Quando a mãe morre de ciúme do bebê

Por 35 Comentários


A maternidade é mesmo um grande tufão que passa por nossas vidas: se antes de ser mãe você tinha uma série de certezas, um filho vem para te mostrar sentimentos, conflitos que você sequer imaginava existirem. Eu, por exemplo, me achava uma pessoa calma, centrada – e não é que eu tenha deixado de ser depois do nascimento de Catarina: só percebi que, em determinados momentos, a força da leoa poderia tomar conta de mim. E, cá entre nós, essa sensação, que faz o coração quase sair pela boca, que te faz sair correndo atrás da cria para protegê-la, pode ser muito positiva – afinal, é o próprio instinto de preservação do filho se manifestando. Mas eu também descobri que ela precisa de controle: do contrário, você pode se descobrir muito mais possessiva do que desejaria ser (e vai por mim: isso não é bom para ninguém – nem para seu filho, nem para você, nem para o resto da família).

Imagem: 123RF

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Eu não sei se você experimentou esse sentimento, mas ele era muito nítido para mim: o de que eu precisava estar no controle, atenta, alerta. E sempre que penso sobre isso, me lembro de uma cena que aconteceu na maternidade, quando pessoas muito próximas (mãe, sogra, marido) me diziam: “descansa, dorme, que eu tomo conta do bebê”. E eu dormia? Apesar da exaustão de passar a noite inteira em trabalho de parto, sentindo contrações fortíssimas, eu praticamente não pregava o olho! E quando fechava, colocava a pequena ao lado da minha cama, e dormia com o braço sobre ela (literalmente colocando-a sob minha asas). Loucura? Quem é mãe talvez entenda…

O tempo foi passando, e é claro que aos poucos (bem aos pouquinhos mesmo!) eu fui relaxando. Mas não vou negar, não: eu sentia um ciúmes absurdo da pequena nos primeiros meses (anos?) de vida. Quando meu marido conseguia fazer com que ela parasse de chorar no meio de uma crise de cólica, eu ficava entre a alegria imensa de vê-la se acalmar e adormecer e a tristeza por pensar que ela poderia não gostar do meu colo (hoje, vendo aqueles dias com um bom distanciamento, parece até algo ridículo! Mas para uma mãe de primeira viagem, com as inseguranças e a queda hormonal típica do pós-parto, não era!).

Se Catarina chorasse no quarto ao lado, eu não admitia que qualquer pessoa chegasse para atendê-la antes de mim (“afinal, quem era a mãe ali?”). Se eu saísse de casa e a pequena reclamasse (e ela sempre chorava com esse distanciamento), eu ficava com o coração partido, e ao mesmo tempo me sentia importante, porque ela sentia minha falta! Demorou um bom tempo para que eu entendesse que eu podia ser uma boa mãe se deixasse minha filha sob os cuidados de outras pessoas. E que isso faria muito bem a todos – a ela, que teria a chance de estabelecer vínculos com o resto da família (porque é claro que a convivência com a mãe não basta, por melhor que ela seja!), aos avós, tios, amigos que desejavam estar mais próximos, e a mim, que teria um tempinho para respirar (porque vamos dizer a verdade: quando você tenta fazer tudo sozinha, sem ajuda, há momentos em que você acha que não vai aguentar).

Se você sente o mesmo pelo seu filho, queria que você soubesse que eu te entendo, e que você não é a primeira nem a última mãe a passar por isso. E que com o tempo ganhamos segurança como mães, para deixar que os filhotes voem, sabendo que o vínculo que estabelecemos com eles fará com que eles tenham vontade de voltar.




