Crianças que passam mais tempo em atividades ao ar livre têm menos miopia

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Vocês nunca me viram de óculos nas fotos do blog, mas a verdade é que eu fui uma criança completamente míope. Cheguei a ter 6 graus de miopia em cada um dos olhos, e só me livrei deles depois de uma cirurgia, já na idade adulta. Como meu pai também tem o problema, assim como minhas irmãs, sei que existe uma propensão genética para que Catarina desenvolva essa doença ocular, na qual a pessoa têm dificuldade para enxergar objetos que estão ao longe. E por isso estou atenta para detectar as primeiras manifestações (já a levei ao oftalmologista, e felizmente, por enquanto, está tudo certinho).

Imagem: 123RF

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E como o assunto muito me interessa, gostei muito de um artigo científico que foi publicado recentemente no JAMA (The Journal of American Medical Association), um dos mais respeitados periódicos do mundo. Nele, pesquisadores da Universidade Sun Yat-sen, na China, concluíram que crianças que passam mais tempo em atividades ao ar livre têm menor risco de desenvolver miopia. Bacana, não é?

No estudo, foram avaliadas quase 2.000 crianças chinesas, com idade média de aproximadamente 6 anos e meio. Elas foram divididas em dois grupos: um que seguiu sua rotina normal, e o segundo, no qual os pequenos passaram a ter um período de 40 minutos de aula fora das salas (todos os dias, durante três anos), e cujos pais foram encorajados a levar seus filhos para atividades externas depois das horas de escola, e também aos fins de semana.

Enquanto no grupo controle (aquele onde nenhuma alteração do dia-a-dia dos pequenos aconteceu) a incidência de miopia foi de 39,5%, no segundo grupo um número menor de crianças desenvolveu o problema: 30,4%. É claro que mais pesquisas sobre o assunto precisam ser feitas, mas outros estudos também demonstraram que existe uma relação entre o tempo que as crianças ficam ao ar livre (possivelmente “treinando” o olho para observar objetos à longa distância, e não apenas próximos – o que é frequente com o uso de tabletes, celulares) e uma menor chance de ocorrência da doença.

Segundo os pesquisadores desse estudo, crianças que desenvolvem miopia cedo tendem a ter um maior grau e gravidade da doença. Portanto, métodos para prevenir que ela surja cedo na vida dos pequenos têm ainda mais importância.

Como por aqui eu já incentivo Catarina a se divertir fora de casa, no parquinho, entre as árvores do condomínio, intensificarei essa medida. Certamente mal não faz, muito pelo contrário – só leva a uma maior integração com a natureza e com outras crianças (e se também fizer bem para os olhos, melhor ainda!).




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