Bactérias intestinais reduzem risco de asma em bebês

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Como já comentei aqui no blog, eu tive asma na infância, por isso todos os novos estudos sobre a doença acabam me interessando bastante. E vejo que muitas mães também gostam de ler sobre o assunto – afinal, o número de crianças asmáticas têm aumentado significativamente (para que vocês tenham ideia, estima-se que uma em cada cinco se tornem asmáticas, nos países ocidentais desenvolvidos).

Imagem: 123RF

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Por isso, no post de hoje, eu resolvi compartilhar um estudo realizado por pesquisadores canadenses, que trouxe novas referências para a compreensão do desenvolvimento da asma. Segundo o trabalho, publicado na revista científica Science Translational Medicine, existem algumas bactérias intestinais (são 4, apelidadas de FLVR) que, aparentemente, protegem o sistema imunológico contra o problema durante os nossos primeiros meses de vida. Os cientistas chegaram a essa conclusão analisando amostras de fezes de 300 crianças (aos 3 meses e depois com 1 ano de idade), que revelaram a ausência ou presença de pequenas quantidades dessas bactérias nos pequeninos que desenvolveram a doença. Já aqueles que não a manifestaram demonstravam um nível muito maior desses microorganismos.

Essa diferença foi mais marcante aos 3 meses de vida, o que pode sugerir que fatores de risco para o desenvolvimento da asma atuem principalmente no período do pós-parto, e ao longo dos primeiros meses de vida do bebê. A pesquisa ainda apontou que a possível explicação para o aumento dos casos da doença crônica, sobretudo nos países desenvolvidos do Ocidente, seria o alto consumo de antibióticos durante a gravidez e ainda o aumento nas taxas de nascimento por cesariana, bem como a inclusão de suplementos na alimentação do bebê, em substituição ao leite materno. E deixou uma pergunta o ar: será que o excesso de limpeza não estaria relacionado à falta dessas bactérias, que poderiam proteger o corpo do surgimento da asma?

E você, tem um pequeno asmático em casa? Enxerga alguma relação entre o surgimento da doença e uma casa impecavelmente limpa? Compartilhe sua experiência conosco!




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Comentários (2)

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  1. Meu pequeno não é asmático, mas é alérgico e muita variação de temperatura significa uso de bombinha por aqui. Por isso, o tema também me interessa.
    Eu penso muito na questão dos produtos químicos e artificiais que ingerimos… esse tanto de corantes deve ter alguma ligação com essa geração de alérgicos que está por aí.
    Há também as pesquisas com animais, já visse? Pesquisas que dizem que o contato com animais desde o nascimento favorece o não desenvolvimento de alergias (ao contrário do que se pensava até bem pouco tempo).

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Talita,

      Sim, acho super interessante essa informação sobre os animais (creio que inclusive a citei no post sobre as melhores raças do cachorro para quem tem crianças em casa). E concordo com você: ingerimos muitos corantes, estabilizantes, emulsificantes, e mais um monte de produtos químicos diariamente. Por aqui tento dar uma alimentação o mais saudável possível (e acho que Catarina come menos porcaria do que eu comia na infância), mas sem neura. A asma dela praticamente sumiu, já a dermatite atópica…

      E seguimos em frente, não é?

      Beijos!

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