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Comentários (35)

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  1. Verônica disse:

    Perfeito seu texto! Durante a gravidez fui muito segura, certa que dividiria todas as tarefas e cuidados com o pai e a avó, mas pega de surpresa com um bebê prematura, o instinto protetor se sobrepos a toda razão e me vi envolvida nesse sentimento que relatou, ninguém saberia cuidar melhor que eu, ainda mais que o meu marido se sentiu muito inseguro quando a levamos pra casa, muito pequena e ao nosso olhar tão frágil, ele tinha até medo de segurá-la de tão magrinha que era! Ai a mãe aqui tomou a frente de tudo e quase enlouqueceu, mas recobrei a sanidade antes do surto, e talvez tarde demais, ela estava super apegada a mim! Hoje ela tem dois anos, saudável, espoleta e linda, todos sobrevivemos!

  2. Paula Garcia disse:

    Esse post é literalmente pra mim. Tenho muito ciúme da minha filha – só não tenho ciúme do pai e das professoras da creche não sei porquê. Quando ela estava com 1 mês e 20 dias de vida tive que ser internada operei da vesícula e um mês depois do cirurgia sofri um acidente de carro e fiquei dois meses sem poder pegar minha filha no colo, sem poder dar banho, sem poder trocar ela, e ela ficou sob os cuidados da avó paterna e das três tias, e são delas que eu sinto mais ciúme enquanto isso deveria ser ao contrário, já que elas me ajudaram tanto. Quando vou pra casa da minha sogra se ela está no colo de alguém e começa a chorar eu não vou ver o que está acontecendo e elas também não vem me dar a menina ou perguntar o que ela elas tentam acalmar ela e isso me deixa muito nervosa, poxa eu sou a mãe e não elas…

  3. gislaine disse:

    Olá Nívea!
    Como mãe de primeira viagem senti na pele tudo que você descreveu… Ao sair da maternidade assumi a identidade de super mãe, aquela que nunca dorme, come sempre frio e o banho é rápido, sempre corre primeiro quando o bebê chora… se angustia porque não consegue acalmar o bebê com cólicas… Eu chorava junto… de angústia, de cansaço, de tristeza do pós parto… Minha mãe se mudou por 1 mês para minha casa e chorei quando ela disse que iria ir embora…rsrsrsrs…
    Eu assumi a mãe tipo pitbull, com olhar atento e prestes a pegar qualquer um que pegasse meu filhote e confesso que tomei ele do colo de uma visita sem noção que disse que não iria me entregar meu bebê porque ele dormia quietinho no colo dela… Nessa eu quase avancei… tomei ele do colo e corri pro quarto, chorei e deste dia em diante nunca mais fui a mesma…. fiquei com pânico… detestava ir no hospital e as pessoas pedirem para ver o meu filho… tinha medo… Acho que somos metade instinto mesmo… também ele tinha 7 dias… meus hormônios estavam a flor da pele… e eu digo: Nunca diga para uma recém mãe que não vai entregar o bebê dela… pode ser catastrófico…rsrsrsrs… dessa mulher até hoje tenho horror… meu filho faz 4 anos amanhã e nesses anos ela nunca mais tocou nele… já até viu, mas eu evito o máximo de encontra-la.
    Estou com 34 semanas, esperando a Ana Clara… te confesso que o ciúme está batendo a porta… coração apertado por já saber que os primeiros dias não são fáceis… amamentar dói, o corpo todo inchado, as visitas queridas e as indiscretas, casa cheia e um pequeno de 4 anos que vai precisar de todo colo, atenção, carinho… agora a super mãe terá que ser duas…rsrsrsrs.. Deus me ajude!
    Bom saber que existem mais leoas por aí, não estamos sozinhas com certeza! Afinal quem ama proteje né…rsrsrsrs…
    Grande abraço!

  4. Nívea Salgado disse:

    Oi, meninas,

    Agora sou eu quem adorou os comentários, por saber que não sou a única mãe ciumenta 🙂

    Grande beijo!

