5 coisas para você NÃO fazer na adaptação escolar do seu filho

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Começo de ano é sempre assim: a aproximação das aulas gera uma certa expectativa no coração de mãe. Catarina vai para seu terceiro ano completo na escola, e confesso que até hoje me lembro direitinho da primeira adaptação escolar (que aconteceu quase no fim do ano, pois ela começou a estudar no mês de outubro), como também da segunda (no início do ano seguinte, quando passei por quase todo o processo novamente, só que de uma forma um pouquinho mais leve).

E justamente por já ter vivenciado por esses momentos, por ter colhido resultados próprios e ter conversado com diversas mães que passavam pela mesma situação, é que hoje consigo entender o quanto algumas atitudes dos pais podem ajudar ou atrapalhar essa fase, sobretudo em crianças que já cresceram um pouco (se sua opção for colocar o filhote na escolinha logo após a licença maternidade, não espere muito chororô; já se ele tiver dois ou três anos de idade, esteja preparada para um processo mais longo – não é regra, mas é o que normalmente acontece, considerando a maioria das famílias que acompanhei).

Imagem: 123RF

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Para o post de hoje, eu separei 5 atitudes que realmente podem dificultar a adaptação escolar. Tanto se fala sobre o que fazer nessa hora, e pouco sobre o que não deve ser feito! Espero que as informações sejam úteis para que a chegada do seu filho à escola seja a mais tranquila possível!

1) Não gere muita expectativa. Esse talvez tenha sido meu erro mais frequente. Porque tentando fazer com que Catarina se acostumasse à ideia de ir à escola, de se distanciar de mim parte do dia, eu passava semanas falando sobre o assunto. Claro que é muito positivo conversar com ao pequeno sobre o que irá acontecer, explicar que ele terá um local para brincar, conhecer outras crianças, aprender várias novidades! Mas isso não quer dizer que você deva bater nessa tecla o dia inteiro! Isso pode gerar ansiedade na criança, que passa a temer o distanciamento dos pais e da casa. Trate o fato com naturalidade, sem tentar convencê-la a todo o custo.

2) Não chore na frente do seu filho. Parece uma dica óbvia, não é mesmo? Mas quem disse que é fácil se controlar, quando você mesma está sofrendo com esse distanciamento? Não é fácil deixar o filhote sob o cuidado de pessoas que até então você não conhecia, é de certa forma doloroso saber que você não o acompanhará em todos os instantes do seu dia. Pense, no entanto, que tudo isso é extremamente positivo e necessário! Segure as lágrimas, coloque um sorriso no rosto, e siga em frente! Se você não se mostrar confiante, como esperar que seu filho fique tranquilo?

3) Não fique sem fazer nada. Provavelmente você ficará alguns dias dentro da escola, mas em um ambiente afastado do seu filho. É natural que ele venha te ver, e volte com a professora para sua sala. Nessa hora, procure fazer alguma coisa – escrever, organizar sua bolsa, vale até tricotar! Essa simples ação mostra a seu filho que você está lá, que ele pode se sentir seguro, mas que não existe plateia para o choro. Experimente na prática e você verá que é uma grande dica (funcionou perfeitamente comigo, e eu agradeço à mãe que me sugeriu!).

4) Não compare seu filho a outras crianças. Nem ao irmão mais velho, nem ao primo, nem ao coleguinha de classe. Cada criança é única, tem seu próprio ritmo, e esperar que ela tenha o mesmo comportamento daquele menininho que entrou na escola no primeiro dia de aula sorrindo e não olhou para trás é totalmente desnecessário. Isso gera expectativa em você, mãe (ou pai), e na criança, que se sente cobrada por um desempenho que não consegue ter. Seu filho está demorando um pouquinho mais do que o esperado? Tenha uma conversa franca com a escola, veja se é algo ainda dentro do esperado ou se há alguma atitude recomendada, e livre-se da culpa, que pode surgir nesse momento.

5) Não quebre o processo na metade. Muitas vezes, quando a dificuldade no processo de adaptação é grande, dá aquela vontade louca de recuar, de deixar o filho em casa, “só um dia”. Mas, ao fazer isso, você mostra a ele que há a escolha de não ir à escola – e quem é que conseguirá convencê-lo a ir depois? Mas aqui cabe um alerta muito pessoal: se o filhote não está se adaptando de forma alguma, mesmo com toda a sua disposição em ajudar, avalie se aquela é realmente a melhor escola para ele.  Conheço casos de mães que reavaliaram a escolha da escolinha, optaram por uma outra linha pedagógica, e tiveram gratas surpresas com a nova adaptação do filho, que aconteceu muito mais facilmente. Pare, observe, converse e sinta o que seu coração de mãe diz: certamente esse conjunto de informações te guiará no caminho certo!




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