Leia para seu filho: um relato de como a leitura fez (e continua fazendo) toda a diferença no desenvolvimento da minha filha

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Tenho que começar esse post dizendo que eu amo livros. Durante muitos, muitos anos de minha vida, enquanto via as outras crianças pedindo de presente as bonecas da moda, bichos de pelúcia gigantescos que ocupavam metade de seus quartos, eu torcia para que Papai Noel me trouxesse livros. Não existia nada que eu desejasse mais do que conhecer uma nova história, sentir o prazer de pegar um livro novinho e descobrir as maravilhas de cada página.

Eu tive asma na infância, e naquela época os tratamentos não eram tão eficazes quanto os da atualidade. Tive crises de falta de ar incontáveis, e lembro que em muitas delas os livros eram uma grande companhia. Se eu não podia sair, viajar, me aventurar fisicamente, por meio deles eu podia ir aos locais mais distantes, viver coisas incríveis. Por vezes me peguei rindo sozinha, chorei, torci, e consegui me colocar no lugar de tantos personagens. E se você também ama ler, sabe exatamente sobre o que estou falando.

Imagem: 123RF

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Depois de sentir tudo isso, como não querer que um filho sinta a mesma coisa? Quando Catarina nasceu, decidi que haveria algo que ela poderia pedir sempre que quisesse: um livro. Quando ela tinha pouco mais de 6 meses, ganhou de presente seu primeiro exemplar e ficou encantada – ela, que era um bebê que chorava o tempo todo, ficava quietinha para ouvir uma boa história. Claro que no início ela quis conhecer os livros com todos os sentidos: olhava, cheirava, colocava na boca, pegava (e quase rasgava!), e ficava atenta a cada frase que escutava. Sabem que eu me perguntei se ela realmente entendia, se valia a pena ler para um bebê tão novinho? Embora naquela época eu não soubesse até que ponto ela aprendia com tudo aquilo, eu continuei, simplesmente porque sua carinha de satisfação me incentivava a ir em frente.

O tempo foi passando e foi emocionante perceber que ela começava a demonstrar que entendia suas primeiras palavras por meio dos livros. Catarina foi um bebê que demorou muito a falar (de fato ela só deslanchou depois dos 2 anos), mas apontava em seus livrinhos cada item que eu pronunciava – “patinho”, “brinquedo”, “girafa”, “bola”, “menino”, e por aí vai. Sabia tudo de cor, e abria um enorme sorriso quando terminava de mostrar o último objeto.

Então vieram os primeiros enredos, simples, depois alguns mais complexos. Confesso que eu trocava algumas palavras mais difíceis no começo, para que ela entendesse melhor a história, mas depois fui percebendo que era importantíssimo que ela começasse a ter contato com um vocabulário que ainda não dominava. Até que ela começou a me surpreender, fazendo construções verbais que acredito só ter aprendido muito mais tarde, dizendo coisas que eu nunca esperaria ouvir de uma criança de 4 anos.

Hoje eu sei que quanto mais eu leio, mais permito que Catarina trabalhe sua criatividade, a ponto de já produzir suas próprias histórias. E sua imaginação, para que aprenda a pensar “fora da caixinha” – qualidade que será essencial para a geração dos nossos pequenos. Às vezes nos preocupamos tanto em colocá-los em mil aulas formais, para aproveitar todo seu potencial, e nos esquecemos de algo simples: do incentivo à leitura!

E para quem não sabe, existem meios de receber livros em casa gratuitamente, se você quiser (tem que aproveitar!). O Projeto do Itaú Criança é um deles (inclusive nesse post aqui eu conto direitinho como pedir a coleção de 2015, que acaba de sair). Outra maneira de ter livros novos para divertir o filhote (gastando quase nada) é fazer um clubinho de trocas, já pensou? Por aqui resolvemos entrar nessa brincadeira e estamos enviando e recebendo livros dos blogs amigos (acompanhe no nosso Instagram @MilDicasdeMãe, que está super divertido com as dicas dos livrinhos que recebemos, e que Catarina amou!). A gente enviou para Potencial Gestante, Família Muda Tudo e Petit Ninos. E recebemos de Petit Ninos, Potencial Gestante e Mundo Ovo.

Espero que eu tenha conseguido incentivá-las a criar esse hábito tão importante aí na sua casa também. E se um dia você leu um livro de super-heróis e sonhou em ser um, talvez essa seja sua chance: ler para uma criança – seja seu filho, seu neto, ou qualquer outra que tenha um caminho inteiro lindo pela frente – pode fazer com que ele alcance as estrelas!

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Comentários (1)

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  1. Ionara disse:

    Legal seu post Nívea! Sou uma devoradora de livros e estou fazendo com que a minha pequena Lorena (tem dois anos) também seja! Já pedi os meus livros do Itaú, chegaram essa semana, pense na felicidade da mocinha! Precisamos muito cultivar este hábito em casa e ler cada vez mais para nossos pequenos. Lorena já anda contando as suas estórinhas para as bonecas, é lindo de ver! Por um mundo com muito mais leitores!!!!!!!!!!!

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