7 dicas para levar seu filho ao estádio de futebol

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Seu filho adora futebol e vive pedindo para ir ao estádio? Pois o melhor momento para levar o pequeno à sua primeira partida causa certo receio em muitos pais e mães. Quais são os cuidados a serem levados em conta? O que providenciar com antecedência? Pois nesse post você confere várias dicas sobre o assunto! Vem dar uma espiadinha (e aproveite para compartilhar como paizão do filhote!).

 

Leve em conta a idade do pequeno

Alguns pediatras recomendam que, antes dos 5 anos, crianças não sejam levadas a locais como estádios. Isso porque uma partida de futebol exige cerca de 3 horas de atenção e foco no mesmo visual, no mesmo lugar, nas mesmas pessoas. O jogo pode entediar o pequeno que, antes dessa idade, ainda não desenvolveu poder de concentração (sem contar que o barulho do ambiente pode incomodar demais). Outro detalhe é que os pequeninos precisarão de colo, por ainda não andarem bem e para assistir a partida, dependendo do lugar escolhido para sentar. Considere também que a maioria dos estádios não são adaptados para a versão baby dos torcedores, ou seja, não possuem trocadores nos banheiros (algo terrível para o pequeno que ainda não passou pelo desfralde).

A experiência provavelmente será bem mais agradável com filhos mais velhos, que já caminham bem e não precisam de tantos cuidados. Crianças a partir dos 8 anos podem aproveitar ainda melhor o passeio, pois não se entendiam tão facilmente. Contudo, claro, isso varia de acordo com a personalidade e o gosto do seu pequeno por futebol.

Imagem: 123RF

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Escolha bem o lugar

As cadeiras numeradas, embora sejam mais caras, podem ser opções mais confortáveis no passeio com o filhote (contudo, crianças costumam entrar gratuitamente nos estádios, mas a regra e a idade limite variam de acordo com cada um. Não deixe de checar essas informações no próprio estabelecimento, antes de comprar os ingressos). Em primeiro lugar porque o pequeno não precisará subir os largos degraus da arquibancada (o que seria feito, muito provavelmente, no seu colo); também porque estará em um lugar mais sossegado e protegido do sol e da chuva. Ainda que as cadeiras não fiquem tão perto do campo e dos jogadores, dá para assistir tranquilamente a partida. Outro cuidado importante é manter-se longe das torcidas organizadas, pois é onde a agitação é maior (e, infelizmente, podem acontecer brigas).

 

Faça o kit de sobrevivência

Você não precisa ir ao estádio carregada de bolsas e mochilas (até porque será desconfortável carregar tudo isso lá dentro, especialmente se vocês ficarem nas arquibancadas). Porém, alguns itens não podem ficar fora no passeio, como o protetor solar, se o jogo acontecer durante o dia. Já se o tempo estiver nublado, uma capa de chuva! Uma troca de camiseta é importante, tanto para o caso de chover (se o pequeno se molhar) quanto para o momento de comer ou beber algo, pois será muito fácil se sujar (especialmente se acontecer um gol nesse momento! Já pensou na agitação dos torcedores ao redor?). Alguns alimentos também devem fazer parte do kit, não só para o caso do pequeno sentir fome, como também para entretê-lo se ele se sentir entediado (porém, mais uma vez, é preciso checar com o estádio o que pode entrar ou não. Normalmente, os estabelecimentos definem essas regras junto com a Polícia Militar e, por isso, elas variam de acordo com o estado). E é mais legal levar um lanchinho de casa do que comer os alimentos do estádio, que geralmente não oferece opções nutritivas (e não costuma ser muito barato).

 

Crie um selo de identificação no filhote

Mesmo que a uma partida não tenha tanto público, o estádio é um lugar grande e é possível que o pequeno se perca. Todo cuidado é pouco para evitar que isso aconteça, por isso já saia de casa deixando seus contatos junto do pequeno. Você pode, por exemplo, escrever seu nome e telefone na bainha da camiseta dele, com tinta para tecido, ou ainda prender um laço ou um pedaço de papel na roupa do filhote com esses dados.

 

Evite os clássicos

Em disputas muito acirradas, envolvendo duas equipes grandes e rivais históricas, não é recomendado levar crianças. Isso porque, infelizmente, a rivalidade esportiva se estende muitas vezes aos torcedores, e acabam acontecendo brigas e confusões. Embora o policiamento costume ser reforçado nos estádios (especialmente nessas partidas), nem sempre é suficiente para evitar esses acontecimentos. Além disso, a agitação costuma ser ainda maior nessas grandes disputas, o que pode assustar os pequenos.

Uma boa saída pode ser levar o filhote para assistir a uma partida amistosa da seleção brasileira. Em dias como esse os estádios ficam cheios de crianças, e o clima, em geral, é muito tranquilo.

 

Se a criança não gostar, vá embora

Na primeira vez em que se leva uma criança ao estádio, é preciso lembrar que ela pode gostar muito da experiência – mas também não gostar tanto assim. Mesmo que o pequeno costume vibrar pelo time assistindo a jogos pela televisão, estar em um estádio é bem diferente (e pode não agradar). Pode ser que ele se assuste logo no começo, com a animação e os gritos da torcida quando o time entra em campo – e abra o maior berreiro! Tente acalmá-lo, mas se o medo, a impaciência ou o desinteresse persistirem, não hesite em voltar pra casa, mesmo que antes do fim do jogo (o que pode ser até melhor, para evitar tumultos na saída).

 

Anime-se com a vitória ou com a derrota

Se seu time ganhar, não há dúvidas de que muita comemoração vai acontecer. Porém, se a partida terminou com uma derrota, não demonstre raiva ou tristeza. Essa é uma boa oportunidade para ensinar ao filhote que nem sempre vencemos, e que perder um jogo, ou o que quer que seja, não é sinal de fraqueza (o espírito esportivo consiste em saber perder também!). Também não incentive que seu filho deboche do time adversário (o que, se aprendido, pode ser repetido em situações com outras pessoas na escola ou na família). E para isso, nada melhor do que dar um bom exemplo!




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Comentários (1)

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  1. Fernando disse:

    Ótimas dicas. Minha maior preocupação é com a violência, em como proteger meu filho dos torcedores que na verdade não vão ao estádio para torcer.

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