Hotel fora ou dentro da Disney? O que é melhor?

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Como vocês sabem, em maio desse ano eu levei Catarina à Disney pela primeira vez. E desde então, muitas leitoras que pretendem fazer essa mesma viagem em breve me perguntam se é melhor se hospedar em um hotel da Disney ou fora do complexo. Como a resposta envolve muitas questões, achei que seria bacana escrever esse post, contando minha experiência pessoal como mãe de criança pequena. Porque você vai encontrar em muitos outros sites e blogs essa resposta, mas talvez com um outro olhar, de quem não levou os próprios filhos. E isso faz toda a diferença!

Em primeiro lugar, acho importante listar as desvantagens de se hospedar em um hotel da Disney (sobre algumas, ninguém fala):

Nos hotéis da Disney você a decoração é sempre com os personagens (Imagem: Arquivo Pessoal)

Nos hotéis da Disney você a decoração é sempre com os personagens (Imagem: Arquivo Pessoal)

– Os hotéis são grandes, e você pode se cansar lá dentro. Eu já fui outras vezes para Orlando, e fiquei em hotéis da região da International Drive (ponto onde a maioria dos brasileiros que não está em um hotel da Disney fica). Em geral eles são menores do que os do complexo, e fica mais fácil transitar lá dentro. Isso significa que você estaciona seu carro mais perto do quarto, não precisa andar muito dentro do próprio hotel e têm um café da manhã mais tranquilo (com menos gente, em um salão menor, sem grandes tumultos. Porque se você pretende se hospedar em um dos hotéis da Disney da categoria econômica, espere fazer suas refeições em uma espécie de “praça de alimentação de shopping”, com muita gente e até algumas filas para pegar a comida, nos horários mais concorridos).

– Não há microondas ou estrutura de cozinha na maioria dos quartos. Muitas mães que conheço preferem fazer a comidinha dos filhotes em viagens (e, considerando que a comida nos EUA não é das mais saudáveis, esse ponto pode se tornar muito importante), e para tanto escolhem quartos que tenham microondas, fogão, etc. Nos hotéis da Disney provavelmente você não terá isso (essa estrutura só está disponível em hotéis mais caros dentro do complexo), mas poderá usar o microondas do centro de refeições (claro que não é a mesma facilidade de ter tudo à mão, no próprio quarto). Atualmente todos os quartos da Disney contam com frigobar, coisa que não acontecia até pouco tempo atrás; ou seja, pelo menos você pode comprar alguns alimentos no supermercado e mantê-los com você (há pacotes com frutas picadas, cenouras baby, uvas sem semente, saladas já lavadas que quebram o maior galho – e são muito gostosos!). Outra ideia super bacana, dada por uma amiga que viaja muito com a filha e é expert no assunto, é comprar um fogão elétrico portátil para viagens – assim você elimina uma das desvantagens de ficar em um hotel do complexo, podendo cozinhar até um arroz!

– Você paga mais caro. Sim, os pacotes com hospedagem na Disney costumam ser mais caros do que aqueles com hotéis convencionais. Se o orçamento é parte fundamental de seu processo de escolha, provavelmente fará mais sentido ficar fora do complexo, em um hotel mais barato. Mas coloque tudo na ponta do lápis, para ter certeza de fazer a conta certa: ficando na Disney é possível que você elimine o aluguel do carro e pegue uma super promoção com refeições grátis (disponíveis em certas épocas do ano), como falaremos a seguir.