  5. Dialla disse:

    Eu precisava ler isso hoje, estou em um dia daqueles extremamente cansada! E sou muiiiiito ciumenta principalmente ciúmes da minha filha. Ela tem 10 meses e até hoje não consegui deixar ela por 10 min e sair… Faço tudo com ela até levo ela pro trabalho pois tenho uma loja. Mas não sei até quando vou aguentar essa rotina. To pirando e não suporto a ideia de ficar longe dela :/

    • erika disse:

      Oi gente voltei a trabalhar e nao consigo me manter o foco faz so dois dias estou desesperada de pensar no bebe tao pequeno na escola se alguém esta passando por isso me ajudem

  6. Renata disse:

    Acho que todas as mães sentem ciúmes, eu sinto até hoje e minha filha está com 2anos e 9 meses! Agora ela está em uma fase que quer fazer tudo com o pai, trocar, secar o cabelo, dormir……fico sentindo que não sirvo pra nada……rs
    Mas ela é muito carinhosa com os dois e quando percebe que fiquei com ciúmes vem e me dá um abraço muito apertado e um beijo muito gostoso!!!
    Temos que aprender a balancear e não transparecer o ciúmes para não chatear o marido e os familiares!

  7. Grazi disse:

    Olá Nívea!
    Me senti aliviada em ler esse post.
    Minha filha tem 11 meses e sou extremamente ciumenta e vi que não sou a única.
    Agora tenho tentado me controlar.

    Bjos e obrigada por nos ajudar tanto com suas postagens!

  8. Juliana disse:

    Olá eu estou exatamente assim minha filha tem 5 meses e faço tudo com ela, tenho ciúmes até do meu esposo .Estou tentando mudar para o meu bem e o bem dela

  9. Luciely disse:

    Eu sei q vou ser mto ciumenta cm o meu Miguel,ele nem nasceu e eu já fico imaginando todo pessoal da minha familia querendo pegar ele e eu ficando cm ciumes kkk.

  10. Fake disse:

    Aqui vai um desabafo de uma amiga de mãe,
    Tenho uma amiga, acompanhei DIARIAMENTE a gravidez dela, sim todos os dias ela me contava e compartilhada seus anseios e tudo comigo, dava a maior força. Temos também uma outra amiga e marido dela somos muito próximos.
    Ela ganhou seu bebê a um mês e virou outra pessoa (infelizmente). Egoísta, reclamona, estranhamente critica a tudo! E simplesmente se enfiou (ela e a bebe) numa cúpula e se fechou a tudo. Eu penso que se não quer que ninguém pegue não use as pessoas pra serem seu saco de desabafo durante a gravidez pra depois fazer isso…
    Entendo que é uma fase nova, entendo que tem um extinto entendo tudo isso. Mas quem estava lá durante a gestação e o restante da vida dela toda? Nós.
    Quem esta próxima a sua gravidez se sente próxima e aprende a amar (seu) bebe muito. E é PESSIMO quando a pessoa simplesmente faz isso que ela fez.
    Fomos os primeiros a visita-la (nem a família foi) conversamos com o marido dela, levamos tudo que ela disse sempre sonhar , eu comprei pessoalmente um colar com uma bebezinha (que ate hoje nem sei se chegou nas mãos dela) porque ela ficou aquém de tudo sabe?
    Ia ter um evento de uma das nossas amigas e ela disse que não queria ir porque estava cansada (e dou toda razão a ela) me ofereci pra ficar lá exatamente duas horas com a bebe dela pra ela se arrumar , nossa foi TERRIVEL , a menina ficou igual um anjo no meu colo, não chorou , e ela fica com o olho em cima como seu eu estivesse passando um vírus mortal pra filha dela so de encostar … enfim, ouvi reclamações e desabafos sobre parentes sobre tudo! Todas reclamações possíveis, e no final “ah amiga não se importe não porque estou falando dos outros” .
    CLARO que eu me importo! E sinceramente com muito pesar que estou me afastando dela, porque sei que ela não é mais a mesma, parece que agora não precisa mais de alguém porque já tem. E age exatamente igual este post explica, fala que torce pra filha dela chorar, que não sai de casa pra ninuguem ficar pegando a filha dela, que detesta que os parentes apareçam lá…

    Sei que ficou um livro e por isso ninguém vai ler isso aqui, mas se vc leu, pense bem nisso tudo. Depois que seu filho crescer , você ainda vai precisar de amigos por perto !

