Voo diurno com crianças pequenas: alternativa ou tormento?

Por 8 Comentários


Como vocês sabem, viajamos com Catarina para a Disney no mês passado. E, acreditem se quiser, encaramos o desafio de dois voos diurnos – um na ida, para Orlando, e outro na volta, de Miami a São Paulo! A experiência foi bastante interessante, e até o fim do post, eu conto para vocês se faria isso novamente ou não (suspense!).

Todas as vezes em que comentei sobre o voo diurno com mães que souberam da nossa viagem, a primeira pergunta que ouvi foi: “mas dá mesmo para voar com uma criança pequena durante o dia?”. Pensando na resposta mais simples, eu diria que sempre dá, é claro! Mas para determinar se essa é uma alternativa que, de fato, vale a pena, ou uma situação que se transformará em puro tormento, muitas variáveis precisam ser avaliadas – por isso farei um “resumão” do que eu trouxe como bagagem da nossa vivência:

voo diurno

Imagem: Arquivo Pessoal

1) Cada criança é uma criança. Assim, não adianta dizer que Catarina foi uma princesinha no voo e que quase não deu trabalho – não necessariamente, isso valerá para o seu filho. Basicamente, você precisa se fazer algumas perguntas: “meu filho dormiria durante um voo diurno, considerando que o avião é um ambiente muito diferente daquele a que está acostumado?”. “O filhote consegue focar em atividades por um tempo razoavelmente grande para sua idade?”. Se a resposta for sim para ambas, tudo ficará mais fácil! Por outro lado, se seu pequeno tem dificuldade de tirar sonecas fora de casa e ainda não consegue se distrair com programas de TV, iPad ou mesmo com brinquedinhos que você possa levar de casa, grandes são as chances de ficar estressado e choroso.

Em nossa viagem, Catarina dormiu apenas uma hora no voo de ida (das nove que passamos no avião!), mas a pequena já brinca sentadinha por bastante tempo em sua rotina diária (ou seja, fez várias coisas nesse período e acabou se entretendo). Foi cansativo para ela? Obviamente (até os pais ficam cansados, não é mesmo?). De qualquer forma, deu para “segurar a onda numa boa”, e chegamos todos vivos e felizes!

2) Cada fase é uma fase. Essa não foi a única experiência de voo diurno que passamos com Catarina – ela já havia viajado para algumas cidades brasileiras dessa forma, quando era mais nova. Embora nessas ocasiões os voos tenham sido mais curtos, a pequena se irritou demais – tanto que, certa vez, uma passageira ofereceu o próprio iPad para entretê-la! Assim, eu tenho certeza absoluta de que uma mesma criança pode agir de maneiras muito diferentes dentro do avião, dependendo de sua idade (talvez a saída seja fazer voos diurnos menores nos três primeiros anos, ou optar necessariamente por um voo noturno nesse período).

3) A ida X a volta. Embora tenha dormido muito pouco no voo de ida, Catarina simplesmente “desmaiou” de sono em nosso retorno, e dormiu cerca de 3 horas seguidas! Isso significa que o voo de volta foi infinitamente mais tranquilo para ela, que esteve em sono profundo durante mais de um terço do caminho. Destinos como a Disney são simplesmente deliciosos, mas cansam demais o corpo dos pequenos – por essa razão, é muito mais tranquilo marcar um trecho diurno para voltar para casa do que para chegar lá.

4) A diferença de estar bem equipado. Imagine que você, adulto, tenha que ficar uma semana um um quarto, sem nada para fazer. Parece coisa de louco, não é? Mas e se você tivesse seus livros preferidos, ou filmes que sempre teve vontade de assistir e não conseguiu? Ah, aí está quase com cara de férias! Para as crianças, funciona da mesma forma – uma coisa é estar em um voo diurno sem algo que o entretenha, e outra bem diferente é ter os vídeos da Galinha Pintadinha, seus desenhos prediletos ou a “maravilhosa bolsa surpresa” (que foi uma das dicas mais preciosas que recebi de uma amiga antes de viajar!) à sua disposição.

