Escola bilíngue: tudo o que você precisa saber para fazer uma boa escolha

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O fim do ano está aí e com ele chega o momento de uma grande decisão para nós, pais: a escolha da escola do filho. Eu sei que muitas mães estão passando por esse desafio e recebo várias perguntas sobre o  assunto. E entre elas, uma das mais frequentes é justamente minha opinião sobre as escolas bilíngues . Elas seriam mesmo uma boa opção para os pequenos?

Tenho pensado e estudado muito sobre isso. Aliás, uma das minhas irmãs tem uma empresa de aulas de idiomas (ela trabalha principalmente com empresários) e sempre me incentivou a apresentar o inglês desde cedo para Catarina. Pensando que nossos filhos vivem em um mundo globalizado, no qual uma segunda língua é parte básica da formação (hoje a língua inglesa é solicitada para qualquer atividade a que eles desejem se dedicar, diferentemente do que acontecia com a nossa geração), achei que já estava mais do que na hora de me aprofundar na questão e comentar minhas impressões sobre o bilinguismo com vocês.

Para me ajudar nessa tarefa, fui até umas das unidades da escola canadense bilíngue Maple Bear (aliás, uma unidade que é bem pertinho da minha casa, e onde possivelmente Catarina estude em breve) e conversei durante horas com a Maria João Leser, Diretora da escola. E desse papo surgiram diversas respostas para as dúvidas que eu, como mãe, tenho em relação ao bilinguismo, e que agora em compartilho com vocês:

 

Qual é a melhor idade para colocar uma criança em uma escola bilíngue?

Nos primeiros anos de vida, a criança tem um desenvolvimento cerebral muito intenso e é esse também o momento de aquisição da língua. Durante a educação infantil, os pequenos aprendem com facilidade, o que vai se perdendo com o passar do tempo. Assim, o ideal é que esse contato se dê antes dos 5 anos de vida.

 

O que os pais devem avaliar na hora de escolher uma escola bilíngue?

Como os professores serão o modelo da língua estrangeira a ser reproduzido, é fundamental que falem um bom inglês, e que a escola ofereça métodos de educação continuada para sua equipe, para que ela se mantenha em constante aperfeiçoamento. Boas instalações e um olhar individualizado para a criança, para que ela desenvolva seu maior potencial, são pontos importantes a serem considerados. É fundamental também que a escola traduza os princípios da sua família, para que haja uma identificação entre o método usado e a criança (e uma dica bacana é conversar com outros pais, para saber como eles se sentem em relação à escola).

 

É verdade que uma criança aprende o inglês mais rapidamente em uma escola bilíngue do que em um curso de idiomas?

Sim, afinal ela fica imersa em um ambiente onde tem um contato muito maior com a segunda língua (quatro, cinco horas diárias, em oposição a duas horas semanais, que é o que acontece em um curso de idiomas). Mais do que isso: em uma escola bilíngue ela tem oportunidade de passar por várias experiências em outra língua, que vai ganhando significado, de maneira natural e mais divertida.

 

Qual é a diferença entre uma escola bilíngue e uma escola internacional?

Enquanto a internacional segue o currículo de seu país de origem, a bilíngue (como é o caso da Maple Bear) segue todas as normativas do MEC – ou seja, a criança tem o mesmo conteúdo que teria em uma escola convencional brasileira, mas dado de forma diferente, e com a oportunidade de desenvolver fluência em outro idioma.

 

Para quem não conhece, a Maple Bear Canadian School é uma instituição internacional com mais de 200 escolas de Ensino Infantil e Fundamental, que aplicam, em 12 países, a metodologia canadense de ensino bilíngue. É interessante saber que o Canadá é um país bilíngue por natureza, onde as crianças aprendem os dois idiomas oficiais do país – o inglês e o francês (ou seja, eles têm uma grande bagagem sobre a questão).

Agora uma impressão minha, de mãe, sobre a Maple Bear: o que eu achei mais bacana é que as crianças com quem conversei lá gostavam muito do ambiente, de como a parte pedagógica é aplicada, despertando o prazer pelo conhecimento, e não de uma maneira impositiva. Os alunos são incentivados a colocar a mão na massa, a experimentar, descobrir, a terem raciocínio crítico, autonomia, criatividade – habilidades que eu acredito que serão fundamentais no futuro. E, por outro lado, a escola é muito acolhedora, com uma comunicação aberta à família (características que, para mim, são fundamentais na escolha do local onde Catarina irá estudar).

