Quando (realmente) você deveria levar seu filho ao pronto-socorro

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Como qualquer mãe, eu já precisei levar Catarina ao pronto-socorro. E quando ela era um bebezinho, a frequência desse “passeio” era ainda maior: em primeiro lugar, porque os pequeninos são de fato mais frágeis, e um atendimento rápido se torna especialmente importante; em segundo, porque eu não conhecia o comportamento da pequena frente a quadros de febre, de falta de ar, e considerava que a ida ao hospital era sempre necessária (coisa que eu descobri não ser, com o passar do tempo); e por último porque naquela época eu não havia aprendido a me antecipar e a procurar o pediatra no consultório, antes que o problema se agravasse (aprendizado dos mais importante que tive como mãe até hoje – não espere para ir ao pronto-socorro, converse com o médico do seu filho e faça uma consulta no mesmo dia, se ele julgar necessário).

Imagem: 123RF

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E o que vi nessas idas com a pequena ao pronto-socorro? Um número enorme de crianças a serem atendidas, algumas tendo que esperar horas para serem avaliadas. Não aconteceu conosco, porque das vezes em que fomos ao PS, Catarina estava em geral muito mal – tanto que quase ficou internada em uma das vezes, e em outra ficou três dias na UTI (os piores dias da minha vida) -, o que fez com que tivéssemos prioridade no atendimento (para quem não sabe, ali os médicos não atendem por ordem de chegada simplesmente, e sim pela gravidade do caso). Mas eu também já passei vergonha: em certa ocasião, achamos que Catarina havia torcido o braço enquanto rolava na cama (coisa de pais de primeira viagem, não riam!), porque havia chorado um pouquinho e parado de mexê-lo. Corremos para o hospital e… Surpresa! Com dois minutos de avaliação, ela começou a dar tchauzinho para o ortopedista!

Então como saber se é hora de levar o filhote ao pronto-socorro? Claro que existe uma intuição de mãe que sempre deve ser levada em conta (sempre!), mas existem situações nas quais essa ida é muito recomendada. Vejam só:

 

Febre 

Em primeiro lugar é importante lembrar que febre é um sintoma comum, e nem todo quadro febril é motivo para uma ida ao pronto-socorro. Aliás, apenas acima de 37,8°C (ou 38°C para alguns pediatras) é que se recomenda que seja dada medicação à criança, pois a elevação da temperatura é uma resposta natural do corpo a uma inflamação, ou infecção, e um mecanismo que ajuda na recuperação do indivíduo.

Mas atenção: se a febre passar de 39,5°C e você não conseguir baixá-la com a medicação de costume, ou se persistir por mais de dois dias, é hora de ir ao pronto-atendimento. E se vier acompanhada por incômodos como choros constantes, dificuldade para respirar (que pode indicar uma pneumonia!), se o pequeno ficar abatido, ou ainda apresentar manchas vermelhas pelo corpo (que podem ser sinais de uma infecção bacteriana grave), não pense duas vezes – vá ao hospital. 

 Vale lembrar ainda que em bebês com menos de três meses, a incidência de febre é considerada grave. Nesse caso, procure logo um atendimento médico!

 

Diarreias frequentes

Dores abdominais e fezes amolecidas (ou líquidas) merecem atenção e podem justificar uma ida ao pronto-socorro.  O mais importante é prestar atenção aos sinais de desidratação, que é a principal preocupação decorrente de uma diarreia: falta de lágrimas, diminuição da urina, olhos “fundos”, boca seca são alguns deles. Se houver sangue nas fezes, vômitos, febre ou se o pequeno não quiser se alimentar, procure ajuda imediatamente. Enquanto isso tente mantê-lo hidratado com soro caseiro (o segredo é dar quantidades mínimas muitas vezes ao dia – assim você diminui as chances de que o filhote vomite).

Mesmo que seu filho tenha um estado geral bom, é importante levá-lo para uma avaliação médica, se a diarreia persistir por alguns dias. Nesse caso o ideal é levá-lo ao consultório do pediatra, para uma consulta mais detalhada.

 

Falta de ar e tosse intensa

Como eu comentei nesse post aqui (leia é importante), nem sempre é fácil a identificação da falta de ar nos pequenos (o que é um quadro muito grave, que pode levar à internação – exatamente o que aconteceu com Catarina). Se a criança estiver com chiado, tosse intensa, frequência respiratória elevada (ou seja, se estiver respirando muito rápido), vômitos frequentes, ou se estiver com a garganta ou as costelas “afundadas” enquanto respira, corra para o hospital.

 

Quedas e traumas

Quando a criança sofre queda ou bate alguma parte do corpo, a primeira coisa a se fazer é colocá-la em observação. Se perceber que há inchaço intenso, sangramento que não estanca, ou se a criança relata dor muito intensa que não passa, é hora de ir ao pronto-socorro. No caso de trauma na cabeça, procure um médico se houver vômito associado, desmaio, choro incessante, sonolência excessiva, convulsão, dificuldade motora ou se a criança demonstrar que não está com boa compreensão de fatos ou informações. No caso de bebês de menos de 3 meses, sempre leve ao pronto-atendimento em caso de queda.

 

Engolir/aspirar objetos, remédios ou produtos químicos

Nesses casos não há o que pensar: corra com o pequeno para o pronto-socorro, pois do contrário o quadro pode evoluir para intoxicações graves, podendo haver risco de vida. Se o problema tiver sido a ingestão de um medicamento ou produto químico (como material de limpeza, por exemplo), o ideal é se lembrar de levar embalagem, para que os médicos identifiquem mais rapidamente o tratamento necessário.




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