Mas como funciona essa bolsa? É simples: antes de partir, separe várias miudezas que possam entreter o filhote, e não conte para ele que está levando. Podem ser bonequinhos, potes de massinha (desde que seu filho não espalhe pelo avião inteiro), quebra-cabeças de poucas peças, revistinhas para colorir, caderno de adesivos… Quando você perceber que o filhote se cansou daquela atividade, guarde e tire outra surpresa da bolsa – isso lhe garantirá mais meia hora de sossego!

Enfim, minha conclusão pessoal é que o voo noturno ainda é a melhor opção para os pequeninos (mesmo que não durmam bem fora de casa, durante a madrugada eles acabam se entregando, por pelo menos algumas horas). Mas, com o passar do tempo, voos diurnos acabam sendo uma opção interessante (eles têm a vantagem de que você chega ao destino à noite, tira uma boa noite de sono, e está pronto para passear no dia seguinte. Já ao viajar durante a noite, você passa o dia inteiro da chegada – que ocorreu pela manhã, depois de uma noite mal dormida no avião – extremamente cansado. E isso também acontece com os pequenos!).

E você, já passou pela experiência de fazer um voo diurno longo com crianças pequenas? Conte como foi nos comentários!




Arquivado em: DiversãoViagem Tags:

Comentários (8)

Trackback URL

  1. Sandra H. V. disse:

    Oi, Nívea, adorei o seu artigo!
    Tive que viajar duas vezes para o Japão (onde resido atualmente) e tenho duas filhas com 4 e 9 anos. Por isso, não tive muita escolha se o vôo seria diurno ou noturno, já que eram dois vôos de 10-12 horas, fora a escala.
    Mas uma dica valiosa de uma amiga, os vários ˝presentinhos˝ foram super válidos para que a viagem não se tornasse tão entediante. Tudo bem baratinho, até elásticos coloridos se tornaram uma diversão.
    Beijos!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Sandra,

      Ótima sua dica sobre os presentinhos! Eles ajudam mesmo (os pequenos adoram uma novidade!), e podem ser baratinhos, como você mesma disse.

      Depois me conta mais sobre como é ser uma mãe brasileira no Japão (e está convidadíssima para compartilhar um texto conosco, se quiser!).

      Grande beijo,

      Nívea

  2. Kelly disse:

    Ola. Adoro seus artigos. Funcionam mesmo quando tenho que aplicar em meus gemeos de 2 anos.
    Viajamos voo diurno por 2h.
    Levei bolsa cheia de surpresas. Massinhaa. Adesivos. Quadro magico eles amaram. Brinquedos nnovos. Consegui a atençao deled. Foi otimos. Eles sao curiosos e bem hiperativos.
    Bjossss

  3. Vitória disse:

    Oi Nivea! Adoro suas postagens.. 🙂
    Estou prestes a fazer uma viagem com minha filha de 11 meses para Miami, porém nosso voo será noturno. Já estou apreensiva por não saber como ela reagirá com tantas horas dentro de um avião. Na época da sua viagem, sua filha tinha qual idade??
    Um beijo carinhoso

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Vitória,

      Quando fomos a Miami, Catarina já tinha 4 anos, quase uma “mocinha”. Isso ajudou bastante, considerando que estávamos em voo diurno. Para a semana que vem estou preparando um post com dicas para quem viaja com bebês e crianças menores, acredito que possa ajudar!

      Beijos!

  4. Rosana disse:

    Olá, Nívea!

    Vou viajar com meu bebê de 3 meses pela primeira vez de avião. O quê posso fazer para que ele não chore o tempo todo enquanto acordado?

    Parabéns pelo blog, beijos!!!

Deixe seu comentário

Receba nossas dicas por e-mail