As salas de aula são gostosas (eu já havia visitado uma outra escola bilíngue e havia achado tudo muito frio, mas gostei muito das da Maple Bear). Elas contam com vários recursos e Centros de Aprendizagem (Reading Center (de leitura), Math Center (para aprendizado da matemática), Block Center (blocos de montagem), Drama Center (faz-de-conta, teatrinho), Music Center (música), Sand and Water Center (para experimentação com água e areia, que dá noções de volume, quantidade) e Art Center (atividades artísticas)). A seguir algumas fotos:

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Enfim, espero ter passado informações interessantes sobre o bilinguismo com esse post, e que ele ajude as famílias que pensam nesse tipo de educação para os pequenos! E se você ficou com vontade de saber mais sobre a Maple Bear e sua metodologia de ensino, acredito que o melhor caminho seja marcar uma visita para que você mesma conheça a proposta dessa escola e a sinta de perto, como eu fiz. Para saber mais e agendar esta visita, é só acessar este link.

selo




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Comentários (13)

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  1. Juliana disse:

    Bom dia, Nivea.
    Gosto muito do seu blog, que acompanho há cerca de 6 meses apenas.
    Infelizmente este post, na minha opinião,deixou muito a desejar. Você o terminou dizendo “espero ter passado informações interessantes sobre o bilinguismo com esse post”, mas na verdade você não falou praticamente nada sobre o bilinguismo ou escolas bilíngues no Brasil.
    O post inteiro foi apenas uma propaganda descarada sobre a Mapple Bear, que acredito que sim, seja um boa escola, mas com certeza não é a única.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Juliana, tudo bem?

      Puxa, que pena que você não gostou do post. Embora seja, sim, um publieditorial (inclusive ele está totalmente identificado dessa forma, por uma questão de transparência com o leitor), tentei trazer informações relevantes para as mães que se interessam pelo bilinguismo.

      De qualquer forma, gostei da minha visita à escola e a unidade do meu bairro foi muito bem recomendada por amigas que têm filhos há anos lá. Por isso é uma das opções que realmente estou analisando como próxima escola para Catarina.

      Beijos

  2. Querida Nivea,
    Muito obrigada pela visita e por esse post lindo!
    Foi um prazer recebe-la e falar sobre educação com uma mae tão sabida!
    TKS!
    Maria João

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Maria,

      Obrigada você pelo acolhimento e por seu lindo trabalho. Deu para perceber que as crianças da sua escola são muito felizes 🙂

      Beijos!

  3. Natalia disse:

    E quando os pais não falam inglês?

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Natalia,

      Não há problema que os pais não falem inglês, pois a criança passará várias horas por dia imersa em um ambiente bilíngue, se estiver em uma escola com esse perfil. Esse contato já é mais do que o suficiente para que ela aprenda uma segunda língua.

      Beijos!

    • Nathalia disse:

      Olá, Natália!
      Eu trabalho em uma escola bilíngue e os professores estão muito acostumados a receber alunos cujos pais não falam inglês. Inclusive, alguns não falam nem português nem inglês. É bem comum esse tipo de escola receber alunos filhos de pais transferidos de outros países. Recebi há 7 semanas um aluno francês de 4 anos. Ele não entendia nada do que eu falava nem em português nem em inglês. Agora, ele já entende tudo o que eu falo com ele em ambas as línguas. A capacidade de aprendizagem nessa idade é muito maior do que a de um adulto.
      Espero que tenha ajudado!

  4. Douglas Marques disse:

    Cara Nívea,

    Os benefícios do bilinguismo vão muito além de falar um outro idioma. Pude estudar os efeitos do bilinguismo no desenvolvimento cognitivo das crianças em uma pós graduação e fiquei impressionado com o que descobri. Pesquisas indicam que bilíngues desenvolvem maior capacidade de empatia em relação ao que o outro pensa, maior auto-controle, maior capacidade de compreender melhor e mais cedo os mecanismos da própria linguagem humana e muito mais.

    Eu falo mais sobre esses resultados e alguns mitos do bilinguismo nesse artigo aqui:

    http://coisinhasdelaurinha.damarques.com/2013/02/bilinguismo-e-tudo-de-bom.html?m=1

    Minha primeira filha, de seis anos, estuda na Maple Bear desde os dois anos de idade e é totalmente fluente em inglês (mas nós também falamos inglês em casa com ela). Minha segunda filha, ainda bebê, vai pro mesmo caminho, não temos dúvida. Bilinguismo é tudo de bom!

  5. Fernanda disse:

    Oi! Gostei do post, mas fiquei com uma dúvida… Como poderei ajudar meu filho nas tarefas da escola se não sou fluente em inglês?
    Muito obrigada pela atenção!

  6. Maria da graça disse:

    ola nívea parabéns pelo post foi muito útil pra mim
    Minha filha de quatro anos faz bilíngue a dois anos e a cada dia que fico maravilhada com ela,
    Ela faz no Albert einstein, você conhece essa escola?
    Beijos

  7. Sara Cristina disse:

    Boa noite !

    Nívea, gostei dos seus comentários, e fico impressionada com a mentalidade de algumas pessoas. Claro Juliana, que existem outras escolas muito boas também, e não acho que foi “descaramento” da Nívea. É por pessoas como você, que não perco o meu tempo postando NADA! Pois, saiba que meus filhos estudam lá e estão amando! A Maple Bear, é uma excelente opção para quem quer o melhor em termos de educação bilíngue para os filhos. Quer outra melhor? Pague bem caro, e prepare o bolso para seus filhos estudarem fora do Brasil, pois, as demais preparam a s crianças mais para fora daqui. Parabéns Nívea! Pode matricular, é excelente!

    kisses…

  8. Alberto disse:

    Também gostaria de colocar meus filhos nessa escola, porém o preço é sempre um problema. Há escolas bilingues mais em conta na cidade de Sao Paulo?

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