E as vantagens? Também são várias, e, por conta delas, eu voltaria novamente para um hotel do complexo:

– Existe transporte gratuito para o aeroporto e para os parques da Disney. Assim, se você pretende visitar apenas os parques da Disney (ou quase isso), é possível até descartar a necessidade de aluguel de carro na cidade (embora eu recomende que você alugue um, principalmente se estiver com crianças pequenas. Facilita suas idas ao supermercado, a uma farmácia, mesmo existindo a possibilidade de delivery no hotel). Mas o mais bacana mesmo é poder contar com um ônibus, o Disney Express, que te deixa na porta do Magic Kingdom, o principal parque da cidade para quem está com pequeninos de pouca idade. Para quem está fora do complexo, ou está dentro mas prefere ir a esse parque de carro (o que não vale a pena, a não ser em situações muito específicas), é necessário parar em um centro de estacionamento e pegar um trem (o monorail) ou barco (que é muito divertido, aliás, e dá um visual incrível da chegada ao Reino Mágico – vale a pena fazer o passeio com os pequenos, pelo menos uma vez). Ou seja, se você não vai com o ônibus, demora um pouco mais para chegar e ir embora, e pode pegar filas bem razoáveis em horários de pico. Ah, um detalhe: para os outros parques da Disney a ida de carro é menos crítica, porque os estacionamentos são próximos aos portões de entrada.

– É possível marcar o Fastpass com maior antecedência. Para quem não está hospedado no complexo, a marcação dos passes preferenciais para as atrações mais disputadas é liberada 30 dias antes daquela data, enquanto para quem está em um hotel da Disney, isso pode ser feito com 60 dias de antecedência. Mas você me pergunta: e faz diferença? Depende da atração que você deseja marcar! Eu, por exemplo, fiquei em um hotel da Disney, entrei no sistema exatamente na hora em que ele foi liberado, e só consegui marcar o Fastpass para ver as irmãs Elsa e Anna de Frozen para os últimos dias da minha estadia (tentei reservar para o dia em que Catarina passaria pela Boutique Bibbidi Bobbidi, onde as meninas se transformam em princesas, e não consegui). Minhas amigas que ficaram fora do complexo, e tentaram marcar o passe apenas trinta dias antes, não conseguiram um horário (e enfrentaram uma fila de pelo menos 1 hora e meia para ver essas princesas). Por outro lado, para quase todas as outras atrações, você consegue marcar o Fastpass do que deseja ficando fora da Disney.

– Você não precisa carregar as compras feitas nos parques da Disney. Dizer que você vai ao Magic Kingdom, Epcot, Animal Kingdom ou Hollywood Studios e não fará uma comprinha sequer é praticamente impossível. Sempre tem um souvenir que você quer levar de lembrança, um presente que você prometeu para uma amiga, sobrinho, etc. Se você está hospedado no complexo, ao invés de carregar essas compras com você, há a possibilidade de pedir para que elas sejam entregues diretamente no seu hotel. Eu usei a facilidade e adorei!

– A Magic Band é de graça. Quando você está em um hotel da Disney, recebe no check-in uma pulseira, que é dada para cada hóspede (dá até para personalizá-la com seu nome e a cor de sua preferência antes de chegar lá). Eu simplesmente me apaixonei por ela, porque tem mil e um usos: é a porta do seu quarto, a entrada para os parques e para as filas de Fastpass, funciona como meio de pagamento no próprio hotel (para fazer refeições, por exemplo) e nos parques (para comida e compras), desde que você associe a ela um cartão de crédito, e serve como meio de localização (como você sempre passa a pulseira em vários locais do parque, seu itinerário fica registrado – assim é muito mais fácil, por exemplo, encontrar seu filho, se ele se perder). A Magic Band pode ser comprada também por quem não está hospedado na Disney (e eu recomendo para quem fica fora do complexo, porque ela é muito prática!), mas apenas para quem está dentro ela é gratuita.

Catarina usando sua Magic Band para entrar em um dos parques

Catarina usando sua Magic Band para entrar em um dos parques (Imagem: Arquivo Pessoal)

– Dá para aproveitar as Extra Magical Hours. Dependendo do dia, a Disney oferece aos hóspedes do complexo algumas horas exclusivas, antes ou depois do horário normal de abertura do parque. Nesse período é possível aproveitar os parques mais vazios, com menos filas, o que é uma grande vantagem na média e alta temporada. Particularmente, eu não aproveitei esse benefício com Catarina, pois optamos por um esquema leve, chegando tarde e saindo cedo dos parques, para que a pequena não se cansasse muito. Mas se sua família tem pique para acordar cedo, ou voltar tarde para o hotel, pode ser muito bacana.

