita atenção à dosagem.  E isso significa, inclusive, não arredondar por conta própria a quantidade prescrita pelo médico. Por exemplo, se ele receitou 20 ml de remédio, você deve dar exatamente isso (e não uma colher de sopa que, dependendo do modelo, pode comportar um volume maior ou menor). Caso contrário, o medicamento pode não fazer efeito (se dado de menos) ou resultar em alguma ação colateral (se demais). Para ajudar, copinhos dosadores ou seringas (encontrados em farmácias) são excelentes opções para administrar doses exatas e fazer o tratamento da maneira correta.

 

Não preparar os remédios corretamente

Alguns medicamentos exigem um preparo específico antes de serem consumidos: é o caso, por exemplo, de alguns antibióticos infantis, que vêm em frascos com pó, ao qual precisa ser adicionada água (até uma determinada marcação – nem mais, nem menos). Caso isso seja necessário, o médico explicará na consulta o que deve ser feito e, se você tiver alguma dúvida, não deixe de esclarecer no consultório, para não ter problemas em casa. Outro detalhe é saber corretamente se o medicamento pode ser diluído em algum outro líquido e quais são eles (alguns remédios com gosto ruim podem ser mais palatáveis aos pequenos quando misturados a sucos, por exemplo. Contudo, alguns perdem o princípio ativo, dependendo da mistura. Só o médico saberá explicar cada situação). E deixar tudo muito bem esclarecido com o pediatra é essencial, pois preparar o remédio inadequadamente, mais uma vez, pode minimizar os efeitos dele ou provocar ações colaterais.

 

Perder o controle da rotina do medicamento

É essencial controlar os horários em que você deu o remédio ao filhote, pois não é difícil se esquecer de dar o medicamento em determinado momento do dia (ou até mesmo dar duas vezes, ou não lembrar para qual filho você deu, no caso de ter mais de um doente em casa!) . Uma dica bacana é colocar no próprio frasco (ou na caixinha) um “calendário” com os dias e horários em que o pequeno deve tomá-lo e um espaço para marcar se a dose foi dada (veja a imagem abaixo, achei muito legal!).




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