Quando a mãe pensa sobre o futuro

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Hoje eu me peguei pensando em como Catarina estará daqui a trinta anos. Eu não sei se você sente a mesma coisa em relação ao seu filho (imagino que sim), mas eu tenho uma vontade imensa de saber como será o futuro da minha pequena.

Eu olho para ela e tento decifrar o que ela estudará, o que decidirá fazer da vida. Há momentos em que acho que ela daria uma ótima administradora, montando seu próprio negócio; em outros a vejo como uma fotógrafa no meio da África, fazendo de cada dia de sua vida uma aventura. Eu torço para que ela queira estudar na faculdade que fica a menos de um quilômetro daqui, mas sei que ela pode querer se formar do outro lado do mundo – trilhando seu caminho de forma independente, bem longe das minhas asas.

Fiquei pensando onde será sua casa, e por um segundo desejei que seu quarto não deixasse de ser onde ela está dormindo agora. Talvez no mesmo prédio, no máximo no mesmo bairro – mais do que isso meu coração de mãe poderia não suportar. Pensei nas pessoas que ainda serão fundamentais em sua vida – amigos, talvez o homem de sua vida – e que eu nem mesmo conheço. Difícil perceber que não tenho controle sobre aqueles que encantarão seu coração.

mãe e filha

Imaginei como o planeta estará diferente, e quanto um dia ela me achará ultrapassada. Como ela não entenderá como demoro tanto para compreender algo. Nem como discuto dizendo que a minha verdade (a que parece muito razoável hoje) é melhor do que a dela, mais adaptada ao “seu tempo”. Torci para que ela tenha mais paciência do que tenho com suas crises de birra.

Aliás, como os problemas atuais pareceram pequenos frente a isso. Uma doença não demora mais do que alguns dias para sarar. Se brigamos, não ficamos mais do que cinco minutos sem nos falar.  Se erramos, não demoramos mais do que um segundo para nos perdoar.

Pensei nos desafios que a vida lhe colocará, e como ela os resolverá. Torci para que, acima de tudo, ela seja fiel a seus princípios. Que ela seja honesta, generosa, forte, respeitosa. Se eu conseguir lhe mostrar o quanto isso é importante, minha vida terá valido a pena.

Por fim, tentei prever o que ela ainda verá, quando eu não estiver mais aqui. E desejei que, quando isso acontecer, ela esteja rodeada de pessoas que a amam. Para que nunca, nem por um segundo, ela se sinta sozinha no mundo. Porque, mesmo sem saber, ela nunca estará – pois eu estarei muito perto, zelando por sua felicidade.




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Comentários (8)

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  1. Lilian Abreu disse:

    Nívea, que post mais lindo!! Me emocionei muito! E é assim mesmo que nós mães pensamos (e indagamos, e choramos…). Parabéns pelo seu trabalho. Não deixo de ler um post sequer!

    Também sou mãe de uma bebê lindíssima (a mais linda do mundo! Claro!! rs…) de 7 meses e enfrentei e enfrento todos os desafios desta aventura de SER MÃE! E ainda mais porque tenho diabetes tipo 1 e foi mais que um desafio. Mas correu tudo MUITO bem e VALE A PENA!!

    Um beijinho para vc e para a Catarina!!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Lilian,

      Muito obrigada pelo carinho! Fico feliz em saber que você acompanha o blog tão de pertinho!

      Um grande beijo na sua linda de 7 meses e outro para você 🙂

      Nívea

  2. Michele disse:

    Ameeeei Nivea!!
    Parabéns pelo post! Como mãe penso sempre sobre isso, especialmente a parte de não ficar sozinha no mundo porque minha Laura, assim como a Catarina, é filha única. Lindo!
    Bjs

  3. Julia disse:

    Poxa, que lindo, estou com os olhos marejados. Quanta coisa nossos filhos tem por viver e que não sabemos como será!! Só podemos desejar o melhor!

  4. Kennya disse:

    Penso muito no futuro da minha pequena… Penso em tudo isso que vc tb pensa e mais algumas coisas… Penso na parte boas e nas ruins … Que com certeza terá…. Tipo aquela briga de mãe e filha. Mas o que mais penso é quando serei vovó… Porque será nesse tempo que a Julia me entenderá por completo. … E saberá que tudo q fiz foi para o bem dela… Porque a gente so da valor na mãe quando nos tornamos uma… Eu pelo menos fui assim…. Claro que amava minha mãe. .. Chamava ela de melhor mãe do mundo. Mas foi no dia 18/09/12, que eu entendi cada puxão de orelha. … Cada olhar… Cada não. .. Cada frase “hj não tenho dinheiro”.

    • Kennya disse:

      Ahhhhh… Sou sua fã… Amo seus textos. Bjo!! E eu ainda tenho um homenzinho de 2 meses… Mas não penso tanto no futuro dele quanto penso no da Juju… Rs! Estranho!

  5. FERNANDA disse:

    Nívea, estou emocionada! Olhos marejados de lágrimas!
    Meu filho está com um ano e quatro meses e ontem me peguei pensando em como ele será quando adulto. Não consigo imaginar. Mas só pensei em coisas boas.
    Que ele será um homem forte, respeitoso, com bons princípios, amoroso e generoso, como é hoje como bebê.
    Como farei quarenta neste ano, não sei se conhecerei meu neto, se ele tiver filhos, mas tenho comigo que ele será muito feliz. Rodeado de pessoas que o amam. Afinal, é isso (e saúde) que toda mãe deseja para o filho, não?
    Amo seus posts!
    Bjo,

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