    • Fernanda disse:

      Querida eu li seu comentário e me vi na pele da sua amiga. Eu me transformei e juro que não queria passar por isso, saiba que ela é a que mais sofre. Eu dividi a gravidez e não consigo dividir a cria, eu senti vontade de correr para as montanhas, eu quase acabei com meu casamento. É um instinto muito animal, só hoje me dou conta e apesar de amar loucamente minha filha não desejo ser mãe novamente pelo turbilhão de sentimentos vividos.

  11. Maíra Grings Duarte disse:

    Nossa fantastico esse texto, é bem assim que me senti e me sinto a respeito da minha filha. Ela tem 1 ano e 10 meses e parece que esse sentimento nunca vai passar. As vezes sinto que preciso de um tempo para mim, mas ficar mais tempo longe dela(alêm fo que já fico para trabalhar) é horrivel.

  12. Wilma Gomes disse:

    Eu sou mãe de segunda viagem e nos seis primeiros meses foi exatamente assim com os dois. E procuro não deixar minha filha de 1 ano e 8 meses com as tias rsrsr não confio, só confio na minha melhor amiga.

  13. Ver disse:

    Morro de ciumes da minha bb de 2 meses, so n tenho ciumes da minha mae e do meu esposo…. Agra o resto ???? minha sogra entao, n gosto nem q olhe p ela, e qnd ela esta com minha filha no colo saio de perto pq se n eu tomo ela!

  14. Alice disse:

    Nossa Nivea, maravilhoso o post. Eu sou mãe de primeira viagem, meu anjo tem 3 meses, e eu sinto esse ciumes. E esse ciumes é muito ruim, eu sofro com isso. Pois não gosto que ninguém pegue no colo. Na hora de acalmar então, só eu sei acalmar. Que bom que vc nos entende. Pois muitas pessoas não entendem esse nosso sentimento. Quando estão na barriga são só nossos, aí nasce e temos que aprender a dividir com as pessoas. Obrigada pelo post. Bju

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Alice,

      Acho que só mesmo uma mãe que já passou por isso por entender esse sentimento, tão contraditório e forte, não é mesmo?

      Grande beijo!

  15. Suzana disse:

    Me desculpa, mas eu não acho isso nem um pouco saudável. Eu sempre senti prazer em ver minha filha sendo curtida pelas pessoas que a amam. Nunca fui pilhada a esse ponto. A impressão que eu tenho é que as mulheres estão em uma coisa de uma querer ser mais mãe que a outra. A que teve parto normal sem anestesia, a que amamentou até tal tempo, a que não precisou de ninguém após o bebê nascer. Eu sempre tive minha mãe, irmã, sogra perto de mim e não houveram centenas de pré requisitos para estar perto dela. Isso nem faz muito tempo e já vejo tanta mudança que eu sinceramente acho que estou em outro mundo.

  16. Suzana disse:

    Exatamente, também sou mãe e nunca passei por isso. Eu penso que criança chega para unir pessoas e trazer felicidade, mas algumas mulheres precisam de um tratamento porque transformam um momento tão singular em um verdadeiro inferno. Mulheres, não aceitem esse tipo de sentimento. Todo sentimento que eu tive e tenho e que sei que é reprovável eu peço a Deus para tirar de mim.

