15 atitudes dos pais que ajudam a manter um filho em segurança

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Quando um filho nasce, surge também um instinto de preservação do pequeno a qualquer custo. Nas primeiras noites, você levanta para se certificar de que o filhote está respirando. Depois, passa a ser uma prioridade nutri-lo da melhor forma possível, para que cresça forte e saudável. O que ninguém conta para um pai ou uma mãe de primeira viagem é que essa é a parte mais fácil da história – conforme os filhos crescem, ampliam seu círculo de convivência e ganham autonomia para frequentar outros ambientes, você deixa de tê-los embaixo de suas asas, e sua segurança passa a ser uma preocupação diária.

mae segurando filha

Sempre que penso sobre esse assunto, lembro-me de um ensinamento importante de minha mãe – algo que ela sempre disse para as três filhas: “é nos primeiros anos que você constrói uma relação de confiança com um filho, que o manterá longe de muitos problemas no futuro”. E foi pensando nisso que reuni dicas que podem ser exercitadas com os filhos desde a primeira infância – espero que o post seja bastante útil para ajudar a manter nossas crianças em segurança.

1) Seja honesto: explique para seu filho que ele deve ter cuidado, pois existem pessoas que fazem maldades. Uma boa maneira de fazer isso é usar os exemplos dos livros infantis. Mostre que nos contos há personagens que querem prejudicar as outras pessoas. Assim, ele compreenderá que não pode confiar em qualquer um que encontrar por aí.

2) Não amedronte: é muito importante ser sincero e explicar como as coisas funcionam para a criança, mas tomando o cuidado de não amedrontá-la. Ao dar exemplos do dia-a-dia, diga, por exemplo, que ele pode passar mal se comer algo que um desconhecido ofereceu, e que sua barriguinha pode doer muito. Ou que se alguém chamá-lo e ele se afastar, a mamãe ou o papai podem não ver onde ele está. Faça tudo com muita calma e prudência, respeitando os limites e a idade do seu filho. A ideia é deixá-lo atento aos perigos externos, mas sem criar um medo desesperador – que pode até mesmo gerar uma fobia no futuro. Todo cuidado é pouco na hora de falar sobre assuntos delicados com os pequenos.

3) Explique que as aparências enganam: diga para seu filho que há pessoas que parecem ser “do bem”, mas que podem estar tentando enganar os outros; ou seja, que nem tudo o que parece é. Aqui, pode-se entrar mais uma vez no exemplo dos contos infantis, como o da Chapeuzinho Vermelho – onde o lobo se passa pela vovó da menina para conquistá-la e depois prejudicá-la; ou o da bruxa, que aparece como gentil velhinha na porta de Branca de Neve com uma maçã envenenada. Por isso, explique que o ideal é contar com as pessoas de confiança – como pais, avós, professores, e, eventualmente, vizinhos conhecidos.

4) Converse sempre: mantenha um canal de comunicação aberto com o seu filho. Isso será muito importante para que ele confie e saiba que pode contar com você em qualquer situação. Se você se fechar para o pequeno, pode ser que ele enfrente alguma situação de risco e tenha medo de contar, o que só piorará as coisas.

5) Tenha paciência: é normal surgirem dúvidas quando falamos sobre algum assunto desconhecido para os pequenos (como a prudência e noção de segurança que eles devem ter). Por isso, não se irrite e tenha paciência para responder todas as perguntas do seu filho, explicando com calma os riscos que ele pode correr e esclarecendo as perguntas.

6) Certifique-se de que ele entendeu o recado: crianças aprendem com base na repetição, por isso converse muito com o seu filho, use diferentes exemplos lúdicos para explicar os perigos, pergunte o que ele faria em uma situação de risco. É importante verificar que a criança compreendeu o que você disse, para que não haja problemas futuros.

