Como o pai pode ajudar a mãe no pós-parto (ou como ser um paizão desde o início)

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A chegada de um filho é um momento mágico para uma mulher, mas é também uma fase delicada, de adaptação a uma nova vida. A impressão que você tem é a de que seu tempo não lhe pertence mais: são mamadas, trocas de fraldas, noites insones que se sucedem, em um ritmo alucinante. Dá vontade de chorar de cansaço, de angústia por não entender o que o choro do bebê significa, de solidão (porque se antes você vivia fora de casa, passará semanas sem mal olhar para a rua). E no meio de tudo isso está o pai: que antes era apenas marido, companheiro, e que passa a exercer um novo papel naquela família.

Imagem: 123RF

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Eu não tenho dúvidas de que a participação do pai nesse período é fundamental, e um dos pontos mais importantes para que a mulher se adapte com mais facilidade a essa vida inteiramente diferente – linda, mas também cansativa. E, pensando nisso, surgiu a ideia desse post, que pode dar uma pequena luz para que os papais entendam tudo o que uma mãe gostaria de falar (mas que nem sempre encontra as palavras certas). Compartilhe esse post com o pai do seu filho – eu tenho certeza de que ele vai gostar de saber que pode ser muito útil, e um paizão desde o nascimento do pequeno!

Dividindo as tarefas da casa: apesar de seu filho ter nascido (o que é o maior dos acontecimentos para a sua família), o mundo continua girando e as atividades domésticas não param (as louças ainda precisam ser lavadas, o pó da casa retirado, as roupas cuidadas e passadas). Mas isso não significa que você, mãe, precise arcar com todas as responsabilidades sozinha – e é aí que o homem entra em ação! Ele pode ajudá-la ou mesmo assumir todas tarefas do dia-a-dia por um período. Se ele preferir e o orçamento permitir, contar com a ajuda de uma profissional é uma ótima ideia (afinal, todo mundo sabe que o pai também continua tendo uma série de atividades e de trabalhos, que não cessam com a chegada do bebê).

Dividindo as tarefas do bebê: o apoio do homem nesses momentos é mais do que bem-vindo! Ele pode colocar o bebê para dormir, trocá-lo e dar banho, só para citar alguns exemplos. Nos primeiros meses de vida da Catarina, quem dava os banhos na pequena era o meu marido. Confesso que eu me sentia muito mais segura dessa forma: como a mão dele é maior do que a minha, tinha mais firmeza para segurar a filhota (e a pequena também se sentia mais confortável, tanto que quase nunca chorava quando o banho era com ele, e sempre chorava comigo). Algo que os papais devem ter em mente é que, assim como as mães, eles não nascem sabendo cuidar de um bebê: é com paciência e com o tempo que as coisas se ajeitam! É importantíssimo para ambos que o pai se envolva nos cuidados com o filho, pois além de não sobrecarregar a mulher, o vínculo entre eles será fortalecido.

Colocando limites e filtrando palpites: no momento em que você tem um bebê, muitas pessoas sentem que têm o direito de dar palpites e dizer o que é melhor para a criança. E quando o pai assume a tarefa de colocar o limite, pedindo que todos respeitem o jeito que vocês escolheram para criar o filhote, está resguardando a mulher e dando a ela uma das coisas de que ela mais precisa nessa fase: tranquilidade! Geralmente, nós, mães, ficamos sensíveis no pós-parto e é muito bom quando alguém dribla os conflitos para nos poupar.

Ajudando na amamentação: existem várias maneiras do homem apoiar a mulher nesse momento. Ele pode deixar uma garrafinha de água perto da mamãe e lembrá-la o quanto a hidratação é importante. O mesmo vale para a alimentação: preparar comidinhas saudáveis é uma ótima ideia! O pai também pode colocar o bebê para arrotar e o principal: fazer a sua parte para que a mulher fique tranquila e relaxada – assim, o aleitamento fluirá mais facilmente. E se por algum motivo a mãe não conseguir amamentar, seu apoio incondicional será uma grande força para a companheira!

Apoiando a mulher: mostre que você está do lado da mãe do bebê para o que der e vier. Coloque-se no lugar dela, respeite as suas escolhas e, quando discordar sobre algum ponto, converse com calma.

Elevando a sua autoestima: ter um filho é uma alegria imensa, mas não podemos negar que algumas coisas mudam com a chegada do pequeno. É normal que os cabelos da mãe caiam nos primeiros meses do pós-parto, a barriga pode inchar e a sensibilidade fica à flor da pele. Além das mudanças físicas e emocionais que acontecem conosco, um filho não vem com manual de instruções, e algumas coisas podem não sair da maneira que imaginamos (o pequeno pode ter dificuldade para dormir, não conseguir ser alimentado com o leite materno, ter refluxo, entre outras situações). Nesse momento, cabe ao homem elevar a autoestima da mulher: lembrando-a de que ela está ótima, que as marcas que ficaram em seu corpo mostram o quanto ela é guerreira por ter gerado uma vida, que ela não deve se cobrar, pois faz sempre o seu melhor. Essas atitudes fazem toda a diferença!




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