  17. Daniela disse:

    Somos Mães Leoas, Mãe de verdade, mesmo que alguns profissionais nos rotulem, nos julguem e até mesmo nos pressionem a abandonar nosso instintos naturais para abraçarmos sem questionar o mundo e sua modernidade, se o mundo em que vivemos está perfeito não tem doenças, vicios, crimes, depressões, divorcios, enlatados, cancer… realmante o mundo moderno se acha superior aos instintos naturais de preservação de uma mãe que está ai a mais de 20 mil anos, deixar alguém segurar tocar seu bebe vai contra a nossa natureza, ela diz que isso é errado, que não é natural, a quimica e a biologia do corpo de um bebe segue um padrão.
    As pessoas estão doentes, percebe que aquelas mulheres que ainda não tiveram filhos ou as que tiveram e isolaram os seus filhos em creches e escolas vivem um mundo de carencia, um utero que nao para de pulsar querendo um bebe querendo um afeto, essas pessoas se tornam crueis e doentes, que brincadeira de mau gosto: nao vou devolver seu filho, vamos fugir ? eu vou levar ele para mim hahahahah, só para pertubar a mae, que legal hein, pessoas brincam com o que nao tem coragem de dizer.

  18. Luiza disse:

    Muito sinto assim. Quero estar sempre com meu filho, tenho receio dele gostar menos de mim se me afastar.
    Só não tenho ciúmes de meu marido, mãe, pai e avó.

  19. DEBORA VITERBO disse:

    Para mim rs!!!! Estou fazendo uma coleção de assuntos a serem abordados no meu Canal que fala sobre maternidade. E vou falar a respeito desse assunto!!! Fiquei com receio de me expôr e tal.. mas vejo que não estou sozinha e que é normal!!!
    Obrigada bjsssssssss

  20. Franciele disse:

    Bom pelo que vejo não sou a única.
    Minha filha tem 3 anos e 4 meses. E desde seu nascimento morro de ciúmes dela com a avó paterna.
    Eu e minha sogra temos várias divergências. Quando engravidei morávamos juntas, e ela me fez sofrer muito, passei a gravidez imaginando que minha filha não teria como tato com ela, mesmo morando na mesma casa, eu ficava trancada no quarto, sufocava muito minha filha, por não suportar ela, me arrependo, pq foi pior, minha filha quando fez nove meses agarrou nela de uma tal forma, q preferia ela. Eu chorava todos os dias. Quando ela fez 1/anos e 6 meses ela separou de casa conosco. Minha filha continuou gostando muito dela, e eu sempre morrendo de ciúmes, porém agora ela mudou de novo, grudou nela, está naquela fase que se apega nas pessoas e diz q vai morar com elas, me disse q ia morar com ela, morri de chorar, mesmo sabendo que ela diz com outras pessoas tbm, mas com mibha sogra me machuca. Com as outras pessoas acho lindo o amor dela…mas com minha sogra tenho ódio. Mas vou procurar psicólogo, porque esse ódio esta acabando comigo.

  21. Séfora Apolinário disse:

    Só uma frase sobre o pós-parto: Eu cheguei a lamber o bebê. Ninguém podia chegar perto, tipo leoa….

  22. Katia disse:

    Genteee vi que não sou a única.
    Tenho ciúmes apenas da minha sogra,pois ela demonstra um afeto exagerado pra minha filha,chegou até falar “vem com a mamãe “!!! Que ódio.Meu marido e eu reclamamos pois eu era a mãe, e o pior é que ela mora no fundo da minha casa e ela que vai cuidar da bebê quando eu voltar e tenho medo de ela gostar mais dela do que de mim,vivo uma batalha emocional dentro de mim fico tão nervosa que nem consegui amamentar.

  23. Leslie Lopes disse:

    Boa tarde meninas,é tão bom saber que não sou a única minha bebê está com 6 meses o ciumes passou muito pouco. Tenho pavor de quando pegam minha filha e sai com ela de perto de mim não gosto. Acho que todos deviria saber que somos mães leoas galinhas que cuida e protege, já cheguei a ouvir que estava com depressão, nunca vi depressão por querer cuidar amar um filho. Eu tive filho pra mim cuidar já estou com 30 anos. Eu sei que isso não é bom, mais tenho fé que aos pouco vai passar. Esses post me ajudou muito.

  24. Flavia disse:

    Como é bom saber que não sou a única! O único que escapa de verdade do ciúmes é meu marido! Agora fico pensando, se é tão comum assim porque é tão difícil das pessoas entenderem??