– É possível usufruir do Plano de Refeições da Disney. Quando viajamos com Catarina, conseguimos pegar esse plano, que pode ser o máximo, ou uma perda de dinheiro (tudo depende de como você encará-lo). Ele funciona assim: cada hóspede que o contrata tem direito a duas refeições completas e um “snack” por dia, para consumir no hotel ou nos parques da Disney (você escolhe entre café da manhã, almoço e jantar para as refeições, e mais um lanche, que pode ser um pão, uma fruta, um cereal, existem várias opções. Aliás, tem uma sopa super legal para crianças, de frango com macarrão – que a Catarina sempre comia no jantar – e que era considerada snack). A desvantagem do plano é que você fica meio “amarrada”, priorizando sempre a comida do complexo, e deixa de visitar vários restaurantes interessantes. Por outro lado, o plano simplifica a sua vida – você chega cansada dos parques e já está tudo resolvido: sabe que vai comer no hotel e pronto. Há períodos do ano em que o Plano é oferecido de graça, e aí não tem o que pensar – pegue mesmo! Mas fica a dica: nem todas as agências de viagem do país conseguem fechá-lo, então o melhor é procurar as ofertas diretamente no site da Disney ou com as operadoras autorizadas pela companhia.

– Tem coisas que só a Disney faz para você. Antes de ir, eu li em diversos blogs que, ao se hospedar na Disney, você vive o clima de magia como em nenhum outro hotel. Vou ser muito sincera com vocês: eu demorei para perceber isso, mas quando notei, dei toda a razão a eles! Nos hotéis mais simples do complexo, não espere uma decoração maravilhosa no quarto (em geral as pessoas até reclamam do tamanho dos quartos, embora no meu caso eu não tenha queixas – acomodou muito bem minha família), apenas shampoos e sabonetes do Mickey – o que, para mim, não era o suficiente para ser considerado como um benefício. Há figuras de personagens espalhados pelo hotel? Sim, mas eu também não achei um grande diferencial. O que eu gostei mesmo foram as atividades que eles programam: no Pop Century, onde ficamos, havia o “Cinema sob as estrelas”, um filme no gramado em que todas as famílias se reuniam para curtir um momento gostoso (e era mesmo!). A cada dia, um novo filme era passado (todos da Disney, obviamente!). Ter uma boa piscina também faz diferença para quem está com crianças: era onde Catarina ficava com meus pais, quando eu e meu marido saíamos para fazer compras (e não é todo hotel de Orlando que conta com piscinas tão bacanas).

Meu quarto no Disney Pop Century

Meu quarto no Disney Pop Century (Imagem: Arquivo Pessoal)

Enfim, há prós e contras de se ficar hospedado em um hotel da Disney, e essa é uma decisão muito particular. Eu fiquei, adorei e voltaria novamente! Com esse post, espero ter dado um panorama geral para que você possa fazer a melhor escolha para sua família também!

* Agradecimentos à RCA Turismo, que cuidou dos detalhes da nossa viagem para que tudo saísse perfeito, e ao Ingressos RCA, que nos presenteou com um lindo copo dos Minions.

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Comentários (1)

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  1. Vivianne disse:

    Ola Nívea,
    Parabéns pelo blog!
    Já fiquei no complexo e uma forma bem legal de aproveitar os dias das magic hours foi ir bem cedinho pro parque, aproveita até umas 11am, voltava pro hotel, almoçava e descansava até umas 2-3pm e então retornava pro parque e curtia até o final do dia. O bom dessa rotina é fugir do sol que desgasta mais e do horário de maior movimento nos parques. Mesmo sem crianças, aguentar um dia inteiro de parque e ainda ficar pro show de fogos é uma tarefa bem difícil!
    Abraços

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