7) Mostre quem são as pessoas em quem ele pode confiar: aqui, vale ressaltar aqueles que vivem perto e participam da vida da família – como amigos íntimos, vizinhos conhecidos, familiares – que podem ser procurados se a criança não conseguir entrar em contato com os pais. Já em locais públicos, como shoppings e parques, mostre para o pequeno que existem indivíduos que zelam pela segurança das pessoas – como seguranças, policiais, bombeiros – que podem ser solicitados caso a criança se perca (mostre que uma forma de reconhecer esses profissionais é o uniforme). Combine um ponto de encontro fácil de ser lembrado caso seu filho se perca (seu restaurante preferido, ou a loja de brinquedos), e repita diversas vezes que ele não deve sair daquele ambiente com um desconhecido.

8) Deixe um cartão com seu filho: algumas crianças maiores conseguem decorar números de telefone e dados importantes, como endereço e sobrenome dos pais. Mas, para ajudar os pequeninos em qualquer situação de risco, coloque um cartãozinho na mochila com o nome e contato da mãe e o do pai. Explique para seu filho que, se acontecer alguma coisa, ele pode entregar o papel a pessoas de confiança.

9) Explique que ele não deve contar sobre sua vida: voltando ao item de que as aparências enganam, use esse gancho para mostrar ao pequeno que ele não deve sair falando para as pessoas sobre detalhes da sua vida – onde estuda, onde os seus pais trabalham e onde fica a sua casa. Diga a ele que algumas pessoas que não são legais podem fazer essas perguntas, e que ele só deve se abrir com aqueles que fazem parte do círculo familiar.

10) Ensine-o a avisar os pais: em qualquer circunstância de dúvida ou mesmo perigo, o ideal é que os pequenos procurem imediatamente os pais. Diga isso a seu filho e mostre maneiras de como ele pode recorrer a você se for preciso. Deixe claro que a intenção da mamãe e do papai é sempre de ajudá-lo, e não de recriminá-lo pela situação de perigo em que possivelmente se encontrar. Outro ponto importante: se ela já tiver idade para se distanciar um pouco, mostre que ela sempre deve avisar onde está indo, para que os pais possam encontrá-la se houver necessidade.

11) Fale sobre o corpo: essa não é uma conversa fácil, mas é extremamente necessária. Explique para seu filho que há partes de seu corpo que ele deve proteger, cuidar, e que só podem ser tocadas pelos pais ou cuidadores diretos. Converse exatamente como faria com outra noção de segurança qualquer – com calma e tranquilidade. Ensine que fora de casa ele deve ficar longe de locais “escondidos” e que nunca deve ir até lá com um adulto que não seja de sua extrema confiança, mesmo que a criança o conheça.

12) Ensine seu filho a gritar: isso era algo que minha mãe cansava de repetir: “se estiver se sentindo amedrontada, grite, grite sem parar”! Diga para seu filho pedir socorro, e dizer que aquele não é o papai ou a mamãe (no caso de algum desconhecido querer levá-lo do local).

13) Explique que é a mamãe ou o pai (eventualmente os avós ou alguma outra pessoa de sua confiança) quem sempre aparecerá: uma das formas mais usadas para levar uma criança é dizer que foi seu pai ou sua mãe quem o mandou ali. Diga ao pequeno que é você quem voltará (ou, em uma emergência, quem virá buscá-lo), para que ele nunca saia do local com outra pessoa (mesmo que já a tenha visto).

14) Se algo acontecer, controle-se: quem já perdeu o filho por apenas alguns segundos sabe: é absolutamente desesperador! Por isso, quando reencontrá-lo, abrace-o e mostre que estava preocupada, mas sem gritar (se ele ficar aterrorizado com sua reação, pode não saber como reagir em uma próxima vez). Caso o pequeno tenha seguido alguma de suas instruções de segurança, elogie-o: é uma forma de criar um reforço positivo nessa atitude.

15) Mostre que a criança deve confiar em seu instinto: fale para seu filho que devemos ouvir uma “voz” que existe dentro de cada um de nós e nos mostra qual é o melhor caminho a seguir. Então, se o pequeno perceber algum risco, ele deve procurar sua ajuda imediatamente.




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