  25. Franci Brum disse:

    oi meninas …
    me sinto aliviada em saber que não estou sendo a única, confesso que odeioooo que outras pessoas pegam minha menina no colo, ela está com um mês, estou super estressada com tudo, familiares, ela está dormindo dai ficam tentando acordar pra ver os olhinhos!!! tem uma tia que tooda vez desenrola ela das cobertinhas(aqui ta frio) pra ver o corpinho. isso me deixa looouca.
    e o pior que eu pedi pra não acordar ela esses dias, pois arrecem tinha dormido, e a tia disse: quem tú é pra me fala isso? meeeu Deus eu me mordi de raiva… falei brava, sou a mãe! e já convidei meu marido pra vir pra casa.
    odeio que certas pessoas pegue e não devolve mais, e quando digo que vou pegar me dizem que não vão dar… se reclamo pro meu marido ele fica xatiado, pois é a maioria parentes dele.
    por mim ela fica só no meu colo. e os palpites que dão, então, meeee, me deixaram quase louca quando voltei pra casa depois dela nascer, visitas visitas visitas,cada um diz que tem que fazer isso, aquilo… ou, será que ela ta bem? esse gemido não é problema disso, ou daquilo… aaaaaaaahhh to tentando o maximo ser normal e educada. mesmo assim deixo minha sogra pegar mas odeio que ela teima comigo, eu digo: quando ela chorar me devolve. e ela: não! eu vou cuidar, não dou! bem assim, não sei se não se dão conta, mas isso ta me deixando louca. (acho que dá pra notar né?) minha opinião é que agora eu sou a mãe, minha vez de aprender com erros e acertos, …

    ufa desabafei…

  26. Heloisa b. disse:

    Olá, foi muito bom encontrar seu texto e seu depoimento. Minha bebe tem 1 mês e desde a gravidez não deixo quase ninguém se aproximar de mim, tanto que no pos- parto só ficou eu e meu marido e as avós vieram poucas vezes pois nós dois(pai e mãe) escolhemos assim. Só que agora minha filha já interage mais, mas sou muito controladora, quero dizer, não aceito que ninguém nem mesmo meu marido me diga o que fazer com ela. Não aceito mãe nem sogra dando teco(e deixei avisado durante a gestação). Agora percebo que não gosto que ninguém toque nela, é claro que tenho consciência de que uns realmente por falta de bom senso não deveriam nem chegar perto, mas outros são cuidadosos e amam a minha filha, mas eu não sei aceitar ninguém cuidando dela. Espero melhorar com o passar dos meses, não quero criar conflitos com os familiares que amam a bebe. Obrigada pelo espaço!

  27. Pdla disse:

    Minha filha tem 6 meses e morro de ciúmes dela principalmente com a família de meu marido. Temos até brigado por causa disso, estou perdida mas não consigo aceitar o fato de ela ter que conviver com a família dele. O que fazer? Me ajudem!

  28. Lucila disse:

    Meu bebe tem 2 meses e sou muito ciumenta e me acho com razão kkkk

    Meus pais eram distantes e minha sogra nem gostava de mim, mas desde que engravidei do nada todo mundo começou a me rodear e querer me agradar aff, acho muito interesse.

    Eu ainda moro em outra cidade ai eles vem visita e acham q tem o direito de ficar com meu bebe no colo o tempo inteiro.

    Evito encontrar os amigos tb pq todo mundo quer pegar, e pegam e não devolvem mais.

    So nao tenho ciúmes do meu marido e de um grupo de amigas que estiveram comigo durante toda a gravidez e realmente se importam comigo e não estão interessadas somente no meu filho.

    E o pior muitas vezes meu filho nem quer ficar no colo deles, chora e a pessoa nao me devolve.

    Sei que com o tempo vou me desapegar, mas por enquanto ele é muito novinho, o que posso dizer pras pessoas qdo eu não quiser que pegue?

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